Já foi apresentada a programação cultural de 2024 da Fundação Eugénio de Almeida (FEA), que aposta em exposições individuais e coletivas, incluindo ainda parcerias com o outro lado da fronteira.

Ao longo deste ano, a programação do Centro de Arte e Cultura, em Évora, tem como mote “a liberdade e a esperança”.

Citada na nota de imprensa enviada ao Diário do Sul, Maria do Céu Ramos, secretária-geral da FEA, adiantou que “num contexto de grande incerteza e inúmeros desafios à escala global, a programação do Centro de Arte e Cultura foi pensada sob o duplo signo da liberdade e da esperança”, sublinhando que “são valores essenciais que se celebram em 2024, no país e na Fundação, e que também se constroem através da arte, da cultura e do livre pensamento”.

Recorde-se que em 2024, assinalam-se os 50 anos do 25 de Abril, ao mesmo tempo que se comemoram as seis décadas de existência da FEA.

Maria do Céu Ramos destacou que, “em linha com os valores e missão da FEA, esta plataforma curatorial criou uma programação que dá especial atenção aos desafios societais do presente, à conjuntura nacional e internacional, em sintonia com os movimentos e tendências estético-artísticas atuais, aprofundando a dimensão e posicionamento internacional da programação”.

No mesmo documento é referido que “a FEA contou com a colaboração de um conjunto de reputados curadores, pensadores e investigadores que, numa plataforma colaborativa, desenharam uma programação emblemática e de elevado valor cultural”.

É ainda realçado que “inclui exposições individuais e coletivas de artistas nacionais e internacionais, de caráter multidisciplinar, bem como programas pedagógicos, debates e iniciativas transfronteiriças”.

Nesse âmbito, é também recordado que “a FEA é membro da comissão executiva de Évora 27 – Capital Europeia da Cultura”, reforçando assim “a importância do investimento na cultura como vetor essencial para o desenvolvimento social e económico de Évora e da região.

Exposição “Metade dos Minutos” da cenógrafa e artista Ângela dos Santos Rocha. 3 de Fevereiro de 2024 Fundação Eugénio de Almeida, Évora TOMÁS SILVA

Quanto à programação do Centro de Arte e Cultura para este ano, já foi inaugurada a primeira exposição, no dia 3 deste mês. Trata-se de “Metade dos Minutos”, uma instalação artística imersiva desenvolvida pela artista Ângela Rocha, que está patente na Sala do Tribunal da Inquisição, até 7 de abril.

Segundo a FEA, “através desta instalação-labirinto, e sob o comissariado da Direção-Geral das Artes, Ângela Rocha representou oficialmente Portugal, em 2023, na 15.ª Quadrienal de Praga (PQ23), uma das mais importantes mostras internacionais nas áreas do design de cena, cenografia e arquitetura teatral”, tendo como mote “a sua visão de futuro pós-pandemia”. Nesta mesma exposição, a artista apresenta também “Mirabolante”, uma instalação artística interativa.

Para 16 de março, está prevista a inauguração da exposição de fotografias de Alfredo Cunha, intitulada “O tempo de todas as perguntas” e que ficará patente até outubro no piso 2 do centro.

De acordo com a FEA, “a exposição individual do fotojornalista Alfredo Cunha apresenta um conjunto de 40 imagens, algumas delas inéditas, resgatadas do seu arquivo pessoal da década de 1970 e que nos oferecem um verdadeiro retrato social do país à época, obrigando-nos questionar o caminho percorrido nas últimas cinco décadas”.

Lá para meio do ano, a 22 de junho, o piso 1 do Centro de Arte e Cultura irá acolher a exposição coletiva “A liberdade e só a liberdade”, onde ficará até 10 de novembro.

A mesma fonte revelou que “é uma exposição coletiva que reúne e apresenta o trabalho de 12 artistas contemporâneos portugueses, todos eles nascidos a partir da década de 1970, através de uma abordagem multidisciplinar”.

Com inauguração prevista para 24 de novembro, o Centro de Arte e Cultura propõe a exposição individual “Ateliê Ana Vidigal”, também no piso 1.

“Nesta retrospetiva inédita, reúne-se um impressionante conjunto de obras, abrangendo

quatro décadas de produção artística, que oferecem ao público a oportunidade de

mergulhar na evolução criativa da artista ao longo desse período”, descreveu a FEA.

A mesma fonte evidenciou ainda “a exposição ‘Aprended, mortales, a buscar las cosas del cielo’, de Mariajose Gallardo, e que resulta de uma colaboração transfronteiriça com MEIAC”. A inauguração será a 13 de julho, ficando esta mostra na Sala Rostrum.

Ainda neste âmbito, é realçada a “’Mostra Espanha’, uma bienal de arte e cultura espanhola que se desenvolverá, em simultâneo, nas cidades de Évora, Porto, Lisboa e Coimbra”, explicou a FEA, apontando a data de inauguração para 20 de outubro.

Texto: Redação DS / Marina Pardal
Foto: FEA

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