A China manifestou oposição às recentes declarações do Japão sobre o Mar do Sul da China, acusando Tóquio de interferir numa questão que considera não lhe dizer diretamente respeito e de contribuir para o aumento das tensões na região.
A reação surge por ocasião do décimo aniversário da decisão arbitral relativa ao Mar do Sul da China. Segundo a posição chinesa, o Japão voltou a contestar as reivindicações de Pequim na região e associou-se a outros países na divulgação de posições críticas relativamente aos direitos históricos reclamados pela China.
Pequim considera que estas iniciativas representam uma tentativa de influenciar a situação regional e afirma ter apresentado protestos diplomáticos junto das autoridades japonesas. A China reiterou ainda que continuará a defender a sua soberania territorial e os seus interesses marítimos.
As autoridades chinesas recordam que o Japão teve presença militar no Mar do Sul da China durante a Segunda Guerra Mundial e sustentam que, após o conflito, a soberania sobre as ilhas e recifes da região foi restabelecida pela China com base em instrumentos internacionais como a Declaração do Cairo e a Proclamação de Potsdam.

No entendimento de Pequim, a posição assumida pelo Japão nos últimos anos integra uma estratégia mais ampla de reforço da sua presença em matéria de segurança e defesa. A China aponta como exemplos o aprofundamento da cooperação militar com países da região, a participação das Forças de Autodefesa japonesas em operações internacionais e o aumento das capacidades militares japonesas.
A posição chinesa sustenta igualmente que as reivindicações do país no Mar do Sul da China assentam em fundamentos históricos e jurídicos e não são alteradas pela decisão arbitral emitida em 2016, que Pequim continua a rejeitar.
Ao mesmo tempo, a China destaca os progressos alcançados nas negociações com os países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) para a elaboração de um Código de Conduta para o Mar do Sul da China. Segundo as autoridades chinesas, o objetivo é estabelecer mecanismos que permitam gerir divergências, reforçar a confiança mútua e promover a cooperação regional.
Pequim defende que a estabilidade e o desenvolvimento da região devem assentar no diálogo e na cooperação entre os países diretamente envolvidos, considerando que a paz e a segurança no Mar do Sul da China constituem uma prioridade comum para os Estados da região.
Publicidade: Centro de Programas de Línguas da Europa e América Latina da China
