Cerca de 70 lojas aderiram à quinta edição das Montras Vivas, realizada no passado dia 13 de dezembro no centro histórico de Évora. No total, 110 montras contaram com a presença de modelos para animar estes espaços.
Um dos elementos diferenciadores nesta edição foi o forte envolvimento dos alunos da Escola de Artes da Universidade de Évora (UÉ), que, segundo a organização, “transformaram cada montra num pequeno ‘grande’ palco de expressão artística e cultural”.

A iniciativa Montras Vivas – Évora Solidária Cidade Viva nasceu em dezembro de 2015, sendo Nuno Monteiro o mentor deste projeto. Depois de alguns anos de interregno, voltou a acontecer em 2025, promovido pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, Município de Évora e Grupo Diário do Sul (DS). Teve como parceiros oficiais a Escola de Artes da Universidade de Évora (UÉ) e a Associação Évora 2027, contando também com a participação da APPACDM de Évora.
Em entrevista ao DS, diferentes lojistas falaram da importância de dar “vida” ao centro histórico da cidade e de promover mais eventos como este, mostrando-se satisfeitos com o regresso das Montras Vivas.

Carla Nunes Romanga, Livraria Nazareth
“Qualquer coisa que traga visibilidade para a cidade é importantíssimo para todos nós, pois, por vezes, a nossa cidade é esquecida. Estas coisas trazem muita animação e as pessoas entravam para ver a nossa loja”.

Paulo Figueira, loja vintage Progresso Lda.
“Em 2025, a nossa loja fez 100 anos, portanto é uma honra participar nas Montras Vivas. Estamos sempre disponíveis para participar em atividades que dinamizam a cidade, é com muito orgulho que o fazemos e queremos dar os parabéns à organização”.
Armando Roseiro, Etc e Tal
“É uma excelente iniciativa que traz à cidade coisas que não existiam, dinamizando o comércio”.
Cristina, Chicstore
“Esta é uma iniciativa espetacular, que dinamiza a cidade e que traz imensas pessoas ao centro histórico, que, muitas vezes, ao sábado acabam por ir para outros sítios. Espero que continuem a realizar este evento porque de facto é um dia diferente”.
Lília Valério, Flor do Campo
“Este evento tem sido fantástico. É ótimo nesta altura do ano para promover não só o comércio tradicional, como a nossa cidade. Acho que deveria continuar a ser realizado”.
Robson de Santo, Barbearia Black Style
“É a primeira vez que estou a ‘curtir’ esse evento. Acho muito importante para os jovens, mas também para os clientes e para os turistas que vêm a Évora”.
Sandra Alves, Michel Boutique
“Esta loja existe há 43 anos na Rua Cândido dos Reis, uma rua que precisa de ser mais impulsionada. Por isso, esta iniciativa foi boa para chamar as pessoas à rua e para ver se vêm mais às compras ao comércio tradicional”.
Marcel, Marcel Moda Africana
“Estou aqui há cerca de três anos, esta é a única loja africana em Évora. Ajudou a dar a conhecer a cultura africana e que estamos aqui em Portugal, mas também a mostrar a cidade de Évora”.
Elen Mendes, aluna de Arquitetura da Escola de Artes da UÉ
“Gostámos muito deste evento, foi bastante criativo e fazer a maqueta foi muito empolgante”.
Luísa Tavares, aluna de Arquitetura da Escola de Artes da UÉ
“Gostei muito da experiência e foi muito interessante, até porque tivemos oportunidade de representar o nosso país”.

Texto: Redação DS / Marina Pardal
Fotos: DS
