O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência foi assinalado pela APPACDM de Évora com a realização do VIII Fórum Inclusivo – A Arte Completa(NOS) – Direito à Cultura.
A sessão teve lugar a 3 de dezembro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, e contou com “casa cheia”, tornando-se num momento de partilha e reflexão.
Em declarações ao Diário do Sul, Rosa Moreira, presidente da Direção da APPACDM de Évora, falou da importância desta iniciativa, que juntou mais de 100 participantes.

“Pelo oitavo ano consecutivo voltámos a ter o Fórum Inclusivo, que envolve todas as entidades da área da deficiência do concelho de Évora”, referiu.
Explicou que “foi organizado pela APPACDM de Évora com o envolvimento da Câmara de Évora, da Segurança Social e das entidades congéneres do concelho de Évora”, reiterando que “este fórum é muito importante porque marca o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, assinalado a 3 de dezembro”.
Na sua opinião, “cada vez mais vivemos momentos onde os direitos, por vezes, não são respeitados”, assegurando que “nós queremos continuar a fazer com que as pessoas exercitem os seus direitos e percebam que têm direito a tudo o que as outras pessoas têm na comunidade”.

A respeito do fórum, a mesma responsável realçou que “este foi um momento em que partilhámos e refletimos sobre trabalhos”, dando conta de que “todos os anos temos um mote que envolve os direitos das pessoas com deficiência, que neste caso foi o direito à cultura”.
Para Rosa Moreira, “este ano, a arte fez todo o sentido porque estamos a aproximarmo-nos de Évora_27 – Capital Europeia da Cultura (CEC)”, reiterando que “queremos fazer parte, pois a cultura é de todos e para todos”.
Adiantou que “queremos que haja reflexão sobre a participação das pessoas com deficiência na cultura, não só ir ver um espetáculo, mas também envolvê-los e participar”.

A esse nível, a presidente da Direção da APPACDM de Évora focou que “as entidades que estiveram presentes fazem coisas muito boas ao nível das artes, como expressão plástica, música, dança, teatro ou cinema”.
Reforçou que “a sessão ficou marcada pela apresentação de projetos da APCE, Cercidiana, ARASS, Associação de Surdos de Évora, ASCTE, Movimento Fé e Luz e APPACDM de Évora”, evidenciando que “não são só projetos destas instituições, mas que envolvem outras entidades da comunidade”.
Segundo Rosa Moreira, “quisemos partilhar a afirmação destas pessoas, dizendo que estão na sociedade e que fazem parte dela”.

Em relação a este evento, o diretor do Centro Distrital de Évora da Segurança Social, Nuno Alas, evidenciou “a importância das instituições abordarem e trabalharem as questões da deficiência por diversos prismas, nomeadamente a questão da arte, como é que no dia-a-dia a instituição, através das suas atividades, é capaz de dar um significado ao dia destas pessoas”.
Na sua perspetiva, “isso é fundamental e ao cruzar com a CEC em 2027 tudo isto ganha um sentido mais especial, porque, como foi referido, há que envolver todos”, frisando que “a CEC é de todos e com a participação de todos, só assim é que ela pode ganhar expressão e deixar algo a Évora”.
De acordo com Nuno Alas, “para além do nosso papel de financiamento destas instituições, a nossa filosofia de atuação é estarmos junto das entidades para resolver problemas, apontar novos caminhos e dar apoio para avançar com determinados projetos”.
Por sua vez, Carmen Carvalheira, vereadora da Câmara de Évora, argumentou que “são muitos os papéis onde o município tem intervenção, nos quais pode e deve considerar a questão da pessoa com deficiência, a começar pelas infraestruturas”.

Mencionou que “Évora vai ser CEC em 2027, mas só será efetivamente uma grande CEC se considerar todos”, sustentando que “considerar todos é garantir que existem condições de acessibilidade para todos, que a infraestrutura é pensada para as pessoas que têm limitações, sejam ou não portadores de deficiência”.
A autarca alertou também que “é verdade que uma cidade que é histórica tem um conjunto de dificuldades para fazer estas coisas, mas certamente tem de encontrar soluções para isso e tem de se preparar nesse sentido”.
A par disso, Carmen Carvalheira afirmou ainda que “a câmara pode ser parceira em campanhas de sensibilização, incluindo junto das entidades empregadoras, para que todos sintam que podem estar incluídos e tirarem o melhor de cada um dentro daquilo que são as suas condições”.
Texto e Fotos: Redação DS / Marina Pardal
