A 4.ª Exposição Internacional de Cadeias de Suprimentos da China reuniu, em Beijing, mais de 1.200 empresas de 85 países e regiões, evidenciando o papel crescente da inovação e da digitalização na evolução das cadeias globais de abastecimento. O evento reforçou a posição da China como um dos principais polos de cooperação industrial e tecnológica a nível mundial.

A 4.ª Exposição Internacional de Cadeias de Suprimentos da China (CISCE) decorreu entre 22 e 26 de junho, em Beijing, reunindo um número recorde de participantes. Estiveram representadas mais de 1.200 empresas provenientes de 85 países e regiões, incluindo multinacionais, empresas líderes dos seus setores e grupos integrantes da lista Fortune Global 500.

De acordo com os organizadores, as empresas estrangeiras representaram 36,5% do total de expositores, enquanto mais de 65% dos participantes correspondiam a grandes empresas internacionais ou líderes de mercado.

A edição deste ano destacou-se pela forte aposta na inovação tecnológica e na digitalização das cadeias de suprimentos. Entre as novidades esteve a criação de uma Zona Especial dedicada à Inteligência Artificial, bem como o reforço da Área de Cadeias de Inovação. A anterior área dedicada à tecnologia digital foi igualmente ampliada e transformada numa plataforma focada na inteligência digital.

Ao longo da exposição, foram apresentadas diversas soluções tecnológicas avançadas, incluindo robôs humanoides, aplicações de inteligência artificial e sistemas de automação destinados a melhorar a eficiência e a resiliência das cadeias de abastecimento.

Durante o evento foi também divulgado o Relatório sobre a Promoção das Cadeias de Suprimentos Globais, que indica uma evolução positiva dos índices de conectividade, inovação, resiliência e cooperação internacional entre 2018 e 2025. O documento destaca o papel crescente da China na promoção da integração económica e industrial à escala global.

Representantes de várias empresas multinacionais sublinharam as vantagens competitivas da cadeia de suprimentos chinesa, destacando a dimensão do mercado, a abrangência da estrutura industrial e a capacidade de resposta do ecossistema produtivo do país.

A capacidade de inovação foi apontada como um dos principais fatores diferenciadores. Wang Hao, presidente da Siemens Healthineers para a Grande China, referiu que as equipas chinesas desempenham um papel relevante no desenvolvimento de tecnologias fundamentais incorporadas em produtos utilizados a nível internacional.

Também representantes da Tesla destacaram a importância da China na estratégia global da empresa, salientando o contributo da Gigafábrica de Xangai e da capacidade industrial chinesa para o desenvolvimento e produção de veículos elétricos destinados aos mercados internacionais.

Num contexto internacional marcado pelo aumento do protecionismo e por desafios geopolíticos, vários participantes defenderam que a cadeia de suprimentos chinesa continua a desempenhar um papel estabilizador no comércio mundial, contribuindo para a continuidade das operações industriais e para o equilíbrio das cadeias globais de abastecimento.

Entre os participantes esteve igualmente uma delegação da Nicarágua. Laureano Ortega Murillo, assessor presidencial daquele país, afirmou que a cooperação com a China na área das cadeias de suprimentos tem contribuído para o aprofundamento das relações económicas bilaterais e para o desenvolvimento de novos projetos conjuntos.

A conclusão da quarta edição da CISCE reforçou a importância da cooperação internacional em matéria de produção, logística e inovação tecnológica. À medida que a transformação digital e a inteligência artificial ganham protagonismo, a China procura consolidar o seu papel como plataforma de ligação entre mercados, contribuindo para o fortalecimento e modernização das cadeias de suprimentos globais.

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