Uma mostra de Teatro em Évora, no espaço d’A Bruxa Teatro, entre 2 e 23 de Outubro de 2021.

A Bruxa Teatro promove uma mostra de teatro no seu espaço, com uma programação focada na criação teatral contemporânea desenvolvida em território português, com companhias oriundas da Covilhã, Faro, Lisboa, Montemor-o-Novo, Setúbal e Sintra.

Procuramos trazer a Évora uma amostra diferenciada da produção nacional mais recente com destaque para a dramaturgia contemporânea, tanto portuguesa como internacional, diversificando, desde modo, a oferta artística desta região alentejana. Complementarmente, serão promovidas algumas oficinas de teatro.

Pretendemos através desta iniciativa dar visibilidade a diferentes companhias nacionais, não apenas dos grandes centros urbanos como também de regiões do interior do país e, ainda, apresentar ao público diferentes linguagens artísticas do teatro contemporâneo.

A programação desta edição de Évora TEATRO Fest organiza-se, por sua vez, em quatro eixos primordiais.

Em “A Coragem da Minha Mãe” de George Tabori e “A Paz Perpétua” de Juan Mayorga propõe-se um regresso às questões traumáticas levantadas pela Segunda Grande Guerra, cuja pertinência cada vez mais se afirma no contexto político e social do presente. De Fernando Arrabal, autor espanhol do teatro do absurdo, chega-nos “O Triciclo” onde se questiona a hierarquização da sociedade pela voz dos marginais por si gerados. Já em “Solitária” (espectáculo-performance com direcção artística de Amândio Anastácio) e “Confiando (Confinado)” de Rui Sousa explorar-se-á a temática da solidão e do isolamento, a partir do prisma da libertação de um tempo frenético que a solidão permite, abrindo um espaço para interrogações necessárias do sujeito a si mesmo. É ainda nesta linha de interrogação de si que Elmano Sancho nos apresenta “As Damas da Noite” onde desenvolve questões de identidade e de género através do conceito de transformismo. Por último, apresenta-se uma exploração da eterna temática do amor e da paixão em quatro diferentes criações e sob pontos de vista muito diferentes – “Romeu e Romeu” de João de Brito e Nuno Preto, “I’m So Excited” de Mário Coelho, “Paradjanov” com dramaturgia e direcção de Pati Domenech, e “A Voz Humana” de Jean Cocteau (este último desenvolvido numa simbiose entre teatro e rock).

Equipa ÉVORA TEATRO FEST

Direcção Artística: Figueira Cid
Direcção de Produção: Tiago da Camara Pereira
Produção Executiva: Joana Resende
Montagens técnicas: Henrique Martins e Duarte Banza
Apoio à comunicação: Joana Alves
Assistência Administrativa e Bilhética: Juliana Fonseca
Consultoria de Projectos: Margarida de Lopes Grilo
Secretariado: Juliana Fonseca

Produção: A Bruxa Teatro

Parceiros Institucionais: República Portuguesa – Ministério da Cultura
Co-produção: Câmara Municipal de Évora
Apoios: Diana FM | Direcção Regional de Cultura do Alentejo

Rua do Eborim | Espaço Celeiros | Évora
Reservas: 266 747 047 |  abruxateatro@gmail.com  

Programa

2 de Outubro
“Solitária” (Alma d’Arame, Montemor-o-Novo)

5 de Outubro
“Paradjanov” de Pati Domenech (Asta, Covilhã)

7 de Outubro
“A Paz Perpétua” de Juan Mayorga (Teatro-Estúdio Fontenova, Setúbal)

9 de Outubro
“Romeu e Romeu” de João de Brito e Nuno Preto (LAMA, Faro)

12 de Outubro
“A Voz Humana” de Jean Cocteau (Teatro do Eléctrico, Lisboa)

14 de Outubro
“Confiando (Confinado)” de Rui Sousa (Fio d’Azeite – Marionetas do Chão de Oliva, Sintra)

16 de Outubro
“As Damas da Noite” de Elmano Sancho (Loup Solitaire, Lisboa)

19 de Outubro
“I’m So Excited” de Mário Coelho

21 de Outubro
“O Triciclo” de Fernando Arrabal (DOIS, Lisboa)

23 de Outubro
“A Coragem da Minha Mãe” de George Tabori (Artistas Unidos, Lisboa)

