Celebra-se hoje, dia 11 de agosto de 2023, o cinquentenário da criação do Instituto Universitário de Évora que permitiu o ressurgimento da Universidade de Évora (UÉ) em meados dos anos setenta do século passado.

Hermínia Vasconcelos Vilar, Reitora da UÉ, destaca a efeméride “sobremaneira importante para a Universidade de Évora que voltou a ressurgir como universidade de pleno direito, o que correspondeu a um ensejo que a região há muito reclamava e fruto do esforço e da determinação de pessoas empenhadas em ver o ensino superior de regresso à cidade de Évora e à região Alentejo”.

Considerando que a data é “histórica” para a academia eborense, Hermínia Vasconcelos Vilar avança que o Programa do Cinquentenário preparado por uma comissão que reúne diferentes áreas da Universidade terá inicio em 1 de novembro de 2023 mas deixa já o convite “participem, venham conhecer a Universidade de Évora porque pretendemos oferecer à região e ao país um programa versátil que exprima o que foi e, sobretudo, o que representa hoje a Universidade de Évora no mundo, uma universidade secular que aposta em áreas emergentes e acompanha as mudanças que influenciam o futuro, preparando os estudantes para novos e desafiadores tempos e sempre, e isso é categórico, em prol da cidade e desta região que apresenta um enorme potencial nas diferentes áreas do desenvolvimento sustentável“.

Hermínia Vasconcelos Vilar, Reitora da UÉ

No momento em que a UÉ  assinala o cinquentenário da criação do Instituto Universitário de Évora, a Reitora deixa um agradecimento; “olhar para o passado faz-nos aprender e sobretudo a tirar ilações para construirmos o futuro, por isso somos gratos aos nossos antigos e aos atuais estudantes, aos antigos e atuais funcionários, professores e investigadores e a todos aqueles e aquelas que connosco, de uma forma ou de outra, têm vindo a colaborar, porque só com determinação, empenho e também com orgulho na instituição é possível construir uma universidade respeitada e sobejamente implementada no sistema nacional e internacional de ensino, ciência e inovação.”

O Instituto Universitário de Évora, criado pelo Dec.-Lei 402 de 11 de agosto de 1973, assinala o ressurgimento da Universidade de Évora.

A primeira Comissão Instaladora do Instituto Universitário de Évora tomou posse a 4 de Janeiro de 1974 e dela faziam parte, além do Reitor, o Professor Eng. Ário Lobo Azevedo, os seguintes nomes: Professor Eng. Manuel Gomes Guerreiro – Prof. Catedrático; Professor Doutor Raul Miguel Rosado Fernandes – Prof. Extraordinário; Professor Doutor Carlos Alberto Martins Portas – Prof. Extraordinário; Professor Padre António Silva – Diretor do ISESE;  Dr. Armando José Perdigão – Presidente da Comissão de Planeamento da Região Sul; Engenheiro Celestino David – Delegado do Ministério do Equipamento Social e Ambiente; Dr. António Marcos Pereira Martins – Administrador. Nos anos seguintes foram várias as alterações na constituição da Comissão Instaladora.

Ao longo dos primeiros seis meses de labor, a Comissão Instaladora tinha desenhado a estrutura e o perfil dos ensinos a serem ministrados na instituição.

Apesar de algumas dificuldades, o Instituto Universitário de Évora começou as atividades letivas no dia 10 de novembro de 1975 com os cursos de Engenharia Zootécnica (Produção Animal) e Engenharia Biofísica (Planeamento Biofísico).

Inicialmente, a Comissão Instaladora funcionou na Rua Miguel Bombarda, nº43, em Évora. Em 1975, o I.U.E. estava instalado na Avenida Barahona, nº1 (local onde funcionavam a Comissão Instaladora, os Serviços Académicos, os Serviços Administrativos e Serviços Técnicos) e na Rua dos Duques de Cadaval (aqui ficaram instalados a Reitoria, os Departamentos, a Biblioteca e os Serviços de Documentação).

Na Escola de Regentes Agrícolas, entretanto integrada no novo Instituto, ficaram instalados alguns Departamentos.

Recorde-se que a Universidade de Évora foi fundada a 1 de novembro de 1559 pelo Cardeal D. Henrique, Arcebispo de Évora, mais tarde Rei de Portugal. Foi instituída por bula do Papa Paulo IV e entregue à Companhia de Jesus que a dirigiu durante dois séculos. Em 1759 foi encerrada aquando da expulsão dos Jesuítas. Voltou a ser aberta em 1973, por decreto do então ministro da Educação, José Veiga Simão, data que hoje se assinala.

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