A partir de 1 de novembro de 2025, em Évora, o Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida, apresenta a exposição coletiva ÉUMAVEZ. Artes e Visualidade na Universidade de Évora, com curadoria de Filipe Rocha da Silva.

Este projeto expositivo, que renova a parceria colaborativa entre a Fundação Eugénio de Almeida e a Universidade de Évora (UÉ), vem apresentar ao público, pela primeira vez, uma seleção de obras marcantes de Desenho, Pintura e Escultura pertencentes ao espólio artístico da academia eborense.

Nas palavras de Ana Telles, Vice-Reitora para a Cultura e Comunidade da UÉ, «Simbolicamente, enquanto Évora se prepara para ser Capital Europeia da Cultura em 2027, a Universidade abre as suas coleções ao grande público, em sinergia com um dos seus interlocutores de relevo, a Fundação Eugénio de Almeida. Ambas as instituições fazem parte da Assembleia Geral da Associação Évora_2027 e partilham objetivos no que respeita à valorização e à promoção da Cultura, enquanto agente transformador das pessoas e das sociedades, tanto na cidade em que se implantam, como no Alentejo e ainda a nível nacional e internacional.»

O título da exposição, ÉUMAVEZ, sugere uma provocação temporal: a distorção do tempo verbal sublinha o inesperado encontro entre diferentes épocas num mesmo percurso visual, onde passado, presente e futuro coexistem.

Através de um conjunto de obras significativas, a exposição propõe um diálogo entre três momentos decisivos da história da Universidade de Évora: o passado artístico notável na antiga Universidade jesuíta (séculos XVI a XVIII); o renascimento institucional e criativo decorrente da refundação na segunda metade do século XX; e a afirmação contemporânea da Escola das Artes, na transição para o século XXI, que projeta a Universidade no futuro da criação artística e da investigação.

Complementando o percurso expositivo, a mostra integra ainda investigação histórica e documental, incluindo materiais biográficos doados por um artista à Universidade e depoimentos em vídeo que contextualizam a origem e o significado das obras apresentadas.

Obras de: António Areal, António Charrua, António Palolo, Carlos Calvet, Cruzeiro Seixas, Graça Morais, João Cutileiro, Júlio [Reis Pereira], Malangatana, Maluda, Mário Cesariny, Nikias Skapinakis, Paula Rego, Raquel Gonçalves, Susana Piteira, Victor Belém

A exposição ÉUMAVEZ. Artes e Visualidade na Universidade de Évora pode ser visitada a partir de 1 de novembro de 2025 e até 1 de março de 2026, de 3ª feira a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00, no Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida, em Évora, com entrada livre. Todas as informações sobre a exposição poderão ser encontradas no site.

Mário Cesariny (1923 – 2006), Sem título, Aguarela sobre papel, 1971© Coleção da Universidade de Évora

Sobre Filipe Rocha da Silva

Nasceu em 1954, em Lisboa. Em 1972, ingressou na Faculdade de Direito de Lisboa, mas viria posteriormente a dedicar-se às Artes, estudando na Sorbonne, no Ar.Co, na Escola de Belas-Artes de Lisboa, na SACI, em Florença, e no Pratt Institute, em Nova Iorque, onde concluiu um Master of Fine Arts. Enquanto docente, é Professor Catedrático Jubilado da Universidade de Évora, tendo lecionado também noutras instituições, nomeadamente na Madeira, no Porto, na School of Visual Arts, em Nova Iorque, na Arte Ilimitada, que fundou, em Lisboa, e na SACI, em Florença. Desenvolveu investigação artística no CHAIA, no âmbito do qual organizou diversos eventos e publicações.

Tem exposto em vários continentes, em Portugal e em diversos outros países europeus. A sua obra integra coleções de instituições como a Fundação Calouste Gulbenkian, Altice, Banco de Portugal, MUDAS, Museu de Serralves, Governo Regional dos Açores, Universidade da Madeira, Instituto Politécnico do Porto, Unión Fenosa, Studinsky, Benetton e Ferrado Nacomporta I.

Considera-se, sobretudo, um pintor, embora desde 2010 utilize com frequência a lã para criar desenhos têxteis, uma espécie de bordados não tradicionais. No seu trabalho, predominou sempre uma textura minuciosa, quase milimétrica, que sugere a presença de multidões ou de tecidos celulares, criando macrocosmos figurativos de natureza pontilhista. Mais informações e exemplos da sua obra podem ser consultados em www.filiperochadasilva.com

Fonte: Nota de Imprensa / Fundação Eugénio de Almeida
Fotos: Coleção da Universidade de Évora

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