No dia 28 de outubro decorreu mais uma emissão em direto a partir do Home Studio da Rádio Telefonia do Alentejo (RTA). Em destaque, esteve o tema “Como incentivar os jovens a serem dadores de sangue”.
A sessão contou com a presença de Daniela Cardoso, médica interna do Serviço de Imunohemoterapia do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE); Dina Perdigão, técnica de análises clínicas do Serviço de Sangue do HESE; e José Rosado, presidente da Associação de Dadores Benévolos de Sangue do Distrito de Évora (ADBSDE). Na moderação desta conversa esteve Francisco Luz.

A iniciativa foi organizada pelo Diário do Sul (DS) e pela RTA, em parceria com a ADBSDE, contando a assistência com a presença de formandos do Centro de Emprego e Formação Profissional de Évora.
À margem do evento, José Rosado explicou que “esta iniciativa partiu do diretor da RTA, Paulo Piçarra, que nos lançou o desafio”, focando que, “depois, eu articulei com o hospital e com o centro de formação para estarem aqui presentes”.

Na sua opinião, “estas ações são muito importantes para chamar a atenção das pessoas, de todas as idades, e para ficarem mais esclarecidos sobre o assunto”.
Para o presidente da ADBSDE, “as pessoas até sabem a importância da dádiva de sangue, mas acabam por não a praticar, uns têm medo das agulhas, outros por existirem alguns mitos, como dizerem que ‘dar sangue engorda’, o que é totalmente falso”.

Adiantou ainda que, “em conjunto com o Banco de Sangue, fazemos cerca de 40 brigadas por ano, que ocorrem em diferentes locais, nomeadamente em empresas e instituições”, destacando que, “nesse âmbito, no ano passado, registámos 1032 dadores e 978 pessoas que deram sangue”.
Para Daniela Cardoso, “a principal mensagem é que os jovens são essenciais para manter esta causa que tem impacto imediato”, lembrando que “uma pequena ação que têm pode ajudar muita gente e ajudar-nos a manter um sistema de saúde de qualidade”.

Segundo a médica interna do Serviço de Imunohemoterapia do HESE, “a nível nacional, através do IPST (Instituto Português do Sangue e da Transplantação), sabe-se que houve uma descida de dádivas de jovens de 30 por cento e isso faz diferença porque a população está a envelhecer”, reiterando que “cada vez mais é difícil conseguirmos manter um stock viável para podermos garantir que todos os doentes são bem tratados”.
Por sua vez, Dina Perdigão realçou que “aquilo que tentámos aqui fazer foi apelar, principalmente aos jovens, para que percebam que não é só dar sangue uma vez”, constatando que “devemos ser regulares porque o sangue é necessário todos os dias”.

De acordo com a técnica de análises clínicas do Serviço de Sangue do HESE, “para incutir esse dever cívico nos jovens vamos às escolas e à universidade promover a dádiva”, evidenciando que “tal como ir votar, o dar sangue também é um dever cívico”.
Dina Perdigão, que também faz parte do grupo de promoção da dádiva do hospital, alertou que “a inscrição de novos dadores é uma pequena percentagem em relação aos dadores regulares”, mencionando que “a faixa etária dos dadores situa-se, sobretudo, entre os 30 e os 50 anos”.

Daniela Cardoso acrescentou ainda os requisitos para ser dador de sangue. “Têm de ter pelo menos 18 anos e podem doar até aos 65 ou 69 anos, dependendo dos critérios médicos”, salientou.
A médica interna especificou que “têm de ser saudáveis; ter, pelo menos, 50 quilos de peso; e ser residentes em Portugal, além de terem de responder a um questionário em que têm de ser honestos”.
Disse ainda que “a dádiva pode ser feita no HESE durante os dias úteis, das 9 às 13 e das 14 às 16 horas”, dando conta de que “também temos brigadas aos fins de semana, que normalmente são apoiadas pelas associações”.
Texto: Redação DS / Marina Pardal
Fotos: DS
