Artes visuais, música, teatro, dança, gastronomia, circo contemporâneo, cinema ou conferências são alguns dos “ingredientes” que se juntam no Monsaraz Museu Aberto.

Inaugurada no passado sábado, a bienal cultural decorre até ao próximo domingo nesta vila do concelho de Reguengos de Monsaraz. A edição de 2026 tem como tema “O Céu Começa no Chão”, apresentando-se o evento como uma celebração “da arte e do património”.

De acordo com a Câmara de Reguengos de Monsaraz, a iniciativa “traduz a relação singular entre o território e o horizonte, entre o património construído e a vastidão da paisagem envolvente”.

A cerimónia de abertura ficou marcada pela inauguração da exposição coletiva “Ando um pouco acima do chão”, patente na Igreja do Convento da Orada, no Museu do Fresco e na Igreja de Santiago.

Segundo a nota de imprensa do município local, “estão reunidas obras de André Sousa, Diogo Nogueira, Michael Biberstein, Mafalda Santos, Garcia da Selva, João Campolargo Teixeira, Felícia Teixeira e João Brojo”, destacando que esta mostra “transforma os espaços históricos em lugares de contemplação e descoberta”.

À margem da cerimónia de abertura do evento, a presidente do Município de Reguengos de Monsaraz, Marta Prates, referiu que “este foi o primeiro dia de muitos meses de preparação para esta 26.ª edição da bienal cultural Monsaraz Museu Aberto”, sublinhando que “promete ser absolutamente extraordinária porque a programação está mesmo muito boa”.

Constatou que, “eventualmente, a grande diferenciação que trazemos tem a ver com entendermos que esta bienal vai passar a acontecer durante os anos em que também não há bienal”.

A esse respeito, a autarca explicou que “isto significa que entendemos a bienal não como um conjunto de exposições em 2026, que é ano de bienal, mas quando chegarmos a 2028 termos de facto uma programação que é preparada com as coletividades do concelho e as pessoas da freguesia ou as escolas”.

Reforçou que “a bienal, para além daquilo que é, riquíssima do ponto de vista cultural e da sua programação, entendemos que a devemos estender no tempo”, reiterando que “não se esgota no próximo dia 19, mas quando acabar a bienal de 2026 já estamos a começar a de 2028 porque vamos envolver toda a comunidade e eu acho que esta é a grande mudança de paradigma em relação ao Monsaraz Museu Aberto”.

No que diz respeito a este ano, Marta Prates realçou ainda que “toda a programação é muito rica e também quisemos descentralizar para que a população da freguesia se sinta parte deste evento”, exemplificando que “temos atividades na Praia Fluvial de Monsaraz ou na aldeia do Telheiro”.

Evidenciou que “este evento tem um cariz cultural muito marcado e que nós nunca poderíamos deixar de continuar o excelente legado que foi deixado”.

De acordo com a presidente do Município de Reguengos de Monsaraz, “uma das novidades deste ano é o facto de termos um programador cultural e também um curador para as exposições”, considerando que “isto traz um caráter profissional e não tão amador à bienal”.

Focou ainda que “temos artistas de craveira nacional, mas também conferências e outras atividades todos os dias”, frisando que “este Monsaraz Museu Aberto, que é ‘O Céu Começa no Chão’, foi escolhido para que as pessoas percebam que nós estamos enraizados, temos uma identidade e que a partir daqui podemos olhar para o céu e sonhar tanto, ser tanta coisa”.

Texto e Fotos: Redação DS / Marina Pardal

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