A Universidade de Évora (UÉ) acolheu um encontro entre as instituições parceiras do Laboratório Conjunto China-Portugal para as Ciências da Conservação do Património Cultural.
A iniciativa decorreu no dia 8 de julho, na Sala dos Docentes, e juntou representantes deste laboratório, que tem como parceiros a UÉ, a Soochow University e a City University of Macau.

Além do reitor da UÉ, António Candeias, estiveram presentes a vereadora da Câmara de Évora, Carmen Carvalheira; o diretor do Laboratório Conjunto China-Portugal, Wu Yao; e o embaixador da República Popular da China em Portugal, Yang Yirui.
A sessão incluiu ainda uma visita guiada à exposição “Youth and Traditional Building Craftsmanship: Outstanding Case Exhibition”.

À margem do evento, o reitor da UÉ explicou aos jornalistas mais pormenores sobre este laboratório, adiantando que “foi criado em 2020, no âmbito da iniciativa Belt and Road do Governo Chinês”.
Segundo António Candeias, “foi criado um laboratório de cooperação na área das Ciências do Património e temos conseguido desenvolver projetos conjuntos, mas também cooperação e intercâmbio de investigadores, quer chineses, quer portugueses”, constatando que “com isso temos conseguido partilhar as boas práticas na área das Ciências da Conservação”.

Na sua opinião, “nós partilhamos algo que é fundamental, o reconhecer que o património é fundamental para a sustentabilidade das nossas sociedades e conhecer o valor do património enquanto um fator de desenvolvimento territorial”.
Nessa perspetiva, o reitor da UÉ referiu que “temos feito um longo caminho”, apontando que, “recentemente, fomos novamente avaliados pelo Governo Chinês e conseguimos revalidar o título de laboratório-chave e agora temos cinco anos para desenvolver novos projetos e estreitar a cooperação entre as nossas universidades”.

Esclareceu ainda que “aquilo que nós fazemos é desenvolver tecnologias, novas soluções para a conservação e preservação do património e também para a sua valorização”.
António Candeias especificou que “fazemos estudos na área dos novos materiais, da compatibilidade em termos das intervenções de conservação e restauro, mas também estudos na área do planeamento urbano, da reconstrução 3D ou, por exemplo, da gestão de risco, muito ligada às alterações climáticas”.

Quanto à exposição patente na UÉ, destacou que “veio mostrar alguns casos de estudo que desenvolvemos no âmbito deste laboratório conjunto, alguns deles em que houve participação de equipas das três universidades, outros foram mais focados em equipas de uma das universidades”.
O mesmo responsável disse ainda que “são exemplos de sucesso de intervenções e de projetos que foram desenvolvidos em património na China”, reiterando que “esta exposição é só sobre intervenções e ações desenvolvidas em património na China com saberes tradicionais, pois a ideia foi valorizar os saber-fazer tradicionais e ancestrais na reabilitação de património”.
Pode ver a reportagem vídeo no seguinte link:
https://www.youtube.com/watch?v=aJWZXhYUc2M&t=20s
Texto: Redação DS / Marina Pardal
Fotos: DS
