Évora foi “palco” da Escola de Quadros (EQ), uma iniciativa promovida pela Juventude Popular (JP), juventude partidária do CDS-PP. A iniciativa de cariz formativo aconteceu entre os dias 14 e 16 deste mês e juntou mais de 50 jovens.
Segundo a JP, “a escolha de Évora representou uma aposta clara no crescimento da região e na valorização do interior como espaço de formação política, participação cívica e envolvimento jovem”.
Em declarações ao Diário do Sul, Catarina Marinho, presidente da JP, referiu esta foi “a 11.ª edição da EQ, que é o grande momento de formação que temos na estrutura e que, por norma, acontece todos os anos de forma consecutiva”.

Especificou que “é um momento em que juntamos a nível nacional militantes, simpatizantes e jovens de outras juventudes partidárias para conviverem, discutirem e ouvirem sobre diversos temas”.
De acordo com a mesma dirigente, “este ano, esteve em foco a Inteligência Artificial (IA), que é um tema com que cada vez mais temos sido inundados e que sabemos muito pouco sobre que tomada de posição é que devemos ter e como é que pode impactar a nossa vida privada e pública”.
Sublinhou que “o grande objetivo deste fim de semana foi entrarmos a fundo nas várias áreas, a nível público, onde a IA impacta e sairmos daqui mais formados, esperando também que com uma opinião que possa depois ser tomada em nome da JP”.

Catarina Marinho destacou ainda que “55 jovens passaram pela EQ, oriundos de vários pontos do país, exceto Açores e Madeira que não tiveram agenda, sendo 85 por cento da JP”.
Focou que, “para além de termos o tema da IA ‘em cima da mesa’, visto em janeiro termos eleições presidenciais, quisemos chamar os candidatos que, em princípio, são preferenciais para passar à segunda volta, para ganhar, obviamente da área moderada, para se juntarem a nós e partilharem connosco o pensamento que têm”.
A mesma responsável frisou que “convidámos António José Seguro, Marques Mendes, Cotrim Figueiredo e Gouveia e Melo, não tendo tido Gouveia e Melo disponibilidade para participar, nem Marques Mendes, que enviou um vídeo”.

Realçou que “contámos com a participação de António José Seguro e de Cotrim Figueiredo para discussão e troca de ideias”.
A jovem evidenciou também que, “nesta edição, adicionámos uma componente mais da sociedade, não foi tanto políticos, mas sobretudo CEO de empresas ou pessoas de associações, por exemplo”, apontando que “tivemos uma parte prática mais intensa do que nos anos anteriores”.
Questionada sobre a grande mais-valia da EQ, Catarina Marinho reiterou que “aqui o pensamento crítico é um pilar basilar, ou seja, chamamos pessoas com quem nós não concordamos à partida, pessoas que pensam diferente de nós para questionarmos como é que pensam e para nos questionarmos a nós próprios”.

Deu ainda conta de que “esta foi a primeira vez que a EQ aconteceu em Évora”, justificando que, “em termos geográficos, está no meio do país, além de haver facilidade nos transportes”.
A par disso, adiantou que “também é onde a JP quer começar a investir cada vez mais, a estar mais presente nas escolas e nas ruas, para conseguirmos chamar mais jovens para ao pé de nós”.
Texto e Fotos: Redação DS / Marina Pardal
