A Participação das Pedras • Pedro Fazenda e Rodrigo Pedreira – O Espaço do Tempo | XL Box – Rua das Oficinas 4, Montemor-o-Novo, no dia 17 de janeiro às 19h30

A experiência clássica – canónica – do espectador perante uma obra de arte consiste em levantar um olhar que a coloca à distância, por mais próxima que ela esteja. Esta formulação é, com ligeiras diferenças, semelhante à que Walter Benjamin deu de aura, isto é, algo único, imanente da obra. 

Mas se pensarmos uma experiência de total proximidade com a obra de arte (que não é o que habitualmente acontece nos museus ou nas galerias de arte), ou seja, como uma experiência de contacto, montagem e ressignificação, temos então de conceber, em conjunto, a ideia de um espaço provisório de apresentação. 

A Participação das Pedras é um exercício coletivo sobre o “valor de exposição” dos objetos artísticos, da escultura e da matéria que viaja no tempo – a pedra.

Será que alguns objetos têm mais aura do que os outros? Será que quando mudamos uma escultura de sítio ela também muda de figura? Será que é possível descrever o que o outro está a ver? E as pedras? O que é que afinal elas têm para nos contar?

Pedro Fazenda

Estudou no AR.CO – Centro de Arte e Comunicação Visual, Lisboa. Expõe individualmente desde 1986 e colectivamente desde 1979. Desde 1985 é responsável pelo Departamento de Escultura em Pedra do Centro Cultural de Évora, cooperativa de produção artística, ocupando parte do Antigo Matadouro Municipal, cedido por protocolo pela Câmara Municipal de Évora. A partir de 2017, a Associação Pó de Vir a Ser – Departamento de Escultura em Pedra – Centro Cultural de Évora prossegue os mesmos objectivos de investigação e produção de escultura em pedra, contando com equipamentos e logística próprios, proporcionando o cruzamento de saberes e a intervenção na cidade. Atualmente é o presidente da direcção da associação.

Rodrigo Pedreira

Estabelece a sua prática artística a partir dos princípios intermodais e relacionais das tecnologias audiovisuais com o meio, o espaço e o tempo. Desenvolve a sua investigação artística no campo do vídeo e do som experimental, com o foco particular no Live-Cinema, VJ, Instalação e Sound Art. Desde 2013 que a sua prática se desdobra entre criação, curadoria e programação, tendo colaborado com vários artistas e colectivos.
Assume a deriva como uma resistência à utilidade.

Fonte: Nota de Imprensa / Pó de Vir a Ser
Fotos oficiais do emissário

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