OPINIÃO por João Palmeiro • Promotor e Divulgador Cultural

O mais recente panorama económico africano, traçado a partir das projeções de PIB (preços correntes, USD) do Fundo Monetário Internacional (FMI) para 2025, coloca o continente no centro das atenções globais. No meio das potências regionais, um país de Língua Portuguesa afirma a sua importância, garantindo um lugar de destaque entre as 10 principais economias.

O país lusófono em foco é Angola, que surge na 8.ª posição da tabela, com um Produto Interno Bruto projetado em 113 mil milhões de dólares.

Angola: A Única Referência Lusófona no Top 10

A presença de Angola no ranking sublinha a sua relevância económica na região, sustentada, em grande parte, pelo setor de recursos energéticos. A sua estimativa de PIB para 2025 é superior à da Costa do Marfim ($94 mil milhões) e do Gana ($88 mil milhões), os últimos países a figurar na lista.

Embora outros países africanos de Língua Portuguesa — como Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe — não figurem no Top 10, a classificação de Angola demonstra a força do eixo lusófono em África, funcionando como um motor económico regional.

O Desafio da Nova Economia

Apesar da excelente posição, o relatório do FMI e a análise que o acompanha sublinham que a dimensão do PIB já não é o único indicador de sucesso. O crescimento puramente assente em recursos não é sustentável a longo prazo, e as principais economias, incluindo Angola, enfrentam o desafio de:

  1. Diversificação: Reduzir a dependência de matérias-primas e investir em tecnologia e serviços.
  2. Inclusão: Transformar o crescimento do PIB em oportunidades reais para a população, combatendo o desemprego e melhorando as infraestruturas.
  3. Digitalização: Adoção de tecnologias e transformação digital para aumentar a eficiência e competitividade global.

O mapa económico africano está a mudar, e a transformação digital e os investimentos em capital humano são a chave para que o continente, e as suas economias lusófonas, traduzam o potencial do seu PIB em prosperidade inclusiva.

Edição e adaptação com IA de João Palmeiro

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