A sexta edição da Évora Experimental – EV.EX. junta oito artistas de diferentes gerações, que apresentam obras de pintura, desenho, livros de artista, instalação e objetos poéticos. Estes trabalhos estão reunidos na exposição EXcritEX – Escritas Experimentais, com curadoria de Feliciano de Mira, inaugurada no dia 14 de novembro, na Igreja de S. Vicente.

Mostra as obras de Ana Mota, Brenda Segura, Carlos César Pacheco, Feliciano de Mira, Maria João Lopes Fernandes, Marta Almeida, Paulo Scavullo e Sara Franco. A ExcritEX pode ser visitada até 11 de janeiro do próximo ano, de terça-feira a domingo, das 9 às 12 e das 13 às 17 horas.
A EV.EX. 2025 é uma iniciativa organizada pela Oficina do Espírito / Associação Invencionarium, contando com financiamento da Direção-Geral das Artes (DGArtes), da Unidade de Cultura da CCDR do Alentejo, da Câmara de Évora e da Évora_27, além do apoio e colaboração de várias entidades.

Segundo Feliciano de Mira, “é uma exposição que trata da espiritualidade da palavra que brota das escrituras sem tempo, que é sabedoria divina”, explicando que “o termo EXcritEX nasceu da contração, justaposição e síntese de es/cri/tu/ra e texto, como mote para criação de obras experimentais em diferentes linguagens e suportes”.
O curador acrescentou ainda que “nesta exposição procuramos salientar o desenho da palavra escrita, as linhas de força da letra desenhada, o sinal nas problemáticas contemporâneas da liberdade, identidade e ecologia humana, bem como os elementos de experimentação nas obras apresentadas”.

Especificou também que “a EV.EX., como programa de escritas, tem revelado a grande diversidade de expressões da poesia experimental, apresentando livros, revistas e novas publicações impressas em papel como uma ação de resistência na atualidade”.
Em declarações ao Diário do Sul, Feliciano de Mira, que é também diretor artístico da EV.EX, adiantou mais pormenores sobre a EXcritEX, dando conta de que “é a abordagem da forma de escrever, com sentido contemporâneo, dentro da tradição da poesia visual portuguesa, mas que já extinguiu”.

Sublinhou que “as coisas têm o seu tempo, agora há outras formas de abordar a mesma matéria”.
De acordo com o curador da exposição, “contamos com a participação de oito artistas, de várias gerações e de diferentes pontos do país”, destacando que “tem sido um processo intergeracional e temos artistas com idades compreendidas entre os 23 e os 68 anos”.

Realçou ainda que o programa do evento contempla “performance, vídeo ou apresentação de livros”, focando que já na reta final, a 10 de janeiro, “vamos ter a apresentação do Catálogo EXcritEX, pelo jornalista e ensaísta António Guerreiro”.

Feliciano de Mira salientou também que, “mais uma vez, a Invencionarium apresentou candidaturas à DGArtes, que têm sido aprovadas, o que representa a validade de todo este processo de reflexão”.
A inauguração da exposição contou com a presença de Ana Paula Amendoeira, vice-presidente da CCDR Alentejo, que evidenciou que “a experimentação nas artes e na cultura é uma dimensão muitíssimo importante porque num nicho de experimentalismo, muitas vezes, é o que nos faz avançar e haver vanguardas em todas as formas de arte”.

Frisou ainda “a ligação das várias formas de arte, também experimental, sendo também isso que este projeto pretende”, constatando que “com um conjunto de artistas, de diferentes proveniências e com diferentes visões, podemos ver aqui o resultado desse trabalho”.

Ana Paula Amendoeira assegurou também que “é por considerarmos este projeto muito relevante que o temos apoiado desde o seu início, quer na Direção Regional de Cultura do Alentejo, quer agora na Unidade de Cultura da CCDR Alentejo”.
Texto e Fotos: Redação DS / Marina Pardal
