A Praça do Giraldo, em Évora, foi “palco” de uma cerimónia de Juramento de Bandeira Conjunto do Exército, no dia 16 de janeiro O evento contou com uma parada que juntou cerca de 400 militares (300 dos quais a jurar bandeira), assistindo a este momento simbólico mais de 3000 familiares e amigos.
Em nota de imprensa enviada ao Diário do Sul pela Direção de Formação do Exército, que está sediada em Évora, é referido que “foi realizada a cerimónia de Juramento de Bandeira Conjunto do 2.º Curso Especial de Formação de Oficiais / Curso de Formação de Oficiais de 2025, do 54.º Curso de Formação de Sargentos do Exército do Quadro Permanente do Exército, do 2.º Curso de Formação de Sargentos RV/RC de 2025 e do 7.º Curso de Formação Geral Comum de Praças do Exército de 2025”.

De acordo com a mesma fonte, “a realização deste Juramento de Bandeira no centro histórico de Évora, com todos os recrutas (oficiais, sargentos e praças) que receberam instrução nas diversas unidades, de norte a sul do país (de Chaves até Beja), constituiu um momento para reforçar os laços de cooperação institucional entre o Exército Português, o município e as suas gentes”.
A par disso, é mencionado que, “simultaneamente, contribuiu para a valorização e promoção cultural e cívica da cidade, bem como para a dignificação do ato solene que marca o compromisso dos novos militares com a nação”.

No final da sessão, o major-general Jorge Gonçalves Pedro, diretor da Direção de Formação do Exército, considerou que o evento “correu muito bem”, constatando que “tivemos aqui cerca de 400 militares envolvidos nesta parada e a assistir, só dos familiares, perto de 3000 pessoas, mais os curiosos que se juntaram”.
Na sua perspetiva, “a Praça do Giraldo acabou por ser ‘curta’ para este tipo de evento com esta força, mas é o sítio mais emblemático de Évora”.

Jorge Pedro recordou ainda que “já não fazíamos aqui uma cerimónia militar com esta envergadura há mais de uma década”, reiterando que “trouxemos novamente a instituição militar aqui ao Alentejo”.
Também em declarações aos jornalistas, Carlos Zorrinho, presidente da Câmara de Évora, realçou a importância de um evento como este.

“Évora tem uma longa tradição militar, mais recentemente teve aqui um quartel-general da região sul, teve recrutamento, um regimento de artilharia e, neste momento, é a sede da divisão de formação do Exército”, sublinhou.
O autarca acrescentou que “Évora quer ser, e é, uma cidade formadora; por outro lado, tem a ambição de atrair empresas na área da defesa, aeronáutica e da formação nestes domínios”.

Para Carlos Zorrinho, “um juramento de bandeira é sempre algo que é muito marcante para quem jura bandeira, para as famílias, portanto Évora nesta ocasião afirmou-se aquilo que tem de ser sempre”, referindo-se a “uma Capital Europeia ao Sul, que vai ficar na memória destas pessoas, mas também daqueles que querem aqui investir no futuro e querem viver no presente”.
A cerimónia contou com a participação do ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, que, em declarações aos jornalistas, disse que “este foi um trabalho de equipa nas Forças Armadas, feito ao nível da tutela e das chefias”.

Na sua opinião, “foi uma cerimónia memorável e muito bonita”, destacando ainda a escolha de Évora e do Alentejo para a sua realização.
“Em primeiro lugar, pela nobreza desta cidade, tão bonita, que serve de extraordinário enquadramento para o Exército e para as Forças Armadas e pelas múltiplas tradições militares da cidade e da região”, assinalou.

O governante também destacou que “tivemos aqui famílias orgulhosas deste passo que os seus filhos, namorados, irmãos deram, servindo a Pátria portuguesa, através do Exército”.
Considerou que, “para além da convicção, um militar só abraça com grande sentido de pertença e capacidade de sacrifício uma carreira militar se tem o apoio da família”, evidenciando que “esse foi aqui manifestado com muito orgulho e, certamente, alguma apreensão porque os tempos não são fáceis”.

Relativamente a números, Nuno Melo referiu que, “depois de 15 anos com os números do recrutamento sempre a cair, nós conseguimos inverter esse ciclo e um aumento desde logo no Exército de perto de 13,5 por cento dos recrutas, o que equivale a dizer que os jovens optam pelas Forças Armadas para cumprirem sonhos de vida e para afirmarem uma carreira”, reiterando que “esse é um dado muito assinalável, que nos enche de sentido de dever cumprido”.
Sustentou que “foram 20 meses a investir muito, a começar pelas pessoas, e os resultados estão aí”, afirmando que “quando se valoriza a condição militar e quando se dignifica as Forças Armadas, os resultados acontecem”.

Em termos gerais, o ministro da Defesa Nacional adiantou que, “neste momento, temos números próximos dos 24 mil militares”, lembrando que “eram cerca de 22 mil quando assumi funções há perto de 20 meses”.
Salientou que tal “significa que os números estão a crescer, sobretudo, estão a crescer consistentemente e nos três ramos das Forças Armadas”.
O governante comentou ainda que “o poder político definiu há alguns anos como 32 mil o número que é indicado para assegurar o cumprimento das missões civis e militares nas Forças Armadas”, assumindo que “estamos um pouco longe do número ideal, mas estamos a caminhar consistentemente nesse sentido”.
Texto e Fotos: Redação DS / Marina Pardal
