Já são conhecidos os vencedores dos concursos Business in Alentejo e Vitamina promovidos pelo NERE – Núcleo Empresarial da Região de Évora.

A sessão de atribuição de prémios decorreu no dia 26 de junho, momento em que os projetos que concluíram com sucesso todas as etapas previstas nos programas foram apresentados ao júri (cinco elementos).

Após a apresentação do pitch. o júri selecionou os projetos vencedores desta edição, dois do Business in Alentejo e outros dois do Vitamina.

Segundo o NERE, o Programa de Ignição Business in Alentejo está “enquadrado no âmbito do Projeto InsideTECH, uma iniciativa cofinanciada pelo PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, visando estimular o lançamento de startups inovadoras na região Alentejo e incentivar o investimento empresarial através da utilização de tecnologia e conhecimento”.

A mesma fonte adiantou que “o programa teve a duração de três meses e permitiu apoiar os empreendedores em processos de mentoria e consultoria em áreas diversificadas, como a gestão do negócio, a captação de investimento e a candidatura a fundos comunitários, bem como garantir o acesso à rede de mentores da infraestrutura”.

Acrescentou ainda que “o público-alvo foram os empreendedores detentores de ideias de negócio e projetos de criação de empresas, preferencialmente com algum grau de tecnologia e inovação”.

Neste programa, o projeto classificado em primeiro lugar pertence a Carlos Miguel Ferreira Pereira e André Manuel Zarcos Teles Afonso, revelando o NERE que “o principal objetivo deste negócio passa pela conceção, construção e comercialização de sistemas de cultivo protegido que sejam modulares, adaptáveis e de rápida implementação”.

Em segundo lugar, ficou o projeto de Inês Marques Pedras, cuja ideia é “a criação do primeiro consultório autónomo e digital de Serviço Social na Saúde e de Serviço Social Clínico na região do Alentejo”, destacou a mesma fonte.

Quanto ao Programa de Aceleração Vitamina, também enquadrado “no âmbito do Projeto InsideTECH, uma iniciativa cofinanciada pelo PRR, pretende fornecer ferramentas e conhecimento do mercado às startups do Alentejo Central ou que queiram instalar-se na Incubadora e Aceleradora do NERE, com o objetivo de promover o seu crescimento, expansão e escalabilidade”, de acordo com a informação enviada ao Diário do Sul (DS).

É ainda especificado que “teve a duração de três meses e permitiu apoiar as startups em processos de mentoria e consultoria em áreas diversificadas como a gestão do negócio, a captação de investimento e a candidatura a fundos comunitários, bem como garantir o acesso à rede de mentores da infraestrutura”.

O NERE realçou ainda que “o público-alvo incluiu as startups com negócios escaláveis e preferencialmente em áreas relacionadas com a tecnologia e a inovação, com capacidade de expansão, sendo elegíveis startups com menos de dez anos de existência, constituídas como ENI ou Sociedade e com sede num dos concelhos constituintes da NUT III Alentejo Central”.

O vencedor deste programa foi a Clínica Veterinária 112 Animal (Vítor Duarte), frisando o NERE que “é uma clínica veterinária com valência em clínica e cirurgia de animais de companhia e espécies pecuárias”.

António Cristovam

O segundo prémio foi para o projeto Bichos do Mato (Maria Inês Pessoa), que “pretende criar infraestruturas modernas e diferenciadoras para os animais, que respeitem os normativos legais e ambientais aplicáveis, proporcionando um espaço seguro, limpo e de qualidade”, apontou a mesma fonte.

À margem da sessão final, o DS conversou com alguns elementos do júri, comum para os dois programas, que evidenciaram a importância de iniciativas como estas.

António Cristovam, presidente do júri, reforçou que “o Business in Alentejo é para arrancar, são empreendedores que querem lançar uma ideia”, constatando que “o NERE, através dos seus serviços, classificou essas ideias, fez uma seleção e acompanhou esses empreendedores a desenvolverem essas ideias, que depois vieram aqui apresentá-las”.

Vanda Narciso

Em relação ao Vitamina, frisou que “é já para empresas que estão constituídas há menos de dez anos, que já estão a ‘sofrer’ as dores e as alegrias do empreendedorismo, que com este tipo de programa podem desenvolver-se e crescer um pouco mais para atingir outro patamar”.

Por sua vez, Vanda Narciso, que é técnica superior no IAPMEI e que também fez parte do júri, considerou que “estes programas são importantes porque promovem o empreendedorismo por si, mas também porque dão a oportunidade a estes jovens, e menos jovens, de terem as mentorias e a formação, além do prémio pecuniário, que acho que não é o que faz a grande diferença”.

Na sua opinião, “o mais importante é o acompanhamento que eles podem ter ao longo dos projetos”.

Paula Caeiro

Já Paula Caeiro, diretora do Centro de Emprego e Formação Profissional de Évora e que também integrou o júri, realçou que “são projetos muito interessantes, uns vão para uma área mais de sustentabilidade e de regresso às origens, enquanto outros têm um nível de tecnologia já incorporada, o que também é muito importante”.

Na sua perspetiva, “especialmente nesta altura em que estamos com um nível de desemprego muito baixo, para nós, IEFP, este tipo de projetos empreendedores faz toda a diferença”, reiterando que “algumas das iniciativas que tivemos aqui presentes até já tiveram uma primeira abordagem junto do IEFP e já tiveram um primeiro apoio, mas estas iniciativas do NERE têm todo o valor enquanto complemento ao trabalho que nós fazemos”.

Texto: Redação DS / Marina Pardal
Fotos: DS / NERE

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