O Salão Nobre dos Paços do Concelho de Évora acolheu a 29 de junho a cerimónia do Dia da Cidade. Nesta sessão, a Câmara de Évora atribuiu quatro Medalhas de Mérito Municipal – Classe Prata a personalidades do concelho, ligadas ao desporto, gastronomia, turismo e proteção civil.

Os homenageados no Dia de São Pedro foram Joaquim Manuel da Encarnação Coelho (a título póstumo), José Augusto Dias, Miguel Maria Pereira de Melo Breyner e Rogério Manuel Góis Santos.

Segundo a informação do Município de Évora, Joaquim Coelho foi distinguido, a título póstumo, “pelo seu relevante contributo para o desporto, para a formação de jovens atletas e para a projeção de Évora no panorama nacional do andebol”, sendo de referir que foi fundador do Évora Andebol Clube.

Por sua vez, José Dias foi homenageado pelo “seu percurso de reconhecido mérito e pelo contributo para a promoção e valorização da gastronomia e da cidade de Évora”, sendo empresário no setor da restauração.

Já Miguel Melo Breyner, recebeu esta medalha “pelo seu percurso de reconhecido mérito, pela dedicação ao desenvolvimento de Évora e do Alentejo e pelo contributo prestado à promoção do turismo da cidade”, tendo feito o seu percurso em diversas unidades hoteleiras da região.

Por fim, Rogério Santos obteve esta distinção “pelo seu reconhecido percurso, pela dedicação ao serviço público e pelo relevante contributo prestado à proteção e segurança da população”, terminando em breve as suas funções como comandante dos Bombeiros Voluntários de Évora.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara de Évora, Carlos Zorrinho, sublinhou que “o reconhecimento das personalidades é uma tradição de longa data”.

Especificou que, “além da homenagem merecida que foi prestada às pessoas que fizeram um trabalho cívico muito importante, no caso do senhor Joaquim Coelho infelizmente a título póstumo, é também uma maneira de motivarmos todos para termos este compromisso cívico com a cidade”, focando “aquilo que alguns fazem, aquilo que cada vez mais podem fazer porque a cidade é o resultado daquilo que fazem os seus cidadãos”.

A par disso, Carlos Zorrinho frisou que, “sendo o Dia da Cidade, achei também muito importante pensar a cidade olhando para aquilo que ela foi, mas também projetando aquilo que, aprendendo nós com a história, podemos sonhar para o futuro”.

O autarca destacou “o tema da nova centralidade do Rossio de São Brás recuperado, que nos vai permitir ser Capital Europeia da Cultura, além de Centro Histórico Património Mundial, mas também verdadeiramente uma cidade Capital Europeia ao Sul”.

O presidente da Câmara de Évora considerou ainda que “é um desafio extraordinário, quando nós conhecemos a história da nossa cidade, puxar pela nossa história da música, tendo oportunidade, como está a acontecer, de recuperar São Bento de Cástris, para poder fazer ali aquilo que eu chamei ‘Casa da Música ao Sul’, inspirada pela ‘Casa da Música ao Norte’ (Porto), uma casa da música alentejana, mas onde possam conviver os muitos projetos musicais que existem na nossa cidade”.

Isabel Coelho, filha de Joaquim Coelho:
“Esta homenagem representou a emoção de ter de o representar a ele e à minha família e a todo o trabalho que ele desenvolveu em prol do desporto e, principalmente, do andebol nesta cidade. Ele era empregado bancário, mas, como dizia muitas vezes, aí ele ganhava o dinheiro para poder patrocinar o andebol. Mesmo que seja a título póstumo, acredito que ele ficaria muito contente por ter este reconhecimento”.

José Augusto Dias:
“É um reconhecimento. Certamente, haveria outras pessoas que mereciam mais, mas tudo tenho feito ao longo destes anos para contribuir para o engrandecimento da cidade. Não é para o meu, mas a cidade merece muito mais do que aquilo que temos tido. Espero que agora tenhamos um caminho novo a seguir, a visão para a cidade está a começar a ser diferente”.

Miguel de Melo Breyner:
“Para mim foi uma honra e é um privilégio. Sempre defendi o trabalharmos juntos porque sozinhos não somos ninguém. Também sempre defendi muito a promoção turística de Évora em conjunto. Acho que foi o reconhecimento desse trabalho que eu tenho feito ao longo dos anos. Não só no turismo, mas também o trabalho social que tenho feito, pois continuo ligado à Pão e Paz”.

Rogério Góis Santos:
“Esta homenagem representa o culminar da minha carreira, que vai terminar em setembro, devido ao limite de idade em que podemos estar no comando, que é aos 65 anos. Espero continuar sempre naquela casa, mas já noutro patamar. Agradeço a todos os que me acompanharam ao longo do meu percurso como comandante e agradeço à cidade por esta homenagem que me fizeram”.

Texto: Redação DS / Marina Pardal
Fotos: DS

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