O projeto Taste & Feel Portugal 2.0 foi lançado no NERE – Núcleo Empresarial da Região de Évora, no passado dia 5 de junho, durante a primeira edição do FEPAL – Fórum Empresarial PALOP-Alentejo.

Promovido pela Inovcluster – Associação do Cluster Agro-Industrial do Centro, em parceria com o NERE, este projeto é apresentado como “uma nova oportunidade de internacionalização para as empresas do setor agroalimentar” das duas regiões envolvidas.

Além da divulgação do projeto, o evento contou com um “Taste & Feel de Honra”, proporcionando um networking empresarial, com animação musical, havendo ainda uma mostra de produtos regionais.

Em declarações aos jornalistas, Fernando Maia, gestor de projetos na Inovcluster, explicou que “o Taste & Feel Portugal 2.0 pretende dinamizar os setores do vinho, azeite, queijo e enchidos, estando vocacionado para sete mercados, nomeadamente Alemanha, Polónia, Dinamarca, Suécia, Finlândia, Estados Unidos da América e Canadá”.

Acrescentou que “tem a duração de 24 meses, tendo começado no passado mês de abril e vai prolongar-se até março de 2027”, sendo “financiado pelo Compete e Portugal 2030”.

O mesmo responsável adiantou que “vai focar-se na realização de guias e estudos de mercados para podermos ter uma base de trabalho, um conjunto de ferramentas que podemos disponibilizar aos nossos parceiros e associados, que lhes permitem depois entrar nesses mercados com maior facilidade”.

Especificou que “permite ter conhecimento e ajustar as suas estratégias de comunicação, de marketing e colocação de produtos de uma forma mais fácil, para que se possam capacitar e promover a entrada nestes mercados”.

De acordo com Fernando Maia, “o projeto foca-se essencialmente no Alentejo e na zona Centro, mas estes projetos são sempre de âmbito nacional e há a possibilidade de outras regiões também poderem participar”.

Reforçou que, “inicialmente, foi pensado para potenciar as PME do Alentejo e do Centro porque achamos que têm um conjunto de produtos de elevada qualidade nestes setores que merecem destaque”.

O representante da Inovcluster focou que “neste evento foi o arranque do projeto, pelo que ainda estamos numa fase inicial e não temos um número concreto de participantes, mas o que prevemos é que exista uma série de empresas que queiram participar, face até ao que vimos do anterior projeto, que teve uma boa adesão”.

Por sua vez, Paula Paulino, diretora executiva do NERE, realçou que “é um projeto muito específico no setor agroalimentar e tem definido um conjunto de mercados, quer na Europa, quer fora, identificando-se como uma boa oportunidade para apoiar as empresas”.

Exemplificou que “acaba por estar ligado com todos os outros que fazemos, nomeadamente de qualificação das empresas para aprenderem a exportar, os cuidados a ter, a questão das alfândegas ou do registo em plataformas”, sublinhando que “esta era uma necessidade sentida pelas empresas da região”.

Paula Paulino recordou que “as nossas empresas são, sobretudo, micro e pequenas empresas, nomeadamente no setor agroalimentar”, reiterando que “nós já fazemos iniciativas em conjunto, incluindo com a Andaluzia e a Extremadura, tendo em vista os mercados externos”.

Quanto ao Taste & Feel Portugal 2.0, frisou que “este projeto está a ter uma grande aceitação por parte das empresas porque é uma oportunidade de explorar novos mercados”, considerando que “por ser um projeto financiado a 85 por cento é uma ajuda considerável para apoiar na parte logística ou de contactos com importadores, por exemplo”.

A diretora executiva do NERE revelou ainda que, na altura desta apresentação, “já estavam 12 empresas do Alentejo Central interessadas em saber mais e em integrar o programa”, esclarecendo que “o projeto abrange as empresas de todo o Alentejo”.

Constatou ainda que, “no âmbito do FEPAL, decorreu a sessão de lançamento do Taste & Feel Portugal 2.0, em que apresentámos os objetivos e áreas do projeto e uma prova de degustação desses produtos para dar a conhecer o que de melhor temos na região”.

Texto: Redação DS / Marina Pardal
Fotos: DS / NERE

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