Fundado a 16 de novembro de 1923, o Núcleo de Évora da Liga dos Combatentes conta atualmente com mais de 4100 sócios.

Para comemorar os 102 anos deste percurso, foi realizada uma cerimónia no dia 17 de novembro, que também assinalou o 107.º aniversário do Armistício da Grande Guerra e o 51.º aniversário do fim da Guerra do Ultramar.

O evento começou junto ao Monumento de Homenagem aos Mortos da Grande Guerra, no Rossio de São Brás, em Évora. Seguiu-se a sessão solene no Palácio de D. Manuel, com intervenções do presidente do Núcleo de Évora da Liga dos Combatentes, sargento-chefe Joaquim Santos, e do presidente da Direção Central da Liga dos Combatentes, tenente-general Chito Rodrigues. Houve ainda a atuação do Grupo Cantares de Évora e a entrega de testemunhos de apreço a sócios com 50 e 25 anos de filiação.

Em declarações ao Diário do Sul, Joaquim Santos, salientou que “junto ao monumento no Rossio de São Brás prestámos homenagem a todos os combatentes falecidos, independentemente do conflito armado em que participaram”.

Na sua opinião, “temos o dever moral e ético de homenagear a memória dessas pessoas que já partiram e que lutaram em nome de Portugal”, especificando que “houve “a deposição de coroas de flores por parte das entidades convidadas e prestação de honras militares”.

O presidente do Núcleo de Évora realçou também que “uma instituição de cariz associativo, como é a nossa, se não tiver sócios não faz qualquer sentido de existência, pelo que não é demais homenagear esses sócios e, principalmente, a sua fidelização”.

Na sua perspetiva, “vivemos num mundo em que o sentimento de pertença a uma determinada entidade cada vez se vai diluindo mais, as pessoas vivem mais para si próprias e, muitas vezes, esquecem-se de pertencer a uma comunidade”.

Como tal, Joaquim Santos sublinhou que “os sócios devem ser reconhecidos por isso, pois são pessoas que já estão há 50 anos de forma ininterrupta filiados na Liga dos Combatentes, na sua maioria antigos combatentes da Guerra dos Ultramar”.

Disse ainda que, “junto das entidades competentes, na Liga de Combatentes tentamos que essas pessoas não sejam esquecidas e sejam apoiadas, lutando pelos seus direitos”.

Quanto à atividade do núcleo, o mesmo responsável destacou que, “além de organizarmos as nossas cerimónias a nível local, também participamos nas comemorações nacionais”.

A par disso, reiterou que “ao longo do ano desenvolvemos atividades de cariz cultural, recreativo e social, que possam permitir aos nossos sócios terem momentos de lazer numa fase da vida em que precisam desse tipo de atividades”.

Já na sua intervenção na sessão solene, Joaquim Santos evidenciou que “temos 4114 sócios, dos quais 894 são sócios combatentes, 463 sócios efetivos, 712 sócios extraordinários, 2041 sócios apoiantes, três sócios beneméritos e um sócio honorário”.

O presidente do Núcleo de Évora da Liga dos Combatentes deu ainda conta de que “este ano já registámos mais 594 novos associados “.

Considerou que tal “deve-se em grande parte às condições excecionais e aos elevados benefícios proporcionados através de mais de meia centena de protocolos e parcerias com instituições e empresas nas áreas da saúde, lazer e bem-estar, prestação de serviços e aquisição de produtos e bens”.

Texto e Fotos: Redação DS / Marina Pardal

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