Foi no dia 22 de abril que a Escola de Saúde e Desenvolvimento Humano (ESDH) da Universidade de Évora (UÉ) assinalou o seu terceiro aniversário, com uma sessão no Auditório do Colégio do Espírito Santo.

Na cerimónia, um dos temas “em cima da mesa” foi o processo que tem sido desenvolvido para a abertura de um curso de Medicina na academia alentejana, bem como a importância de ser construída uma nova escola de saúde.

À margem do evento, Hermínia Vasconcelos Vilar, reitora da UÉ, salientou que “a ESDH é a mais jovem unidade orgânica da nossa universidade, mas, na verdade, reúne professores e formações que já vinham de antes e aos quais se juntaram novas formações de 1.º e 2.º ciclo”.

Na sua opinião, “corresponde a uma área de investimento que a universidade tem no seu plano estratégico”, sublinhando que “consolidar a área da saúde e do desenvolvimento humano é um projeto inovador e ambicioso porque, ao contrário de outras visões mais tradicionais, une diferentes áreas científicas”.

A reitora reforçou ainda que “é um projeto inovador e ambicioso que queremos ver consolidado, por isso, também estamos a fazer esse esforço para a construção da nova escola de saúde, que esperamos que venha a ser uma realidade junto ao novo hospital”.

A par disso, reiterou que, “quando falamos de saúde, falamos também da questão da Medicina”, lembrando que “é um processo que estamos a iniciar e que sabemos que não vai ser fácil porque obviamente é uma área muito exigente”.

Não obstante, Hermínia Vasconcelos Vilar afirmou que “temos esperança que num futuro próximo possamos também disponibilizar essa oferta que vem completar este investimento que a UÉ tem feito”.

Também em declarações aos jornalistas, Armando Raimundo, diretor da ESDH da UÉ, frisou que “somos uma escola nova e temos tido ao longo destes três anos muitos desafios, nomeadamente aquilo que é a oportunidade de podermos oferecer formações ajustadas às necessidades da região, entre as quais aquelas que já existiam, o Desporto e a Psicomotricidade”.

A par disso, destacou que, “ao longo destes anos, conseguimos a criação do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas e a Licenciatura em Ciências Biomédicas, mas há aqui sem dúvida uma janela de oportunidade, que é a criação do Mestrado Integrado em Medicina”, constatando que, “para isso, temos muitos desafios pela frente”.

Segundo o mesmo responsável, “o primeiro desafio, que foi a submissão do curso para avaliação pela A3ES, já foi cumprido pela nossa instituição”, adiantando que “agora ficamos a aguardar a resposta e depois a criação das condições para que efetivamente todas as formações da nossa escola possam ocorrer”.

Evidenciou ainda que “um grande desafio que temos nos próximos anos será a construção da nova escola nos terrenos ao lado do novo Hospital Central do Alentejo”.

Outro dos pontos que realçou prende-se com o facto “destas formações não se fazerem sem recursos humanos e, como é lógico, nos próximos anos teremos de aumentar aquilo que são os recursos humanos da nossa escola, inclusive na contratação de docentes para essas áreas novas, nomeadamente da Medicina”.

A esse respeito, Armando Raimundo apontou também “a importância de criar condições de estabelecimento de protocolos com os hospitais através do Centro Académico Clínico para que os médicos especialistas que residem nos hospitais possam também incorporar o nosso corpo docente naquilo que será a orientação dos futuros alunos que quiserem seguir as várias especialidades para a Medicina”.

Concluiu ainda que “o nosso objetivo é envolver cada vez mais toda a comunidade da região, e a nível nacional, para que possamos oferecer em condições esta e outras formações”.

Texto: Redação DS / Marina Pardal
Fotos: DS

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