Foi a 10 de novembro de 1975 que foi lecionada a primeira aula no Instituto Universitário de Évora (IUÉ). Foi uma aula de Matemática que ficou para a história e que foi celebrada nessa data pela Universidade de Évora (UÉ).
A sessão, intitulada “A Primeira Aula do Instituto Universitário de Évora – 10 de novembro de 1975: A Matemática na Origem”, assinalou um percurso que tem sido traçado desde então, reunindo vários testemunhos sobre estes 50 anos de memórias.

A sessão de abertura contou com as intervenções da reitora da UÉ, Hermínia Vasconcelos Vilar; do diretor da Escola de Ciências e Tecnologia, Fernando Carapau; e do diretor do Departamento de Matemática da UÉ, Luís Grilo.
Além de vários momentos musicais proporcionados por alunos da Escola de Artes da UÉ, o evento ficou marcado por um painel que teve como participantes o professor emérito Carlos Braumann, que lecionou essa primeira aula de Matemática; António Duque Fonseca, aluno da primeira turma de Produção Animal; e de Paulo Piçarra, do Grupo Diário do Sul / Rádio Telefonia do Alentejo; sendo moderado por Luís Matias, da Diana FM.

Seguiu-se um outro painel também com Carlos Braumann; Luísa Loura, professora associada da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa; e Marília Simões, antiga aluna de Matemática da UÉ, distinguida este ano com o Prémio Carreira Alumni. Esta conversa foi moderada por Sara Fernandes, docente do Departamento de Matemática.
À margem da iniciativa, em declarações aos jornalistas, a reitora da UÉ destacou a importância de comemorar esta primeira aula.

“Embora o IUÉ tenha sido criado pelo decreto do Veiga Simão em agosto de 1973, a primeira aula só ocorreu no dia 10 de novembro de 1975”, recordou, reiterando que foi “exatamente há 50 anos e também teve lugar a uma segunda-feira, mas às 8 horas da manhã”.
Para Hermínia Vasconcelos Vilar, “comemorar essa data é importante por ser o início da parte letiva do IUE, que foi com uma aula de Matemática, e ao mesmo tempo por homenagear algumas das pessoas que colaboraram nessa primeira aula, mas também o percurso que a UÉ tem feito ao longo destas cinco décadas”.

Na sua perspetiva, “tem sido um percurso de sucesso, que começou com poucos cursos, mas que foram aumentando, sendo hoje em dia uma referência nacional em termos de formação e de investigação”.
A esse nível, a reitora reforçou que “quisemos comemorar a primeira aula, homenagear quem esteve na base da constituição desta refundação da UÉ e também esse percurso”.

Um dos pontos salientados por Hermínia Vasconcelos Vilar foi que “a própria cidade apoiou, impulsionou e reivindicou que a universidade voltasse a Évora porque achou que era importante em termos económicos e sociais”.
Na sua opinião, “é importante relembrar sempre que para o território, para a cidade e para o país a UÉ é um elemento imprescindível na rede do ensino superior”.

Esta sessão foi também o “palco” para o lançamento do livro “Última Lição”, organizado pela Reitoria da UÉ, que, segundo a academia, “é simultaneamente uma homenagem aos professores e um convite aos discípulos”.
De acordo com a mesma fonte, “celebra as vozes de diferentes áreas do saber, distintas nos métodos e nas linguagens, mas unidas por uma convicção profunda: o conhecimento é um bem comum que só cumpre o seu destino quando é transmitido”.

Também em declarações à comunicação social, a reitora da UÉ especificou que este livro “reúne algumas das últimas lições dos docentes que se jubilaram ou se aposentaram nos últimos três anos”, focando que “são apenas algumas delas porque muitos outros se foram aposentando”.
Hermínia Vasconcelos Vilar considerou ainda que “é também uma forma de fixar em livro aquilo que são as últimas lições, que na verdade são o final de uma fase de disponibilidade, empenho e ensino que estes docentes dedicaram à universidade”, constatando que “é uma forma de retribuir e de reconhecer esse trajeto”.
Texto e Fotos: Redação DS / Marina Pardal
