Quarenta e quatro candidaturas para projetos que promovem a inclusão pela cultura foram aprovadas no âmbito do Programa Regional Alentejo 2030.
A cerimónia de assinatura dos termos de aceitação dessas candidaturas, aprovadas no âmbito do aviso “Inclusão pela Cultura”, decorreu na passada sexta-feira, no auditório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo.
Segundo este organismo, a sessão assinalou “um momento decisivo para a concretização dos projetos aprovados”, sublinhando que “vão contribuir para o reforço da inclusão social e para a valorização da cultura como motor de desenvolvimento humano e territorial no Alentejo”.

A CCDR do Alentejo adiantou também que “este aviso foi financiado pelo Fundo Social Europeu (FSE), com uma dotação de nove milhões de euros e uma taxa de cofinanciamento de 85 por cento”, destacando que “registou uma elevada procura, o que evidencia a mobilização das entidades do território e a importância da cultura enquanto instrumento de inclusão social”.
Focou que, “no total, foram aprovadas 44 candidaturas, abrangendo um conjunto alargado de projetos que utilizam a expressão artística e cultural como meio de promoção da inclusão social, da participação cívica e da coesão territorial no Alentejo”.
A mesma fonte especificou que “as operações apoiadas enquadram-se em iniciativas que promovem a inclusão social de grupos particularmente vulneráveis, como crianças e jovens, população idosa, pessoas com deficiência ou famílias e comunidades em risco de exclusão social”.

A sua concretização passa pela “dinamização de práticas artísticas e culturais participativas, da mediação cultural, da melhoria do acesso à cultura e da produção de conteúdos culturais acessíveis”, frisou a CCDR do Alentejo.
Constatou ainda que “esta cerimónia constituiu um momento simbólico de compromisso entre o Alentejo 2030 e as entidades beneficiárias, marcando o início formal da implementação dos projetos aprovados”.
O mesmo organismo reiterou que “reforçou a parceria institucional em torno de um objetivo comum, nomeadamente promover um Alentejo mais coeso, inclusivo e solidário, com o apoio dos fundos europeus”.

À margem do evento, António Ceia da Silva, presidente da CCDR do Alentejo nessa altura, realçou que “estamos a falar de um aviso que era para ter um valor global de quatro milhões de euros e que passou para nove milhões de euros”.
Frisou que “foi altamente reforçado, não só pela necessidade que de facto a cultura tem a estes níveis, como também pela qualidade dos projetos apresentados”.
Salientou também que “de facto a cultura é o grande expoente que tem trazido ao Alentejo todos os outros setores por arrastamento porque é de facto a nossa identidade”, comentando que “o percurso cultural que fizemos, inclusive as classificações imateriais, significa muito até do ponto de vista da atratividade turística”.

Na sua opinião, “esse fenómeno cultural do Alentejo ser distinto, ter uma diferenciação na forma de ser, tudo isso leva a que muitas pessoas venham hoje ao Alentejo, que invistam aqui, que procurem aqui viver com os seus filhos e que procurem passar aqui as suas férias”.
Para Ceia da Silva, “era exigência do Programa Regional ter uma linha de apoio a estas associações que em todo o território, nas mais minúsculas parcelas do território, fazem e projetam cultura para os idosos, as crianças, os mais carenciados ou para aqueles que são portadores de deficiência”.
Na sua perspetiva, “são projetos que mereceram o nosso apoio através da concretização deste financiamento, mas acima de tudo merecem o nosso aplauso, pois estas entidades muitas vezes vivem com imensas dificuldades”.
Texto e Fotos: Redação DS / Marina Pardal
