O Plano de Acolhimento e Hospitalidade da Capital Europeia da Cultura, Évora 2027, já está a ser preparado.
A iniciativa partiu da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo, que se reuniu no Hilton Garden Inn Hotel, em Évora, no dia 6 deste mês, com entidades de várias áreas. Atores económicos e institucionais da região, incluindo associações empresariais, escolas profissionais, guias turísticos e hoteleiros, são alguns dos parceiros neste projeto.
Segundo a ERT, “o objetivo é preparar com tempo uma estratégia e um dispositivo operacional de acolhimento aos milhares de visitantes que demandarão a Évora e ao Alentejo em 2027, por ocasião da Capital Europeia da Cultura”.
Adiantou ainda que “mobilidade, informação, animação, fluidez na visita, acesso ao património, segurança, organização de cuidados de saúde e capacitação dos agentes e do tecido empresarial são algumas das dimensões que este plano irá abordar”.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da ERT do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos, explicou que “é um plano que tem como objetivo preparar as condições de acolhimento e de hospitalidade aos visitantes que irão acorrer em grande número a Évora e ao Alentejo em 2027, ainda que é previsível que esse fluxo comece a intensificar-se logo em 2026”.
Destacou que, “em Portugal, temos alguma experiência em grandes eventos”, exemplificando que “muito recentemente tivemos a Jornada Mundial da Juventude”.
José Santos disse ainda que, “neste caso, estamos a falar de um evento que não terá o mesmo impacto em termos de visitação, mas costumo dizer que a Capital Europeia da Cultura pode ser um pouco a nossa ‘pequena’ Expo98”.
Nesse sentido, alertou que “isso implica que tenhamos que criar condições ao nível da mobilidade, segurança, assistência médica, informação turística, estacionamento ou questões ligadas à proteção civil”, reiterando que “estamos a falar de grandes concentrações de pessoas que têm determinados níveis de risco, pelo que há legislação que enquadra esse tipo de questões”.
O presidente da Turismo do Alentejo e Ribatejo especificou ainda que, “além desta dimensão mais externa à visitação turística, este plano contempla também uma dimensão mais interna relacionada com o ecossistema turístico, que passa por prepararmos e capacitarmos o nosso aparelho de oferta, ao nível dos hotéis, restaurantes ou comércio, por exemplo”.
Na sua opinião, “esta é uma oportunidade única que Évora e o Alentejo têm porque é a primeira vez que a região recebe um título internacional”, sublinhando que “temos de ter consciência de que a Capital Europeia da Cultura, especialmente para um determinado segmento de mercado, vai suscitar a vinda de pessoas à cidade e à região que se não houvesse título não viriam”.

José Santos focou ainda “o impacto que isto tem para turistas não europeus, pensar que Évora vai ser a Capital Europeia da Cultura, as pessoas vão sentir-se ‘no centro da Europa’, é uma grande responsabilidade e temos de criar uma imagem muito positiva e favorável”, lembrando ainda “as muitas partilhas que vão ser feitas nas redes sociais”.
Quanto ao Plano de Acolhimento e Hospitalidade, evidenciou também que “serve para definir as medidas, as ações e as fontes de financiamento com tempo, que já não é muito, mas ainda assim estamos a prepará-lo em 2024”.
O mesmo responsável revelou que “queremos tê-lo pronto, numa primeira fase, até março de 2025 e depois, até ao final de 2025, procurar desenvolvê-lo e financiar as medidas que precisem de financiamento”, frisando que “queremos implementá-lo em 2026 e, obviamente, continuá-lo em 2027”.
Realçou ainda que “estamos a falar de um plano cujo custo é integralmente assumido pela ERT do Alentejo e Ribatejo, mas que conta com uma série de parceiros de diferentes áreas”, constatando que, “embora o plano esteja centralizado em Évora, vai ter depois algumas ações de irradiação para a restante região”.
Texto: Redação DS / Marina Pardal
Fotos: DS
