O Museu da Luz, localizado na Aldeia da Luz, em Mourão, vai inaugurar a exposição Paradeisos, de Henrique Vieira Ribeiro, no próximo dia 19 de março, pelas 16 horas.

O autor baseia-se na teoria de Hegel que, segundo Tomás Maia, diz que Paradeisos terá sido a primeira tradução grega para Éden e que este compreenderia um recinto fechado contendo árvores de todas as espécies e animais.

É com base nesta premissa que o projeto Paradeisos tem origem.

Composto pela presença de cadáveres de árvores cujo crescimento é manipulado pelo Homem, vulgarmente designadas por bonsais, é uma prática que evidencia a persistência do iluminismo enquanto ideologia nem sempre consciencializada, enquadrando-se este projeto numa linha de questionamento acerca da condição humana, nomeadamente na definição de (S)ser Humano, assim como da forma como este se relaciona com o que o rodeia.

O espaço expositivo tornar-se-á num site specific, ou seja, a obra é criada de acordo com o ambiente e com o espaço, sendo um lugar onde as árvores – mortas – se tornam no elemento central, complementadas pelo som auroral.

A Exposição “Paradeisos” pode ser visitada até dia 16 de junho de 2024.

O Museu da Luz integra a Rede Portuguesa de Museus e está aberto de terça a domingo.

Nota:

Henrique Vieira Ribeiro, é mestre em Arte Multimédia, vertente de Audiovisuais, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, e licenciado em Arte Multimédia, vertente de Fotografia, pela mesma instituição. Docente convidado na Escola Superior de Arte e Design – Caldas da Rainha (2015/2016 e 2016/2017) nas disciplinas de fotografia, projeto audiovisual e multimédia e desenho digital.

Participa em 2017 na residência artística ResArt Marvão.

A partir de 2018 desenvolve um programa de artes plásticas e de multimédia e audiovisuais dirigido a alunos dos 2º e 3º ciclos, inserido num plano promovido pela Junta de Freguesia de Belém.

Na prática autoral, as suas inquietações têm como origem aspetos relacionados com a condição humana, nomeadamente a reflexão acerca da necessidade/desejo de transcendência do ser humano.

Representado em várias coleções particulares e/ou instituições nomeadamente: Museu do Combatente, Galeria Artur Bual, Associação 25 de Abril, Biblioteca FCT-Nova, Fundação Portuguesa das Comunicações, Coleção Raquel e José Delgado Martins, Coleção Figueiredo Ribeiro – Quartel da Arte Contemporânea de Abrantes, e MNAC – Museu Nacional de Arte Contemporânea.

Fonte: Nota de Imprensa / EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva, S.A.

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