“É uma obra coletiva de 12 mulheres a escreverem sobre outras 12 mulheres”. É assim que Luísa Bernardes, coautora do Livro “Mulheres Incomuns”, descreveu esta obra apresentada em Évora no dia 6 deste mês.

A sessão decorreu no Auditório do Centro de Inovação Social, da Fundação Eugénio de Almeida (FEA), contando com a presença de algumas das coautoras e das retratadas.

Segundo a nota de imprensa enviada ao Diário do Sul, “este livro fala sobre a liderança no feminino e tem por base dar a conhecer casos de sucesso, para que outras mulheres tenham referências e se possam inspirar de modo a acreditarem que é possível ser mulher, mãe e empreendedora”.

A apresentação da obra em Évora contou com uma mesa redonda composta por várias intervenientes, nomeadamente Vera Margarida Cunha, coautora do livro “Mulheres Incomuns”; Rita Nabeiro, CEO da Adega Mayor e administradora executiva do Grupo Nabeiro; Vanda Narciso, coautora do livro “Mulheres Incomuns”; Paula Paulino, diretora executiva do Núcleo Empresarial da Região de Évora; ou Maria do Céu Ramos, secretária-geral da FEA.

De salientar que a sessão na cidade alentejana foi dedicada a Rita Nabeiro, uma das mulheres em destaque neste livro.

Em declarações à comunicação social, Luísa Bernardes explicou que “este livro fala de 12 percursos de mulheres que se destacam na sociedade portuguesa nas mais diversas áreas de atuação, desde jornalismo, em grandes empresas, política, investigação ou economia social, por exemplo”.

Acrescentou que “no fundo são percursos de vida que estão descritos pelo olhar de outra mulher”, especificando que “cada mulher é retratada por outra mulher que aceitou o desafio de olhar para o percurso daquela mulher tão inspiradora, de aprender com ele e de partilhá-lo num artigo para inspirar também a sociedade portuguesa e as pessoas que queiram seguir estes exemplos”.

Quanto à ideia de criar esta obra, a mesma coautora realçou que “eu, a Susana Castanheira e a Vera Margarida Cunha já trabalhámos em alguns projetos em conjunto e percebemos que tínhamos a questão da igualdade de género, das mulheres e do poder do feminino em comum, pelo que unimos esforços e decidimos criar a Comunidade Mulheres Incomuns”.

Salientou que “o objetivo é celebrar o sucesso no feminino e a comunidade é aberta a todos, homens e mulheres, surgindo também a ideia de criar este livro sobre mulheres portuguesas inspiradoras e que são referência na sua área de atuação”.

No que diz respeito à escolha de Évora para trazer esta apresentação, Luísa Bernardes adiantou que “uma das mulheres retratadas é Rita Nabeiro, com uma tradição familiar ligada ao Alentejo, e como a autora que escreveu sobre ela é a Vanda Narciso, que vive em Évora há muitos anos, achámos muito interessante desafiar a FEA para acolher esta sessão, inclusive olhando para a família Nabeiro e a ligação que tem ao território alentejano”.

Para Maria do Céu Ramos, “acolher a apresentação deste livro tem um significado muito particular que é o do acolhimento”, constatando que “a única coisa que a FEA fez foi abrir as suas portas”.

De acordo com a secretária-geral da FEA, “às vezes, este pequeno gesto de acolher pode agregar muita gente e pode ter um alcance muito grande e, por isso, este gesto simples de recebermos o lançamento em Évora do livro ‘Mulheres Incomuns’ acrescenta à celebração dos 60 anos da FEA esta sensibilidade e esta visão que enriquece e, ao mesmo tempo, corporiza os valores da Fundação”.

Também em declarações aos jornalistas, Rita Nabeiro admitiu que “ser uma das mulheres retratadas neste livro foi uma surpresa, mas recebo-o com gratidão e até com orgulho, por poder estar entre as mulheres fantásticas que constam nesta obra”.

Na sua opinião, “o livro também tem a capacidade de não se fechar só nos grandes centros urbanos, mas poder percorrer o nosso país e trazer pessoas de vários locais, podendo de alguma maneira partilharem-se estas histórias”.

Rita Nabeiro considerou também que “esta tarde que vivemos na FEA foi inspiradora e muito rica de conhecimento de partilha”, reiterando que “ainda há um caminho longo a percorrer e ainda estamos longe de alcançar essa igualdade, pelo que continua a ser importante falar sobre estes temas”.

Pode ver a reportagem vídeo no seguinte link:
https://www.youtube.com/watch?v=blZYoy2Bcx8&t=6s

Texto: Redação DS / Marina Pardal
Fotos: DS

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