“A Cidade do Vinho 2025 é uma homenagem às pessoas que trabalham diariamente nas vinhas e adegas”. Esta foi uma das ideias destacadas na apresentação do projeto, que junta os municípios de Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo e Vila Viçosa.
Segundo os promotores, “a Cidade do Vinho 2025 une estes cinco municípios num propósito comum”, especificando que assenta em “valorizar a riqueza, a diversidade e as características comuns da cultura da vinha e do vinho, mas também de todas as suas influências na sociedade, paisagem, economia, gastronomia ou património, de forma que possam proporcionar um melhor conhecimento do território, da história de todos os vinhos do Alentejo, em especial da Serra d’Ossa”.

A divulgação do calendário de atividades previsto para 2025 decorreu no dia 2 deste mês, no Convento de S. Paulo (Redondo), salientando a organização que esse programa tem como mote “Vinhos da Serra d’Ossa – Identidade e Futuro – Marcas que deixam História!”.
O evento contou ainda com um momento cultural, em que o cante alentejano foi o protagonista, através das atuações dos grupos “Cantadeiras de Redondo” e “Garridos”. Houve também a degustação de vinhos, dos produtores dos cinco concelhos envolvidos nesta candidatura, e de produtos regionais.

Para além dos municípios de Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo e Vila Viçosa, a Cidade do Vinho 2025 junta diferentes parceiros para a concretização deste desafio. A Entidade Regional de Turismo do Alentejo, a Comissão Vitivinícola da Região Alentejana (CVRA), a Associação de Técnicos Viticultores do Alentejo (ATEVA) e a Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV) estão envolvidas no projeto, bem como todas as adegas e produtores dos cinco municípios, o que para a organização significa “a garantia de união e valorização em torno deste título”.
De acordo com a informação disponibilizada, “a Cidade do Vinho 2025 assume a elaboração de um programa anual de ações culturais, de formação e de sensibilização ligadas ao vinho, com visibilidade nacional e internacional”.

É ainda acrescentado que “o programa apresentado procura explorar todas as nossas identidades e particularidades e dar provas de criatividade”, tendo como foco “o reforço da sensibilidade para a cultura e tradições do vinho, mobilização e envolvimento da comunidade e consolidação dos vínculos com a região e com todos os territórios vitivinícolas portugueses”.
Ao longo do próximo ano são diversas as iniciativas programadas no âmbito da Cidade do Vinho 2025 em cada um dos municípios envolvidos. Mencionamos algumas delas, sendo que muitas estão enquadradas nos diferentes eventos que habitualmente já decorrem nesses territórios.

Em Alandroal, destacamos o Festival do Peixe do Rio, logo em março, ou o Festival Fora da Casca, em pleno mês de julho.
Quanto a Borba, realçamos a Gala de Abertura da Cidade do Vinho, que acontece em janeiro, mas também a Festa da Vinha e do Vinho, em novembro.
Passando para Estremoz, entre muitas outras, duas das atividades previstas são a FIAPE – Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz, em maio, ou a Gala Cidade do Vinho, já em dezembro.
Em relação a Redondo, evidenciamos o encontro literário Palavras ao Vento, em maio, ou as Ruas Floridas, em agosto.
Já Vila Viçosa, apresenta, por exemplo, a Feira de Inspiração Renascentista, em junho, ou o 17.º Concurso das Vindimas, em setembro.

De sublinhar ainda que para além das atividades que fazem parte do calendário (que pode ser consultado na sua totalidade nas redes sociais do evento), a Cidade do Vinho 2025 vai estar representada em diferentes iniciativas nacionais e internacionais, como é o caso da FITUR – Feira Internacional de Turismo (Madrid), em janeiro, ou a BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, em março.

João Grilo, presidente da Câmara de Alandroal: “A importância deste projeto é sobretudo conjunta. É uma forma de em conjunto, com objetivos comuns e um programa alargado ao longo do ano, e com o pretexto do vinho, que é de facto um dos nossos maiores atrativos culturais e económicos, promovermos o território, que tem a sua identidade e tem diferenças de um concelho para o outro, mas que no fundo acaba por agregar e acaba por chegar mais longe. Os nossos territórios não têm uma fronteira demarcada que impeça as pessoas de se deslocarem, portanto quem vem para o território da Serra d’Ossa quer experienciar o máximo possível e todos temos qualquer coisa para oferecer de diferente com este pretexto da economia do vinho, que é extremamente importante para nós e para a região”.

António Anselmo, presidente da Câmara de Borba: “Vinho, história, património, cultura, pessoas e identidade de uma região, isso é fundamental. Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo e Vila Viçosa, todos juntos seremos sempre muito mais fortes. O importante não é quem conseguiu, é o que conseguimos, que é a promoção da região. Contamos com uma série de parceiros, acima de tudo com os produtores, pois sem produtores não há ninguém. Os cinco municípios entenderam-se, juntaram-se porque queremos o melhor para a nossa região e porque juntos somos sempre melhores”.

José Sadio, presidente da Câmara de Estremoz: “É um projeto muito aliciante e desafiante. É a prova de que em torno do vinho, que é um ativo fundamental na nossa região, conseguimos promover um território, promover cada um dos seus concelhos e aquilo que há de melhor em riqueza em cada um deles. É a prova de que trabalhando unidos e de forma concertada em prol de um objetivo, que é promover os vinhos da nossa região, é possível ter sucesso. Venham a Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo e Vila Viçosa degustar a maravilha dos nossos vinhos, mas também para conhecer a excelência de cada um dos concelhos e esta ‘cidade’ que vai acontecer em 2025”.

David Galego, presidente da Câmara de Redondo: “Este é o justo reconhecimento daqueles que todos os dias na terra produzem a uva e produzem o vinho e que fazem com esta região seja reconhecida como um território de vinhos de excelência. A produção de vinho é fundamental para a nossa economia e são de facto muitos hectares de vinha e muitos hectolitros de vinho produzido, num território onde a criação de postos de trabalho é muito assente nesta área. É a preservação de uma identidade, mas também de uma economia local que precisa que os vinhos do território da Serra d’Ossa sejam valorizados. São 40 anos de trabalho efetivo de promoção do território feito pelas entidades que estão associadas à cultura do vinho e é nossa obrigação enquanto autarcas valorizarmos esse espaço e criar uma nova visibilidade a todo o território através deste processo que é a Cidade do Vinho 2025”.

Inácio Esperança, presidente da Câmara de Vila Viçosa: “Para Vila Viçosa é uma honra e é de facto um grande orgulho representar este produto de excelência que é o vinho, juntamente com quatro municípios vizinhos. Penso que temos uma tarefa muito importante, num momento difícil que o setor atravessa, e 2025 vai ser um ano decisivo. Estamos a promover não só um produto e uma região, mas também uma forma de vida, uma cultura e um património que se construiu em torno do vinho. Esperemos estar à altura de tal desafio”.
Pode ver a reportagem vídeo no seguinte link:
https://www.youtube.com/watch?v=Z6_F66UyvaQ&t=131s
Texto e Fotos: Redação DS / Marina Pardal