2 de Outubro, Sábado, 21h30
Solitária

Sinopse
“Solitária” é a continuação dos espetáculos-performance que a Alma d’Arame desenvolve desde o início da sua actividade. Este espaço-laboratório, sempre aberto para a exploração e para dar resposta à necessidade de encontrar novas narrativas, começa a ser uma marca do nosso trabalho. Começámos cada um no seu espaço solitário. Por um lado, o espaço da narrativa, do teatro, da marioneta, do ser e do objecto e, por outro, o espaço da programação, da cinética, da multimédia. Partindo do espaço solitário e criativo de cada um, vimos nascer o espaço comum da criação. Todos temos e precisamos desse tempo connosco próprios. É nesse tempo que encontramos o espaço de cada um, que é só nosso, e onde podemos reviver memórias, esconder, pensar, sentir, registar. Aqui atingiremos estados próprios. É disso que se trata neste acto performativo. É neste espaço-laboratório que se desenrola este confronto solitário entre homem e máquina, entre real e virtual, e é este confronto que nos levará à experimentação e à procura de narrativas novas. O movimento cinético do corpo e como ele ocupa o espaço vazio irá construir essa narrativa visual e sonora.

Ficha artística e técnica
Direção Artística: Amândio Anastácio
Interpretação: Susana Nunes
Multimédia: Luís Grifu
Música: João Bastos
Marioneta: Raul Constante Pereira
Desenho de luz e espaço cénico: Amândio Anastácio
Operação de luz e montagem: António Costa
Produção executiva: Geovana Jardim
Fotografia: Inês Samina
Vídeo: Pedro Grenha
Produção: Alma d’Arame

5 de Outubro, 3ª feira, 21h30
Paradjanov

Sinopse
A beleza vai salvar o mundo…. Dizem que um homem não deve expor o seu amor em praça pública, EU, respondo o contrário – Não há nada melhor, mais puro e mais digno que se possa expor, do que o amor! Chamaram-me louco, degenerado… Negaram-me tudo, tudo! Dizem que sou um criminoso, pois guiaram-se apenas pelas aparências que fabricaram e pela deturpação dos meus sonhos… retalharam-me o corpo e a alma com os seus punhais de mentiras… A minha vingança é o amor. Conseguem ouvir-me? Ouvem-me bem? A minha vingança é o amor. Luzes. Câmara. Ação!

Ficha artística e técnica
Dramaturgia e Direcção: Pati Domenech
Assistente de Direcção: Rui Pires
Interpretação: Sérgio Novo, Maria do Carmo Teixeira (vídeo), Maria Vidal (vídeo) e Narine Grigoryan (vídeo).
Tradução: André Costa
Coordenação do projecto: Lilit Mnatsakanyan
Realização e Montagem Vídeo: João Morais Inácio
Diretor de Cena de Julieta: Gagik Madoyan
Coordenador do Equipamento de Gravação: Artur Asoyan
Coordenador de Gravação: Sergey Tovmasyan
Diretor de Iluminação: Vahe Terteryan
Câmara: Samvel Babasyan
Fotografia: Aureo Gomez e Viktorya Bagoyan
Responsável Técnico: Pedro Fonseca
Maquilhagem: Tamara Baroyan
Guarda Roupa: Paula Roca, São Bizarro, Syunetsi Fasion e Artyom Syunetsi
Projeto em Colaboração com o Festival Internacional de Teatro Armmono
Marianna Mkhitaryan_ Diretora
Figurantes: Fernando Jorge, Francisco Afonso, Jorge Luís, José Santarém e Mário Mendes
Apoio à Circulação: Fundação Calouste Gulbenkian
Coprodução: Abrego Teatro, La Teatrería, Festival Internacional Solo Tú
Apoios: Câmara Municipal da Covilhã, Instituto Português do Desporto e Juventude
Idiomas: Português, Espanhol e Arménio
Produção: ASTA
Duração: 65 minutos
Classificação etária: M/12

7 de Outubro, 5ª feira, 21h30
A Paz Perpétua

Sinopse
Hannah Arendt defendia na “Banalidade do Mal” que, em resultado da massificação da sociedade, se criou uma multidão incapaz de fazer julgamentos morais, razão porque aceitam e cumprem ordens sem questionar. “A Paz Perpétua” de Mayorga traz-nos novamente a essa realidade de Arendt, onde a Paz se constrói na falta de moralidade. Referindo-se o próprio título da obra de Mayorga ao ensaio filosófico de Kant que reflecte a eterna questão “será que os fins justificam todos os meios?”, deixa-nos a premissa de uma reflexão demasiado actual: onde é que as medidas de segurança acabam e onde é que começa o terrorismo? O autor espanhol oferece-nos uma metáfora à ameaça terrorista global, três cães a competir por um lugar num corpo de elite de combate antiterrorista. Com o humor, por vezes negro, mas de um requinte de quem explora mais as suas dúvidas do que certezas, o autor ao dar às suas personagens a forma de animais, pode explorar ideias e conceitos que de tão brutais seriam inconcebíveis sair da boca de um ser humano, o que permite alargar a fronteira catártica desta sua metáfora.

