Foram cerca de 500 participantes que se juntaram no terceiro Encontro de Estudantes da Universidade Popular Túlio Espanca (UPTE) da Universidade de Évora (UÉ). A iniciativa, que teve lugar no dia 30 de março, decorreu em Reguengos de Monsaraz e contou com a presença de alunos, professores e técnicos ligados a esta academia.
Criada em 2009, a UPTE já tem, atualmente, 12 polos, espalhados por vários pontos do Alentejo, nomeadamente em Alandroal, Bacelo (Évora), Barrancos, Canaviais (Évora), Cano, Portel, Redondo, Reguengos de Monsaraz, São Manços, São Miguel de Machede, Viana do Alentejo e Vila Viçosa.
Em declarações ao Diário do Sul, José Bravo Nico, diretor da UPTE, relembrou que “o primeiro e segundo encontros foram antes da pandemia, em Alandroal e Portel, enquanto este terceiro decorreu em Reguengos de Monsaraz”, revelando que, “pela primeira vez, juntámos os 12 polos, com a participação de perto de 500 pessoas”.
Adiantou ainda que “o objetivo foi promover um momento em que as pessoas se puderam encontrar, conviver e, ao mesmo tempo, conhecer um dos polos”, afirmando que “este foi o maior encontro de sempre da UPTE”.
Por sua vez, Lurdes Pratas Nico, membro da equipa da UPTE, deu alguns pormenores sobre o programa, referindo que “tivemos uma visita guiada a Monsaraz; seguiu-se, no pavilhão multiusos, um almoço de confraternização com uma vertente cultural; e na Biblioteca Municipal de Reguengos, um dos espaços utilizados para a realização das atividades do polo, decorreu uma dramatização preparada pelo grupo de teatro deste polo”.
Destacou ainda que “durante o almoço foi apresentado o Coro da UPTE de Reguengos, constituído há pouco tempo e dirigido pelo doutor José Pêpo, que é o reitor deste polo”, aproveitando para agradecer o envolvimento da coordenação do polo e do município local na organização do encontro.
Lurdes Pratas Nico evidenciou também “a importância das entidades parceiras que se constituem como grandes dinamizadoras dos 12 polos, nomeadamente casas do povo, associações de desenvolvimento local, câmaras municipais e juntas de freguesia”.
Deixou ainda uma palavra “aos parceiros fundadores que se juntaram à UÉ na criação da UPTE, sendo eles a antiga Direção Regional de Educação do Alentejo, o Diário do Sul, a Delta Cafés e a Suão – Escola Comunitária”.
Em relação ao percurso da UPTE, Bravo Nico recordou que “é uma unidade científica e pedagógica da UÉ e tem como grande finalidade promover o acesso à educação popular em base não formal para a população do Alentejo”.
Reforçou que “pretende-se que as pessoas tenham uma oportunidade de aceder a contextos de aprendizagem em registo não formal e intergeracional e com isso promover uma interação mais frequente e regular com a academia”.
A esse respeito, o diretor exemplificou que “pretendemos que os professores, estudantes e técnicos da UÉ possam participar neste tipo de projetos, mas também que a população alentejana tenha oportunidade de ter esse contacto com o conhecimento científico, técnico e artístico da universidade”.
Além disso, realçou que “outro vetor é fazer com a UÉ tenha contacto com o conhecimento e a cultura popular, bem como com o património do Alentejo”.
A este nível, Bravo Nico anunciou que “vamos ter na UÉ, a 3 de maio, no Dia da UPTE, um evento especial, cujo programa prevê duas aulas dadas por professores da universidade, um almoço de confraternização e ainda um momento cultural em que cada polo está a preparar uma apresentação”.
Autor: Redação DS / Marina Pardal
Foto: DS
