Alunos, pais e professores da Escola Básica do Chafariz d’El Rei, de Évora, manifestaram-se no dia 23 de junho, durante a cerimónia de inauguração da Feira de São João.
Em novembro do ano passado caiu o estuque de uma das salas de aula, levando ao encerramento do estabelecimento de ensino, que permanece fechado até agora e com perspetivas da situação se manter no arranque do próximo ano letivo.
Por questões de segurança, os alunos das quatro turmas passaram a ter aulas na Escola Básica 2/3 André de Resende (EBAR), que também pertence ao Agrupamento de Escolas da Gabriel Pereira (AEGP).
Em declarações aos jornalistas, Inês Frazão, presidente da Associação de Pais da Escola do Chafariz d’El Rei, afirmou que “reivindicamos voltar à nossa escola”.

Explicou que “no dia 14 de novembro caiu o estuque de uma das salas de aula do primeiro piso da Escola do Chafariz d’El Rei e por não sabermos se era seguro permanecer no edifício, resolveu fechar-se a escola”.
A mesma responsável frisou que “o AEGP resolveu passar os meninos para a EBAR de uma forma provisória para que não deixassem de ter aulas”, constatando que “seria pelo período de uma semana, mas neste momento está a terminar o ano letivo e ainda lá continuamos e com perspetiva de lá continuar no próximo”.
Admitiu que “na EBAR nós não estamos bem”, apontando que “as salas que nos foram atribuídas são dispersas pela escola, cada turma está num sítio, o intervalo é longe, o refeitório também”.
Segundo esta mãe, “os meninos andam completamente dispersos e emocionalmente estão muito mais instáveis”, reforçando que “o que nos move é voltarmos para a nossa escola”.

Especificou que “são quatro turmas, incluído meninos com necessidades educativas especiais”, sublinhando que “todos eles sofreram, mas sobretudo estes porque eram crianças que estavam habituadas àquele espaço e de repente viram-se numa escola gigante, com meninos muito maiores”.
De acordo com Inês Frazão, “tiveram muita dificuldade em adaptar-se e houve inclusivamente avaliações a descerem na maior parte das crianças”.
Revelou ainda que “já reunimos várias vezes com o executivo”, lembrando que “em maio foi-nos dito taxativamente que não havia financiamento e que ‘tínhamos de nos aguentar onde estávamos’”.
Não obstante, a presidente da associação de pais focou que na manhã do dia do protesto (terça-feira) “fui contactada e foi-nos dito que as coisas já estavam diferentes, que havia perspetiva das obras começarem, mas sem data ainda marcada”.

Perante esta manifestação, Carlos Zorrinho, presidente da Câmara de Évora, começou por dizer à comunicação social que “gostei de ver o amor das crianças pela sua escola e também a preocupação dos pais, é muito normal”.
Recordou que “a Escola do Chafariz d’El Rei foi fortemente lesada pelas intempéries”, reiterando que, “como aconteceu noutros pontos do país, o Governo devia ter-nos ajudado a recuperar porque foi claramente uma escola que foi danificada pelas intempéries”.
O autarca explicou que “o Governo não nos deu esse dinheiro e, inicialmente, a câmara não tinha verba naquela rubrica, mas fez uma transferência orçamental, abriu um procedimento e os pais estão informados de que estamos a procurar uma solução o mais rápido possível”, garantindo que “há soluções alternativas enquanto isso não acontece, nomeadamente estão noutra escola do mesmo agrupamento”.

Assegurou que “vamos resolver a situação”, referindo que “pedimos desculpa aos pais e às crianças, mas a qualidade pedagógica vai ficar garantida”.
Nesse sentido, Carlos Zorrinho adiantou que “vamos ter mais uma reunião com a Associação de Pais da Escola do Chafariz d’El Rei esta semana”.
Texto: Redação DS / Marina Pardal
Fotos: DS