Ficha artística e técnica
Encenação: José Maria Dias
Assistência de Encenação: Graziela Dias
Tradução: Luísa Monteiro
Interpretação: Carlos Pereira, Fábio Nóbrega Vaz, Graziela Dias, Patrícia Paixão e Sara Túbio Costa
Apoio à Fisicalidade: Ricardo Gaete
Coreografia Cenas de Luta: Carlos Pereira e Eduardo Dias
Cenografia: José Manuel Castanheira
Figurinos: Lucília Telmo
Sonoplastia: Emídio Buchinho
Temas: “Beyond”, “Game Over”, “Corrupt By Design”, “Violence Machine” e “Unto the Frost”
Imagem e Design de Comunicação: Flávia Rodrigues Piątkiewicz
Fotografia, Vídeo e Técnica: Leonardo Silva
Fotografia: Helena Tomás
Produção Executiva e Comunicação: Graziela Dias e Patrícia Paixão
Apoio à Produção e Comunicação: Tomás Barão
Agradecimentos: Sara Batista
Estrutura Financiada por: República Portuguesa – Direção-Geral das Artes e Município de Setúbal
Aviso: Este espectáculo utiliza luz estroboscópica.
Duração: 80 min.
Classificação Etária: M/12

9 de Outubro, Sábado, 21h30
Romeu e Romeu

Sinopse
O que matou o amor? Esta é a primeira pergunta do espectáculo. Uma pergunta que se veste de conferência. Uma conferência que não o é, porque o amor é muito mais que palavras como resposta. Partindo de uma ideia de amor de Shakespeare na sua obra primordial, “Romeu e Julieta”, Romeu e Romeu é um lugar de provocação, de provocações sobre a inevitabilidade. Parece uma palavra fatal, assim como o destino de Julieta e Romeu, mas, se esta fatalidade não existisse, provavelmente estaríamos a falar de outros dois nomes, porque é inevitável um destino destes para que ele seja recordado. Ou não?

Ficha artística e técnica
Criação e Interpretação: João de Brito e Nuno Preto
Texto: Nuno Preto e João de Brito
Criação de conteúdos vídeo e fotografias de cena: João Catarino
Direcção técnica e desenho de luz: Carlos Arroja
Música: Nuno Preto
Construção de cenografia: Tó Quintas
Aconselhamento artístico: António Durões, Leonor Keil, Pedro Gil e Valter Lobo
Co-produção: LAMA Teatro, Cine-Teatro Louletano, Teatro das Figuras e Teatro Municipal de Vila Real
Apoio: Munícipio de Faro, Algarve Informativo e RUA – Rádio Universitária do Algarve

12 de Outubro, 3ª feira, 21h30
A Voz Humana

Sinopse
Um espectáculo de teatro como um concerto de rock, que desequilibra o emblemático texto de Jean Cocteau, um monólogo em que uma mulher fala ao telefone com o seu amante, que nunca ouvimos. No dia seguinte, ele irá casar-se com outra mulher. A chamada cai algumas vezes e a conversa é interrompida nos momentos de maior vertigem. No que é uma aparente banalidade doméstica, testemunhamos uma verdadeira “mise en abîme” desta mulher abandonada pelo seu companheiro. Uma actriz, um microfone num tripé e uma guitarra. Uma voz que fala, que grita, chora, geme, sussura e esvai-se. A voz canta simultaneamente o inconformismo e a resignação, a revolta, o desespero e a fragilidade, num grito abafado de uma pessoa que luta para não se afogar. “Cartas de Amor” é um podcast do espetáculo “A Voz Humana”, a partir de Jean Cocteau. Este podcast é uma porta de entrada para o universo da peça, onde se partilham canções e excertos de cartas de amor anónimas, que integram o processo criativo do espectáculo.

