A primeira semana do EALive Évora terminou com o concerto dos Amália Hoje, no passado sábado.

Este projeto, criado em 2009, junta Nuno Gonçalves (The Gift), Sónia Tavares (The Gift), Fernando Ribeiro (Moonspell) e Paulo Praça que, em conjunto com outros músicos, prestam homenagem a Amália Rodrigues.

Em conjunto com o público, os Amália Hoje cantaram temas como “Lisboa não sejas francesa”, “Gaivota”, “Foi Deus” ou “Barco negro”, fazendo assim tributo à grande diva do fado.

No final, Nuno Gonçalves e Paulo Praça falaram com o Diário do Sul (DS), destacando a importância do EALive e a recetividade que tiveram por parte do público.

“Fomos muito bem recebidos, num palco fantástico”, disseram, ressalvando que “o festival está muito bem organizado e já começa a ter um nome muito importante na cultura portuguesa”.

Para os músicos, “ter um produtor de vinho a apostar na cultura portuguesa e em bandas portuguesas é de louvar”, constatando que, “se todas as marcas de vinho em Portugal fizessem isso, tínhamos o quádruplo ou o quíntuplo dos concertos e a cultura ganhava”.

Relativamente a este projeto, sublinharam que, “há 15 anos, o objetivo era trazer Amália para as novas gerações”, reiterando que “o que nós estamos a fazer é continuar Amália Rodrigues e enquanto houver público a querer ouvir as canções cá estaremos”.

Antes do concerto dos Amália Hoje, quem subiu ao Palco Esperança foi a cantautora lisboeta Rita Cortezão, tendo sido assim apresentado mais um novo talento do panorama musical nacional.

Em entrevista ao DS, a jovem de 24 anos salientou que “foi a primeira vez que atuei em Évora”, confessando que “este foi o meu quinto concerto e a primeira vez a cantar fora de Lisboa”.

Admitiu ainda que “senti que era uma responsabilidade estar neste palco enorme e até um pouco intimidante, mas escolhi lidar com isso de forma descontraída, sentindo-me grata por ter esta oportunidade”.

Rita Cortezão focou também que “ficou a vontade de voltar ao EALive como artista principal”, confidenciando que “seria um grande sonho”.

A noite fechou com a já tradicional EALive Party, que anima o pátio principal da Adega Cartuxa após os concertos, cabendo desta vez ao DJ Pedro Diaz pôr o público a dançar ao som “das músicas da nossa vida”.

Texto: Redação DS / Marina Pardal
Fotos: Marina Pardal / David Prazeres

Veja também

33.º Festival Sete Sóis Sete Luas iniciou a sua passagem por Montemor-o-Novo

A 33.ª edição do Festival Sete Sóis Sete Luas está em curso e, uma vez mais, Montemor-o-No…