“109 anos a guardar História: divulgação dos fundos documentais do Arquivo Distrital de Évora”. Foi com a inauguração desta exposição, no dia 26 de novembro, que o Arquivo Distrital de Évora (ADE) assinalou o seu aniversário.
A iniciativa contou com a participação da diretora do ADE, Paulina Araújo, bem como do diretor-geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, Luís Filipe Santos. Marcaram ainda presença representantes de outras entidades, bem como o subdiretor-geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, Jorge Janeiro, que durante vários anos foi o diretor do ADE.
Em declarações ao Diário do Sul, Paulina Araújo explicou que “tínhamos projetado uma exposição para as comemorações do 109.º aniversário, mas, ao recebermos um pedido de visita da Universidade de Évora (UÉ) para virem cá alunos de História e Arqueologia, mudámos a nossa ideia”.

Acrescentou que, “nesse sentido, fizemos um levantamento de todos os nossos fundos documentais, pois queremos cativar os alunos da UÉ para virem ao ADE”.
Segundo a mesma responsável, “temos aqui uma representação de todos os fundos do ADE e apresentámos o que podem encontrar em cada um deles”, especificando que “temos fundos paroquiais, notariais, judiciais, do Governo Civil, entre outros”.
Constatou ainda que, “às vezes, as pessoas nem sabem que existe cá essa documentação”, reforçando que “temos um leque enorme de documentação importantíssima que vale a pena aproveitar”.

De acordo com Paulina Araújo, “a exposição foi feita especificamente para esta turma, mas está aberta ao público em geral, até 31 de dezembro, das 9 às 17 horas, com entrada gratuita”.
Adiantou que, “para o futuro, a minha ideia é entrar em contacto com os professores da UÉ para virem cá mais turmas e nós iremos fazendo cada vez mais exposições direcionadas para cada tipo de turma”.
A diretora do ADE recordou que, “além de partilharmos o mesmo espaço com a UÉ (Colégio do Espírito Santo), aqui guardamos história e lá eles divulgam a história, pelo que faz todo o sentido cativarmos cada vez mais turmas a virem aqui ao arquivo”, lembrando que “toda a consulta feita no ADE é gratuita”.

Por sua vez, Luís Filipe Santos sublinhou que “estamos a falar de um dos arquivos mais antigos deste país e esta celebração também é uma forma de dar importância àquilo que tem sido o papel dos arquivos distritais naquilo que é a história arquivística e da forma como eles conseguem conservar muita da documentação que é aqui produzida e que, infelizmente, não é valorizada”.
Para o diretor-geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, “deu-se a feliz coincidência de nesta comemoração de aniversário termos aqui uma licenciatura em História que veio fazer uma visita à exposição”.
A esse respeito, focou que “a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas gostaria que esta fosse uma colaboração constante”, referindo que “queremos que a academia passe a olhar para os arquivos de uma forma diferente”.

Na sua opinião, “é extremamente importante dizermos aos alunos que se querem fazer trabalhos de investigação que tenham a qualidade científica necessária temos de ter um olhar diferenciado para aquilo que são as fontes e que venham ao arquivo distrital para ver as fontes primárias”.
Luís Filipe Santos sugeriu que “não se deixem ficar pela era digital e venham ver ao vivo aquilo que é um documento do século XVI, por exemplo”, reiterando que “possa servir de inspiração para que os nossos fundos possam ser investigados e possam fazer aquilo que entendemos como essencial que é podermos torná-los acessíveis para a sociedade no geral”.
Texto e Fotos: Redação DS / Marina Pardal