Ficha artística e técnica
Texto: Jean Cocteau
Encenação: Patrícia Andrade e David Pereira Bastos
Interpretação: Patrícia Andrade
Música: Fernando Matias e Patrícia Andrade
Sonoplastia: Fernando Matias
Vídeo: Bruno Simão
Desenho de Luz: Ivo Vieira
Fotografias: Alípio Padilha
Assistência de encenação e apoio vocal: Rita Carolina Silva
Produção executiva e Comunicação TdE: Mafalda Simões
Co-Produção: Cine-Teatro Louletano e Teatro do Eléctrico

14 de Outubro, 5ª feira, 21h30
Confiando (Confinado)

Sinopse
Texto para peça de teatro de actor e marionetas. O solista acumula também a função de manipulador de várias marionetas. É uma história composta de pequenas histórias, referentes ao personagem principal (actor e manipulador) de nome Vicente. Estas crónicas da vida do protagonista são viagens no tempo, formando uma linha cronológica um pouco desalinhada, mas remetendo a toda uma poesia visual de memórias aleatórias de uma vida tranquila. Uma história onde a saudade é lembrada, e o passado é saudavelmente revisitado em memória (nunca lembrado com tristeza de não o poder ser revivido). Alguns momentos desta criação envolvem silêncio de texto, sobressaindo a musicalidade com manipulação de marionetas em simultâneo, privilegiando o gesto musicado, levando os variados públicos a interpretarem as cenas através da poética da luz, da manipulação, do ritmo. O título ‘Confiando’ em oposição ao subtítulo ‘Confinado’ proporciona uma viagem entre sentimentos, revoltas, suspiros, sorrisos, entre outros surtos de abalo e esperança.

Ficha artística e técnica
Autor: Rui Sousa
Encenação e interpretação: Nuno Correia Pinto
Assistência de Encenação: Paula Pedregal
Marionetas: Jorge Cerqueira
Desenho de Luz e Sonoplastia: Marco Lopes
Operador Luz e Som: Luiz Quaresma
Direcção de Produção: Nuno Correia Pinto
Secretária de Direcção e Produção: Cristina Costa
Produção Executiva: Catarina Sobra
Produção: Fio d’Azeite – Marionetas do Chão de Oliva

16 de Outubro, Sábado, 21h30
Damas da Noite

Sinopse
Elmano Sancho evoca a conflituosa reviravolta de expectativas em torno do seu nascimento para levantar o véu de “Damas da Noite”. Os pais esperavam uma menina, de nome já destinado, Cléopâtre, mas nasceu um menino. O encenador pretende assim dar vida a esse outro desejado de si mesmo, como se este fosse uma espécie de duplo e existisse uma realidade paralela que “Damas da Noite” encena. Para erguer essa figura ficcionada chamada Cléopâtre, Elmano Sancho imergiu no mundo fascinante e provocador do transformismo. Nesse jogo de relações, aposta-se a identidade como matéria fluída, “rimbaudiana”, revelando o outro que somos, o estrangeiro que albergamos.

Ficha artística e técnica
Texto e Encenação: Elmano Sancho
Interpretação: Dennis Correia aka Lexa Black, Elmano Sancho, Pedro Simões aka Filha da Mãe e Marie
Desenho de Luz: Alexandre Coelho
Assistência de Encenação: Paulo Lage
Cenografia: Samantha Silva
Produção Executiva: Nuno Pratas
Co-produção: TNDM II, Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, Culturproject, Loup Solitaire, TNSJ

19 de Outubro, 3ª feira, 21h30
I’m So Excited

Sinopse
I’M SO EXCITED assume-se como um objecto íntimo, duro, cru. E marcadamente pop, melodramático e moderno. Procura-se trabalhar a ideia de fim de relação, de destruição de dois corpos que se amam ou amaram ou apreciaram a ideia de se amarem, inseridos num cenário de festa, de aniversário de um dos intervenientes. Estes dois corpos, num estado de ruptura um para com o outro, propõem-se a uma noite de destruição, de abandono, de esquecimento e de morte. Num jogo constante de perversão e provocação, corpo imóvel e corpo 2 (como que figuras espelho de Hipólito e Fedra) permitem-se ser peças de um jogo constante, de um ajuste de contas. Essa “luta” caminha até um sítio de vingança, onde um dos corpos terá de se esquecer e (auto) destruir-se totalmente, de forma a atingir uma certa purificação e perdão. É essa purificação o estado que se procura atingir: a busca de um amor quase dependente e total – sendo essa entrega total uma condição impossível falando nós de humanos, e de máquinas individuais. E o que é isto de se ser puro? Ou limpo dos pecados do mundo? Ou um amor perfeito e incondicional? No fundo, é tudo sobre amor. São reconstruídas cenas de cinema e de teatro; comentam-se e encenam-se cenas de um passado daquela relação; cantam-se músicas de amor; são feitas confissões da privacidade não só de cada um, mas da relação que ambos tiveram (ou não, visto que tudo isto pode tratar-se somente de um ensaio de teatro); dança-se… E procura-se um recomeço, mais uma tentativa de encontrarem um certo “viveram felizes para sempre”. Esta história de “Boy Meets Girl & Girl Meets Boy”, ou melhor, Corpo Imóvel e Corpo 2, quase que poderia ser retomada todos os anos… num dia de aniversário, aquelas duas figuras, o Encenador e a Actriz, Ele e Ela, encontram-se e tentam… algo! Algo que justifique tanto ódio e tanto amor. Quase como aqueles casais que parecem estar sempre a terminar e sempre a regressar a uma relação… como a Julie Delpy e o Ethan Hawke… como a Anna Karina e o Jean-Claude Brialy… como a Buffy e o Angel… como aquelas sagas de cinema que nunca acabam…

