Está a decorrer mais uma edição da Feira de São João, em Évora. Como habitualmente, o Rossio de São Brás é a “casa” deste certame, que se prolonga até ao próximo domingo.

A mostra de atividades económicas e sociais é um dos pontos fortes do evento, a par dos concertos em vários palcos, das exposições, das tasquinhas ou dos tradicionais divertimentos.

Organizada pelo Município de Évora, em parceria com diferentes entidades do território, esta feira conta também com uma forte componente desportiva, com especial destaque para o Grande Prémio de S. João de atletismo, realizado no passado sábado.

Segundo a Câmara de Évora, mais uma vez, a Feira de São João apresenta “uma mostra do setor económico, com destaque para a parte institucional, produtos regionais, artesanato ou artes decorativas”.

É ainda realçado que “no Jardim Público encontram-se os espaços dedicados ao desporto e à juventude e o Espaço Criança volta a estar no parque infantil”, acrescentando que “a mostra agropecuária fica no CDAPEC (ex-IROMA)”.

A mesma fonte adiantou que “a pensar na melhoria da mobilidade e em deslocações tranquilas para o recinto da feira, a autarquia reforçou a rede de transportes gratuitos com ligação aos parques de estacionamento periféricos” e alguns bairros da cidade, frisando que “estas carreiras gratuitas funcionam diariamente, entre as 20h00 e as 00h30, em percurso contínuo”.

Outra das preocupações do município foi ao nível das “pessoas com mobilidade reduzida”, disponibilizando “percursos, casas de banho e estacionamentos acessíveis”.

No momento da inauguração, Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara de Évora, falou com os jornalistas sobre as expectativas para estes dias de festa.

“Antes de mais, a feira é aquilo que é há centenas de anos, um ponto de encontro dos eborenses e dos que vêm a Évora”, destacou, reforçando que “a Feira de São João é, por definição, um ponto de encontro, de convívio das famílias e esse ambiente parece-me fundamental”.

De acordo com o autarca, “é também muito mais do que isso, é uma mostra das atividades económicas e das atividades sócio-culturais, bem como das tasquinhas e de todas as atividades que Évora tem”.

Garantiu que “procuramos a cada edição melhorar e aprender com aquilo que correu menos bem nas edições anteriores”, ressalvando que “as últimas edições têm corrido muito bem”.

Segundo Carlos Pinto de Sá, “este ano temos a obra de requalificação parcial do Rossio concluída, já temos também a parte junto às muralhas requalificada”, constatando que “este ambiente de requalificação para o futuro marca também a feira deste ano”.

Na sua opinião, “temos aqui uma junção muito positiva entre diversão, lazer, a mostra daquilo que é a sociedade de Évora e também a requalificação que nós queremos para o futuro de Évora”.

O edil realçou que “é impossível dizer todo o programa e atividades que temos na feira”, evidenciando que “a área cultural tem iniciativas por todo o lado, umas mais mediáticas, como é o caso do palco principal, mas temos também mais de 30 grupos locais a atuar em diversos palcos”, salientando ainda “a presença da Associação Évora 2027, Capital Europeia da Cultura”.

Defendeu também que “a Feira de São João será sempre um grande chamariz a Évora”, considerando que “em 2027 terá um papel absolutamente essencial”.

A esse respeito, Carlos Pinto de Sá recordou que “um dos projetos que incluímos no livro de candidatura foi exatamente a feira, ou seja, pensar-se a feira para o futuro, ir trabalhando a feira estes anos a pensar na feira do futuro”.

Focou ainda que “a feira marca Évora ao longo de mais de 500 anos e é um evento que está incrustado na vivência da sua população, mas também do Alentejo e até do país”.

Texto: Redação DS / Marina Pardal
Fotos: DS

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