A 16.ª edição da BIME – Bienal Internacional de Marionetas de Évora não podia ter corrido melhor. Foram mais de 24 mil espetadores que percorrem as ruas da cidade de Évora e puderam assistiram aos espetáculos durante seis dias. Ao todo, foram 90 apresentações de 33 espetáculos, por 27 companhias provenientes de dez países (Portugal, Espanha, Brasil, Grécia e Dinamarca, Itália, França, Bélgica, Inglaterra e, Cabo Verde).
Houve lugar para espetáculos para todos os públicos e faixas etárias, em 16 locais diferentes, com um número significativo de apresentações gratuitas.
Praticamente todos espetáculos com bilheteira esgotaram antecipadamente, nas várias salas onde decorreram as apresentações.

A rua também é um espaço muito privilegiado da Bienal, com apresentações a acontecer em largos, praças e jardins, de manhã à noite, e muitas vezes em simultâneo. Durante este evento, que teve a oportunidade de contar com dois feriados pelo meio, pudemos observar a cidade cheia de pessoas a assistirem aos espetáculos e a percorrer as principais ruas de um ponto para o outro, para verem o maior número de apresentações possível. O público escolar também não foi exceção, e para além do trabalho que se fez nas semanas anteriores, com oficinas diárias nas escolas primárias e jardins-de-infância rurais e urbanas do concelho, foram muitos os grupos escolares que durante esta semana e com o transporte do Município de Évora se deslocaram ao centro histórico para o encontro das marionetas.
Durante este período, ainda houve tempo para a BIME visitar o serviço de Pediatria do Hospital do Espírito Santo de Évora, proporcionando uma manhã diferente, animada e uma boa surpresa para quem não pôde estar nas ruas a assistir aos espetáculos.

De assinalar também que nos dias 7 e 9 teve lugar o seminário internacional “A Marioneta: Um Património em Constante Transformação”, em parceria com o CHAIA – Centro de História de Arte e Investigação Artística, da Universidade de Évora, com coordenação de Christine Zurbach, e a a exposição “Marionetas: Escultura e Personagem”, de Helena Millán que esteve aberta ao público no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo até ao início do mês de julho, devido à enorme afluência.
O crescimento da BIME não se fez sentir só dentro da cidade de Évora, mas também nos concelhos próximos. Arraiolos e Reguengos de Monsaraz receberam ao longo da semana alguns destes espetáculos, para satisfação geral das populações locais.
A BIME regressa em 2025, sendo organizada pelo Cendrev – Teatro Garcia de Resende, em parceria com a Câmara Municipal de Évora, e contando com o financiamento do Município de Évora e do Ministério da Cultura, através da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.
Fonte: Nota de imprensa / Cendrev
Fotos: DS