Ficha artística e técnica
Criação e Desenho de Luz: Mário Coelho
Interpretação: Mário Coelho e Rita Rocha Silva
Fotografia: Alípio Padilha

21 de Outubro, 5ª feira, 21h30
O Triciclo

Sinopse
Escrita entre 1952 e 1953, “O Triciclo” é uma das peças mais emblemáticas de Fernando Arrabal. Um grupo de marginais (Climando, Apal, Mita e o Velho da Flauta) tentam sobreviver numa sociedade desigual, hierarquizada, moral e politicamente opressiva. Incapazes de se adaptar, vivem numa realidade destituída de qualquer moralidade e racionalidade. “O Triciclo” é um jogo de sobrevivência mas também de procura de felicidade. Humor, inocência, crueldade, poesia e, inevitavelmente, a morte.

Ficha artística e técnica
Texto: Fernando Arrabal
Encenação, Tradução e Espaço Cénico: Ivo Alexandre
Interpretação: Anabela Faustino, João Reixa, Marques D’Arede, Alheli Guerrero e Ivo Alexandre
Desenho de Luz: Manuel Abrantes
Figurinos: Alheli Guerrero
Gestão: Tiago da Câmara Pereira
Co-produção: DOIS, Chão de Oliva, Cine-Teatro Avenida, Teatro Municipal de Vila Real, Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, Theatro Circo

23 de Outubro, Sábado, 21h30
A Coragem da Minha Mãe

Sinopse
A improvável salvação da mãe de Tabori, por ele contada, aquando da deportação de 4.000 judeus de Budapeste para Auschwitz em Julho de 1944. Em 1979 estreia “A Coragem da Minha Mãe”, a resposta subversiva de Tabori à aplaudida “Mãe Coragem” de Brecht. Originalmente um conto, esta peça é uma homenagem à sua mãe e está impregnada de doçura e lirismo, honrando uma mulher que conseguiu invocar a sua coragem inesperadamente, salvando-se do inferno. Tendo como ponto de partida a história real da sua mãe, Tabori relata como Elsa, com cinquenta e cinco anos, sendo presa em Budapeste no Verão de 1944 e deportada com quatro mil judeus, consegue salvar-se afirmando que a sua prisão é ilegal. Em vez de seguir para Auschwitz, Elsa dá por si num comboio de regresso a Budapeste. Em “A Coragem da Minha Mãe”, não faltam pormenores cómicos, de sugestão surreal, muitas vezes em tom de farsa. Na verdade, os textos de Tabori fazem rir, ou pelo menos, repetidamente, sorrir. Aquilo a que Tabori chama vagamente a sua abordagem dialéctica é um teatro que promove a subversão, interpolação, fragmentação e inversão de expectativas, é evidente no texto e na produção de “A Coragem da Minha Mãe”. Tabori apresenta ao público o que poderia chamar-se uma paródia de um conto de fadas dos tempos modernos.

Ficha artística e técnica
Texto: George Tabori
Tradução: António Carlos Conde
Interpretação: Pedro Carraca, Antónia Terrinha, Hélder Braz
Vozes: Carla Bolito, Américo Silva, Pedro Caeiro, António Simão, João Meireles, Tiago Matias, Nuno Gonçalo Rodrigues e Jorge Silva Melo
Cenografia e Figurinos: Rita Lopes Alves
Luz: Pedro Domingos
Som: André Pires
Encenação Jorge Silva Melo
Produção: Artistas Unidos

Fonte: Nota de Imprensa / A Bruxa Teatro

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