No XXV Encontro da Rede de Estudos Ambientais de Países de Língua Portuguesa (REALP) e no I Encontro Internacional do Projeto de Consórcio ERASMUS AMIGO, subordinados ao tema “Pessoas e Natureza: Investigação em Sustentabilidade”, a Reitora da Universidade de Évora, Hermínia Vasconcelos Vilar, sublinhou na sessão de abertura que a investigação e a formação em sustentabilidade são pilares centrais da missão da instituição, reforçando também a importância da cooperação científica entre países de língua portuguesa para responder aos desafios ambientais globais.

Para além de Hermínia Vasconcelos Vilar, Reitora da Universidade de Évora, também marcaram presença na sessão de abertura Isabel Viegas D’Abreu, Ministra da Educação, Cultura e Ciência de São Tomé e Príncipe, Gustavo Sobrinho Dgedge, Secretário de Estado da Terra e Ambiente de Moçambique, e de Manuela Morais, Presidente da Comissão Organizadora do REALP, coordenadora do Consórcio ERASMUS + AMIGO na Universidade de Évora e docente do Departamento de Biologia da UÉvora.

Na sua intervenção, a Reitora da Universidade de Évora sublinhou que “a Universidade de Évora tem assumido, de forma consistente, a investigação e a formação em sustentabilidade como eixos centrais da sua missão”, acrescentando que “este encontro representa a importância de mantermos laços e diálogos comuns entre as instituições que estão sediadas em países que falam português nas suas diversas expressões, diferentes perfis e formas, e assume maior importância neste contexto geoestratégico no qual nos inserimos”. Hermínia Vasconcelos Vilar reforçou ainda que “a Universidade de Évora está na origem desta Rede e desde o seu início que reconhece a sua relevância e tem sido protagonista de ações que visam não só manter esta parceria mas acima de tudo consolidá-la”.

Por sua vez, Isabel Viegas D’Abreu, Ministra da Educação, Cultura e Ciência de São Tomé e Príncipe destacou a relevância da cooperação científica lusófona. “Há duas décadas que estreitamos a parceria com a Universidade de Évora e a partilha de conhecimento e de boas práticas entre os nossos países é essencial para encontrarmos soluções inclusivas e sustentáveis”. Para a Ministra da Educação, Cultura e Ciência de São Tomé e Príncipe “a educação e a ciência são pilares fundamentais para a transformação social e ambiental que queremos construir e este tema em debate não podia ser mais central para o desenvolvimento da comunidade. Falar de sustentabilidade é falar de saúde e de qualidade de vida, mas também de dignidade humana”, concluiu.

Também Gustavo Sobrinho Dgedge, Secretário de Estado da Terra e Ambiente de Moçambique, salientou a importância de iniciativas conjuntas, principalmente “num tempo em que os efeitos das alterações climáticas são sentidos de forma desigual, encontros como este reforçam a necessidade de ação coordenada e de políticas sustentadas no conhecimento científico”. Para Gustavo Sobrinho Dgedge “o debate sobre a temática da sustentabilidade deve ter como objetivo central melhorar a qualidade de vida das populações”, concluiu.

Para Manuela Morais, Presidente da Comissão Organizadora do evento, “este encontro pretende ser um espaço de convergência entre ciência, educação e sociedade, promovendo a criação de soluções inovadoras e eticamente responsáveis para os grandes desafios ambientais do nosso tempo”. De acordo com a Presidente da Comissão Organizadora do REALP, coordenadora do Consórcio ERASMUS + AMIGO na Universidade de Évora, “foi com o objetivo de abrir a REALP ao mundo que no programa estiveram contemplados 3 workshops de projetos internacionais em curso, bem como quatro grandes sessões temáticas – Saúde e Ambiente, Sociedade e Educação, Planeamento e Gestão do Território, e Tecnologia e Inovação – para apresentação e debate de trabalhos científicos, e cinco conferências de especialistas convidados sobre temáticas emergentes como Inteligência Artificial e Ambiente, Uma Saúde, Gestão de Resíduos e Economia Circular, bem como os desafios da cooperação académica entre universidades de língua portuguesa”. Por último, Manuela Morais sublinhou o papel central que a Universidade de Évora tem assumido no âmbito desta Rede de Estudos Ambientais de Países de Língua Portuguesa, afirmando que “há 28 anos, em 1997, a UÉvora marcava presença no Rio de Janeiro (Brasil) para assinar o primeiro protocolo da REALP”.

A conferência inaugural foi proferida por António Sampaio da Nóvoa, Reitor Honorário do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa e antigo Embaixador da UNESCO (2018-2021), que convidou os presentes a refletirem sobre o papel das redes colaborativas na criação de futuros mais justos e sustentáveis.Para António Sampaio da Nóvoa, “este encontro traduz uma época, um período de tempo que se esgota, não porque os temas aqui em debate não sejam centrais, mas porque o mundo está a caminhar noutra direção. Mas agora que este fim se aproxima, cabe a todos nós resistir, religar e reimaginar, no fundo, tentar adiar o fim desta época que ainda tem tanto potencial. E só é possível resistir a este fim e alcançar o potencial científico através de ações como este encontro que motivam o pensamento e a partilha da ciência, que permitem instituir formas científicas e cooperadas de trabalhar a potencialidade que os temas em debate ainda têm para o futuro”, reforçou.

A par das sessões científicas, o encontro ofereceu um programa cultural diversificado que incluiu duas exposições no Colégio do Espírito Santo (Expedição a S. Antão, de fotografia, e LIFE OF LAND — A view from graphic design, de design gráfico), uma mostra de filmes e atuações musicais pelos Cantares de Évora e pelo SEA JAZZ Quartet, composto por estudantes da Escola de Artes da UÉvora.

No final, a questão orientadora permanece: será possível construir novos hábitos e sistemas que garantam um futuro mais sustentável e uma relação mais saudável entre pessoas e natureza?

Fonte: Nota de Imprensa / Universidade de Évora
Fotos oficiais do emissário

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