A Associação Évora 2027 apresentou, no dia 10 de novembro uma “open call” destinada a artistas, associações e agentes culturais do Alentejo. O lançamento de “A Nossa Vez” aconteceu no Convento São Bento de Cástris e reuniu representantes de diferentes estruturas culturais da região.

Segundo os promotores, esta “chamada aberta” convida “artistas, associações e agentes culturais do Alentejo, de todas as áreas artísticas e do saber fazer da região, a apresentarem projetos para enriquecer o programa artístico de Évora_27 Capital Europeia da Cultura”, podendo as candidaturas ser apresentadas até 10 de janeiro de 2026.

No final do evento, John Romão, diretor artístico da Associação Évora 2027, explicou aos jornalistas os pormenores deste concurso.

“Estamos à procura de projetos que vão ser centrais na nossa programação, em paralelo aos projetos que já estavam previstos no livro de candidatura”, adiantou, frisando que “estamos a consolidar a programação através destas diferentes chamadas abertas”.

De acordo com o mesmo responsável, “uma já foi lançada, ‘A Nossa Voz’, dirigida aos agrupamentos de escolas do Alentejo Central; agora abrimos ‘A Nossa Vez’, dirigida ao tecido criativo e cultural do Alentejo; e na passada quinta-feira abrimos uma ‘call’ internacional dirigida ao tecido artístico internacional”.

Sublinhou ainda que “é a soma destes elementos que vão estruturar o ‘coração’ da programação de Évora_27”.

Quanto aos critérios referentes ao concurso “A Nossa Vez”, John Romão especificou que os candidatos “têm de trabalhar no Alentejo há pelo menos três anos e poderão candidatar-se a esta ‘call’ com um projeto específico”, revelando que “abrange todos os territórios artísticos, no âmbito da criação artística, mas também no âmbito da programação e ainda da salvaguarda e promoção do saber-fazer alentejano”.

Afirmou ainda que “interessa-nos muito que estes projetos possam desenhar colaborações a diferentes escalas, a nível regional, nacional ou internacional porque queremos precisamente estimular essa dimensão mais dialogante entre diferentes artistas ou associações”, reiterando que “o eixo central será sempre o conceito de vagar”.

O diretor artístico da Associação Évora 2027 destacou também que “os critérios de avaliação majoram de alguma forma a dimensão de parcerias regionais e nacionais, mas também internacionais à parte porque um dos grandes objetivos de Évora_27 é precisamente internacionalizar e dar visibilidade ao tecido artístico e criativo do Alentejo”.

Em relação a prazos, realçou que “a ‘call’ abriu a 10 de novembro e está aberta até 10 de janeiro de 2026”, anunciando que “os cinco elementos do júri farão a análise das candidaturas durante o mês de fevereiro e em março anunciaremos os resultados dos 39 projetos que se pretendem apoiar através desta ‘call’”.

Segundo John Romão, “há cinco patamares de financiamento, entre dez e 50 mil euros, e cada projeto poderá concorrer a um desses patamares”.

A esse nível, foi focado que “no ‘bidbook’ estavam previstos dois milhões de euros para esta ‘call’, mas só será disponibilizado um milhão de euros”.

O diretor artístico justificou esta diferença com “a realidade orçamental”, lembrando que “é público que Évora_27 não reúne o montante financeiro que estava idealizado e plasmado em ‘bidbook’”.

Não obstante, afiançou que “estamos muito ativos na angariação desses financiamentos através de candidaturas que temos estado a desenhar”.

John Romão apontou ainda que, “neste momento, é com este o montante que é possível abrir a chamada ‘A Nossa Vez’, para lhe dar resposta o mais rapidamente, mas não quer dizer que não consigamos reforçar esta dotação financeira”.

Pode ver a reportagem vídeo no seguinte link:
https://www.youtube.com/watch?v=56rLopJ_5jk&t=31s

Texto: Redação DS / Marina Pardal
Fotos: DS

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