O Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) passou a disponibilizar uma nova especialidade, a de Endocrinologia.

A informação é avançada em nota de imprensa, enviada ao Grupo Diário do Sul, na qual é explicado por José Marçalo, responsável pela nova Unidade Funcional de Endocrinologia, que “a Endocrinologia é o estudo das hormonas endócrinas e das doenças que afetam os órgãos que as produzem e segregam na corrente sanguínea (as glândulas endócrinas) e que controlam as mais variadas funções do organismo”, apontando como exemplos “o metabolismo, a resposta ao stress, o crescimento, a reprodução, a lactação e o funcionamento de outros tecidos tão importantes como o cardíaco”.

Segundo o mesmo especialista, “a importância da Endocrinologia prende-se com o facto de estas hormonas coordenarem e regularem uma grande parte das função corporais”, esclarecendo que “a desregulação do sistema endócrino, para além de justificar uma abordagem individualizada, pode influenciar a abordagem a muitas patologias normalmente afetas a outras especialidades, seja a Medicina Interna, a Cardiologia ou a Neurologia”.

Segundo a mesma nota, “o HESE disponibiliza agora consultas de Endocrinologia, bem como o acompanhamento no internamento a todos os doentes referenciados internamente”, especificando que, “neste momento, a referenciação dos médicos de família é feita pelo Alert P1, à semelhança do que se faz com as outras especialidades”.

De acordo com José Marçalo, que iniciou funções no HESE no final de 2021, “há critérios específicos para as diferentes patologias e, falando dos motivos de referenciação mais frequentes, na doença nodular da tiroide, o utente poderá ser referenciado se forem detetados nódulos superiores a 1-1,5 cm, ou outros fatores de suspeição na ecografia, como microcalcificações”.

Adiantou ainda que, “no caso da diabetes mellitus (DM) tipo 2, poderão ser encaminhados os doentes quando existe dificuldade no controlo metabólico e em situações em que a necessidade de iniciar insulinoterapia intensiva assim o justifique”.

O mesmo médico frisou que, “no caso da DM tipo 1, esses doentes devem ser encaminhados para a Endocrinologia, sendo que, atualmente, já estão a ser seguidos alguns doentes que transitaram da Pediatria, com sistemas de perfusão subcutânea contínua de insulina, vulgarmente conhecidos como bombas de insulina”, focando que, “já este ano, irão estar disponíveis novos sistemas para iniciar em doentes adultos com indicação para tal”.

Sublinhou também que, “neste momento, obviamente que algumas pessoas com diabetes terão de continuar a ser seguidas pela Medicina Interna, nomeadamente grande parte dos casos de DM tipo 2 descompensada”, reiterando que, “para já, reserva-se a Endocrinologia para os doentes com DM tipo 1 e alguns doentes com DM tipo 2, que estejam mais descompensados”.

O mesmo responsável garantiu que “pretende-se desenvolver uma relação estreita com os cuidados primários e, particularmente, com os médicos de família para a referenciação dos doentes que necessitam desta especialidade”.

Afiançou ainda que “será disponibilizado um contacto direto para que possam esclarecer dúvidas que surjam no momento da referenciação e pretende-se também iniciar consultas por telemedicina, a médio prazo”.

Autor: Redação DS / Marina Pardal
Foto: HESE

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