“Persistência, profissionalismo e qualidade do serviço”. Estes são alguns dos “trunfos” que o presidente da Direção da ANTRAL – Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros enumerou para ultrapassar os desafios que o setor do táxi apresenta.

Florêncio Plácido de Almeida falava com os jornalistas à margem da inauguração das novas instalações da Delegação de Évora da ANTRAL, ocorrida no dia 18 de junho. O novo espaço está situado na Urbanização Vila Académica, Praça Académica n.º ЗА -D, em Évora.

A respeito desta mudança, sublinhou que “estávamos num prédio na Rua do Cicioso e precisávamos de melhores condições”, reiterando que “agora temos aqui uma boa delegação, uma das melhores que temos no país”.

Florêncio Plácido de Almeida recordou que “esta delegação abrange os distritos de Évora, Beja e de Portalegre”, reforçando que “estas instalações oferecem maior comodidade para quem precisa de utilizar os serviços, uma sala de formação condigna, com acessos e estacionamento mais facilitados”.

Quanto aos desafios que o setor do táxi tem atravessado, começou por expressar que “eu acho que não há concorrência, pois para existir concorrência as ‘armas’ têm de ser iguais”, frisando que “neste caso do transporte individual de passageiros não há essa igualdade, já que são empresas com muitos milhões para gastar e o táxi não os tem”.

Na sua opinião, “esse é um problema muito difícil de colmatar, mas, de qualquer forma, e eu ando nisto há 58 anos, penso que o táxi vai reerguer-se novamente”.

Para o presidente da ANTRAL, “é necessário muita persistência, profissionalismo, qualidade do serviço e é por aí que vamos vencê-los”.

Na sua perspetiva, “estou convencido de que esta nova legislação que era para ter entrado em vigor, mas que entretanto foi suspensa, era a ruína completa do táxi”.

Explicou que “esse sistema tarifário prejudica o serviço dentro da cidade, que levava com 30 ou 40 por cento de aumento”.

Por outro lado, Florêncio Plácido de Almeida alertou que “se fosse daqui para Lisboa perdia cerca de 40 por cento, ou seja, querem meter o sistema tarifário para o táxi como são os TVDE, mas, por exemplo, o táxi não pode apanhar clientes fora do concelho de Évora”.

Constatou que “vou para Lisboa e tenho de vir até aqui sem poder apanhar ninguém porque a lei não o permite, tenho de ter verba suficiente para retornar ao meu local de trabalho”.

O mesmo responsável destacou ainda que “o táxi é um serviço público, presta um serviço muito dignificante às populações, pelo menos àquelas mais do interior e não pode acabar”.

Apontou também que “as pessoas não podem ficar sem transporte porque os TVDE só vão onde lhes interessa, não vão com certeza trabalhar onde estão meia dúzia de pessoas e o táxi tem de lá estar”, comentando que “até faz serviço social”.

Florêncio Plácido de Almeida evidenciou ainda que, “a nível nacional, a ANTRAL tem sete delegações e conta com 7500 associados com 10 800 viaturas, num universo de 13 mil táxis que existem no país”.

Texto e Fotos: Redação DS / Marina Pardal

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