Foi a 1 de novembro de 1559 que Évora viu ser fundada a Universidade Jesuíta. Hoje, essa data continua a ser comemorada pela atual Universidade de Évora (UÉ), com uma cerimónia, que também assinala o início do ano letivo.
Este ano, realizou-se mais uma vez a habitual sessão solene do Dia da Universidade a 1 de novembro, que ficou marcada pelo cortejo académico e pelos discursos de diferentes representantes da UÉ, nomeadamente da reitora, Hermínia Vasconcelos Vilar, e do presidente do Conselho Geral, Carlos Reis. De salientar ainda a lição inaugural que este ano foi proferida por Teresa Pinto Correia.

A ocasião também ficou marcada pela imposição das insígnias doutorais aos mais recentes doutores; a atribuição de títulos de Professor Emérito; a entrega de distinções a estudantes e antigos estudantes, nomeadamente do Prémio Carreira Alumni; ou a entrega de medalhas a docentes e funcionários com maior número de anos dedicados à instituição.

Ao longo do dia, decorreram ainda vários momentos musicais, incluindo a atuação de grupos académicos.
À margem da cerimónia, a reitora da UÉ destacou, em declarações aos jornalistas, que “esta foi mais uma vez a celebração do Dia da Universidade, agradecendo muito a todos, pois foi um ano com muito trabalho, tivemos mas alunos, mais projetos e temos o PRR com prazos muito curtos”.

A par disso, Hermínia Vasconcelos Vilar quis “passar uma mensagem de ambição, de que a UÉ é um elemento importante da rede nacional e na sua internacionalização, mas pode ser mais”.
Adiantou que “o objetivo é que sejamos cada vez mais importantes nas áreas estratégicas, por isso, é que disse que era preciso liderar em algumas áreas estratégicas”, assumindo a importância de “sermos ambiciosos também a construir uma universidade cada vez mais reconhecida”.

A reitora lembrou que, “teoricamente, estamos num espaço de baixa densidade, mas estar neste território não é algo negativo, pelo contrário, é positivo”.
Na sua opinião, importa “partir deste espaço onde estamos para provar o valor e a qualidade da investigação e do ensino que se fazem no Alentejo e no sul de Portugal, afirmando a UÉ cada vez mais”.

Para Hermínia Vasconcelos Vilar, “os desafios que se colocam são muitos, nomeadamente de recolocar a Europa no mapa da inovação”, assumindo que “as universidades têm um papel crucial a esse nível”.
Na sua perspetiva, “a UÉ tem de se colocar na criação de respostas a esses desafios, as novas áreas são necessárias para o desenvolvimento da Europa e de Portugal, que são áreas estratégicas alinhadas com a Estratégia Regional de Especialização Inteligente”, constatando que “não podemos perder esses desafios e temos de criar e participar dessas soluções”.

A reitora também focou que “as instituições do ensino superior estão sempre sub-financiadas, tendo em conta que não temos a massa salarial toda financiada”, sustentando que “é preciso fazer sempre uma gestão muito equilibrada, mas sem descurar a necessidade de fazer investimentos, nomeadamente no nosso campus, mas é um desafio muito grande manter esse equilíbrio ao longo do ano”.

Quanto ao campus da Saúde, avançou que “o projeto já está aprovado, a maqueta esteve exposta e o atelier está a fazer o projeto de execução”, revelando que “gostávamos de arrancar com a Escola de Saúde ainda em 2026 e vamos fazer todos os possíveis para que isso seja uma realidade”.
Hermínia Vasconcelos Vilar frisou ainda que “queremos fortalecer as ligações da UÉ com o Município de Évora”, reiterando que “a universidade é um elemento absolutamente essencial para o crescimento da cidade”.

Afiançou que “faremos tudo para contribuir para esse crescimento e estamos completamente disponíveis para em conjunto com a edilidade participar em todas as soluções que visem o desenvolvimento da cidade e da região”.
Texto e Fotos: Redação DS / Marina Pardal
