Promover o “encontro” entre a oferta e a procura a nível de emprego na área do turismo e da hotelaria foi um dos principais objetivos do certame que decorreu na Arena d’Évora, na passada terça-feira.

Tratou-se da primeira Bolsa de Empregabilidade realizada no Alentejo, uma iniciativa que já acontece noutros pontos do país há vários anos.

O certame realizado em Évora foi organizado pelo Fórum Turismo e contou com a parceria da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, Câmara de Évora e delegação do Alentejo do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Em declarações aos jornalistas, António Marto, presidente da Associação Fórum Turismo, destacou que “chegámos ao Alentejo praticamente oito anos depois da primeira Bolsa de Empregabilidade, que aconteceu em Lisboa em 2016”.

Acrescentou que “neste dia 20 de fevereiro chegámos ao Alentejo e chegámos muito bem, já com um histórico de passado trilhado e já com o evento desenvolvido”.

Segundo o mesmo responsável, que é o fundador da Bolsa de Empregabilidade, “foram necessários muitos anos para conseguirmos estar a apresentar o melhor projeto que temos para dar”.

Adiantou que “contámos com a presença de 56 empresas e, em termos de público, tivemos a inscrição de 250 estudantes, provenientes das várias zonas do Alentejo, para além de cerca de 600 pessoas inscritas de diferentes idades, desde desempregados a empregados no setor do turismo ou em outros setores de atividade”.

Assumindo logo na abertura que “para mim já está a ser um sucesso”, António Marto explicou que “aquilo que se pretende são oportunidades reais de emprego, estágios ou saídas profissionais”.

Disse ainda que “nestas bolsas o objetivo é que cada empresa traga o seu diretor de recursos de humanos”, afirmando que “cerca de 80 por cento da atividade que aconteceu aqui foi este ‘match’ entre candidatos e empregadores”.

Também à margem do evento, o presidente da ERT do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos, realçou que “foi a primeira vez que a Bolsa de Empregabilidade se realizou no Alentejo e esperamos que seja a primeira de muitas”.

A esse respeito, disse esperar que “seja também o início de um ciclo de bolsas que queremos realizar noutras zonas do Alentejo e cobrindo algumas áreas e temáticas específicas”.

Na sua opinião, “tivemos um excelente início, que podemos constatar pelo ambiente criado aqui na Arena d’Évora”, reiterando que, “pela própria filosofia da bolsa, nem todas as empresas presentes eram da região, mas dois terços estão sediadas no Alentejo ou têm interesses imediatos na contratação de colaboradores”.

Quanto ao público, José Santos destacou que “tivemos a presença de pessoas em situação de desemprego e de outras que pretendem melhorar ou diversificar a sua atividade profissional, bem como alunos de diferentes cursos que viram também aqui uma oportunidade para conseguir uma colocação ao nível de um estágio profissional, por exemplo”.

Na sua perspetiva, “foi um bom dia para o turismo do Alentejo, com a expectativa de que no final possamos ter alguns contratos de trabalho celebrados ou preparados para que de facto esta iniciativa tenha resultados”.

Já Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara de Évora, evidenciou que “foi uma primeira experiência, que apraz registar ter tido uma adesão muito significativa, quer das empresas, quer de quem procura trabalho”.

Para o autarca, “é necessário ter espaços onde quem procura trabalho e quem oferece trabalho possa encontrar-se e esta primeira Bolsa de Empregabilidade teve o objetivo de juntar essas duas componentes, neste caso na área do turismo”.

Sublinhou ainda que “permitiu dizer que temos condições para oferecer emprego em Évora e no Alentejo e esperamos, naturalmente, que este seja um emprego digno e que permita uma estabilidade, quer para manter os jovens na região, quer para atrair profissionais de outros locais”.

Por fim, Arnaldo Frade, delegado regional do Alentejo do IEFP, garantiu que “este evento tem uma importância grande e foi por isso mesmo que o Instituto se associou a esta iniciativa”.

Afiançou que “no IEFP trabalhamos todos os dias para ajudar as pessoas que estão numa situação de desemprego, procurando fazer uma aproximação entre a oferta e a procura”.

O mesmo responsável esclareceu que “fazemos isso de forma direta quando as pessoas têm competências adequadas aos postos de trabalho vagos, mas quando não é assim temos a formação profissional para ajudar a capacitar as pessoas para que fiquem com as competências necessárias”.

Não obstante, considerou que “termos uma feira como esta é um acréscimo no sentido de podermos potenciar esse ‘matching’ entre a oferta e a procura”, constatando que “convidámos 900 dos nossos inscritos a visitarem esta feira, para se aperceberem ‘in loco’ das ofertas e das oportunidades que existem e estamos em crer que está a resultar”.

Pode ver a reportagem vídeo no seguinte link:
https://www.youtube.com/watch?v=LzJmBbXaRzw

Texto: Redação DS / Marina Pardal
Fotos: DS

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