“Somos o maior projeto de educação não formal do país com esta perspetiva de educação popular e intergeracional”.

Esta foi uma das ideias partilhadas por José Bravo Nico, diretor da Universidade Popular Túlio Espanca (UPTE) da Universidade de Évora (UÉ), à margem da cerimónia que assinalou o dia desta instituição, realizada a 26 de maio.

Mais uma vez, o Dia da UPTE foi celebrado com uma sessão na UÉ, que juntou cerca de 400 pessoas, que representaram diferentes polos que integram este projeto, fundado em 2009.

Recorde-se que os vários pontos do Alentejo onde esta instituição já está presente são Alandroal, Bacelo (Évora), Barrancos, Canaviais (Évora), Cano (Sousel), Cuba, Fronteira, Galveias (Ponte de Sor), Malagueira (Évora), Portel, Redondo, Reguengos de Monsaraz, São Manços (Évora), São Miguel de Machede (Évora), Viana do Alentejo e Vila Viçosa.

Em declarações ao Diário do Sul (DS), Bravo Nico salientou que “o aniversário da instituição é em dezembro, mas nós celebramos agora o Dia da UPTE porque é o final do ano letivo, sendo o momento ideal para assinalar esta data”.

Adiantou ainda que, “atualmente, temos 16 polos, mas se tudo correr bem este ano vamos ter mais um”, apontando que este “aumento de escala é uma das nossas principais mudanças desde o início do projeto”.

Segundo o diretor da UPTE, “há outros projetos também muito grandes, como a RUTIS (Rede de Universidades Seniores), mas é um modelo diferente do nosso porque nesse caso dedicam-se à população sénior”, frisando que “nós tentamos misturar pessoas de todas as idades”.

O mesmo responsável reforçou que “a nossa ideia é uma base muito popular e intergeracional e, com esse perfil, somos o maior projeto em todo o país”.

A par disso, Bravo Nico evidenciou que “é também o único que é promovido por uma instituição de ensino superior, neste caso, a UÉ, o que também o torna muito particular, pois é uma unidade científica e pedagógica da UÉ”.

Acrescentou que “confere-lhe a particularidade de ser um projeto promovido por uma instituição de educação formal, mas sendo um projeto de educação não formal aberto a toda a população”.

Na sua opinião, “outra grande diferença em relação ao princípio é o facto das pessoas se terem ido apropriando deste nosso projeto”.

O diretor da UPTE explicou que “os nossos 16 polos são todos muito diferentes uns dos outros, cada um tem a sua autonomia, o seu plano de atividades, o seu perfil de público-alvo, os seus colaboradores e a sua forma de trabalhar”, constatando que “somos um projeto heterogéneo, mas todos sintonizados com esta preocupação de levar educação às pessoas, em particular àquelas que não tiveram acesso a ela quando eram mais jovens”.

Revelou ainda que “temos uma estimativa de termos entre 1500 a 2000 pessoas que participam neste projeto no seu todo”, indicando que “a esmagadora maioria das pessoas são população sénior, mas temos polos com crianças a participarem nas atividades, por exemplo”.

Por sua vez, Lurdes Pratas Nico, que faz parte da Direção e da coordenação científica-pedagógica da UPTE, especificou que “cerca de 400 pessoas participaram neste evento”.

Realçou que, “na parte da manhã, como já é habitual, houve uma aula e este ano decidimos contar como é que tudo começou porque temos cada vez mais pessoas a participarem e algumas não conheciam o início do projeto”, comentando que foi um momento para “recordar memórias e homenagearmos algumas pessoas que já não estão connosco”.

Durante a tarde, aconteceu a sessão cultural com diferentes atividades a serem apresentadas. “Foi uma partilha daquilo que é feito em cada polo”, frisando que “tivemos 13 atuações, uma de cada polo que esteve presente”, referiu.

A vice-reitora para o Ensino e Inovação Pedagógica da UÉ, Cristina Dias, esteve presente na sessão de abertura, momento em que sublinhou que “a UPTE tem implementação por todo o Alentejo”, lembrando que, “hoje, as universidades não podem estar fechadas em si próprias, têm de estar ligadas com o território e às necessidades das pessoas”.

Na sua perspetiva, “as instituições de ensino superior devem ter responsabilidade social, cultural e cívica, devem contribuir para a literacia científica, tecnológica e cultural das populações e ajudar a aproximar o conhecimento das pessoas”, considerando que “essa é a força maior da UPTE”.

Texto: Redação DS / Marina Pardal
Fotos: DS / UPTE

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