João Ribeiro, alumni do programa de mestrado de Engenharia Florestal da Universidade de Évora e atualmente técnico superior do Instituto de Ciências da Terra (ICT) da UÉ, a desenvolver atividades com a equipa de Ciências Florestais EcoDendro, venceu o Prémio Excelência na Academia – Florestal, conferido pela Ordem dos Engenheiros da Região Sul.

O prémio é atribuído ao melhor estudante de mestrado/ mestrado integrado e de licenciatura registado na Ordem dos Engenheiros da Região Sul. No caso de João Ribeiro, que venceu na categoria “Engenharia Florestal”, este reconhecimento deveu-se ao trabalho desenvolvido na dissertação de mestrado focada na construção de um modelo espacial diacrónico explicativo da mortalidade de sobreiro. “A qualidade dos dados obtidos e resultados correspondentes que se refletiu na qualidade do trabalho efetuado, bem como o apoio de toda a equipa EcoDendro, com quem tenho trabalhado no meu percurso na Universidade de Évora, foi o que me permitiu alcançar esta distinção”, explica João Ribeiro.

Destaca ainda o importante contributo do conhecimento adquirido ao longo de todo o seu percurso académico na Universidade de Évora. “Desde o início da minha carreira na Universidade de Évora, bem como do Mestrado em Engenharia Florestal: sistemas mediterrâneos (ambos em 2017), tive oportunidade de adquirir conhecimento de elevada qualidade, nas mais variadas áreas, nomeadamente nas relacionadas com os sistemas florestais e agro-silvo-pastoris, aprendendo com muitos dos seus profissionais, tanto professores como colegas, em ambos os contextos de trabalho e aula, refletindo-se de forma muito positiva nas notas alcançadas tanto no percurso curricular como na tese final”, concluiu.

No seu trabalho, orientado por Nuno Ribeiro, docente do Departamento de Fitotecnia da UÉ, e por Constança Camilo-Alves, investigadora do Instituto Mediterrâneo para Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento (MED) da UÉ, identificou a importância da manutenção de grau de coberto florestal superior a 40% para a resiliência da floresta às alterações climáticas. Para Constança Camilo-Alves “destaca-se o aproveitamento de excelência do João tanto na parte curricular como na dissertação, tendo sido a constância no aproveitamento que lhe permitiu esta distinção. Também realço a qualidade da dissertação onde, com a sua abordagem, foi capaz de identificar um fator relevante para a resiliência da floresta às alterações climáticas. Evidencio ainda que o João era trabalhador-estudante, estando envolvido em projetos de investigação paralelos à realização da tese que exigiam muito trabalho de campo; com a sua determinação e resiliência foi capaz não só de conciliar o trabalho com os estudos, mas de garantir bom aproveitamento nas unidades curriculares e realizar uma dissertação de excelência”.

A entrega dos Prémios Excelência na Academia decorreu no dia 16 de abril, no Auditório da Ordem dos Engenheiros – Região Sul, em Lisboa, onde foram reconhecidos vencedores das 12 especialidades de Engenharia premiadas: Agronómica, Ambiente, Civil, Eletrónica, Florestal, Geográfica, Geológica e Minas, Informática, Materiais, Mecânica, Naval, Química e Biologia.

Fonte: Nota de Imprensa / Universidade de Évora

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