Depois de um concerto mais intimista com Rui Veloso Trio e Vitorino, o EALive Évora continuou no sábado, desta vez com “Os Quatro e Meia”. Os seis elementos da banda, já com dez anos de percurso, incentivaram o público a cantar e dançar ao som das suas músicas.

“Na escola”, “A Terra Gira” e “Olá Solidão” foram algumas dos temas que fizeram vibrar as cerca de 1200 pessoas presentes na Quinta de Valbom, onde se localiza o Enoturismo da Adega Cartuxa. Ao longo da noite, o grupo partilhou outros dos seus sucessos, como “Sentir o Sol”, “O Tempo Vai Esperar”, “Bom rapaz” ou “Baile de São Simão”.

No final do espetáculo, João Cristóvão Rodrigues, Mário Ferreira, Pedro Figueiredo, Ricardo Liz Almeida, Rui Marques e Tiago Nogueira estiveram à conversa com a comunicação social e mostraram a sua boa disposição.

Começaram por referir que “sentimos a diferença deste festival para os outros”, assumindo que “não tem paralelo”. Os músicos revelaram que, “em dez anos de banda, nunca tínhamos estado num festival em que houvesse um ambiente como este”, considerando que “tem a ver com a envolvência, com a paisagem, as vinhas e com o facto de Évora estar aqui ao lado, uma cidade histórica, que deixa alegre qualquer pessoa que a visite”.

Na sua opinião, “também tem a ver com a parte gastronómica e vinícola e depois com a música”, focando que “nós sentimos que somos uma parte importante, obviamente, mas somos uma parte muito pequena”.

Destacaram que “as pessoas estavam muito alegres e muito bem integradas, ainda antes de nós entrarmos no palco, e isso ajuda muito ao espetáculo”, sublinhando que “estivemos aqui com muito orgulho e saímos daqui também com uma grande alegria por termos participado no EALive”.

Já há cerca de um mês que não há bilhetes para o festival, mas o dia de “Os Quatro e Meia” foi o primeiro a esgotar, ainda em meados de abril.

A este respeito, a banda constatou que “os outros artistas do cartaz são instituições da música portuguesa, mas por já não virmos há algum tempo a Évora, talvez isso possa ter contribuído para termos esgotado antes”.

Em relação à energia que se viveu dentro e fora do palco, o grupo evidenciou que “nós somos sempre a mesma banda em todos os sítios e o espetáculo não varia assim tanto de local para local, o que faz a diferença é o público participar mais ou menos”, realçando que “o público que esteve aqui, mesmo que não conhecesse as músicas, procurou participar e interagiu bastante”.

Tal como o ano passado, um novo talento do panorama musical nacional tem possibilidade de mostrar o seu trabalho no Palco Esperança, antecedendo cada um dos artistas consagrados. No sábado, foi a vez de Catarina Munhá.

Na edição de 2023, uma das novidades é a EALive Party, no pátio principal da Adega Cartuxa, que acontece após os concertos. Nesta noite, foi a DJ Ana Isabel Arroja, da Rádio Comercial, que esteve aos comandos da festa.

O EALive Évora continua no próximo fim de semana. Resistência sobe ao palco na sexta-feira, enquanto no dia seguinte é a vez de Ana Moura.

Texto: Redação DS / Marina Pardal
Fotos: Vítor Godinho

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