A Universidade de Évora (UÉ) já tem hasteada a bandeira de certificação do Sistema de Gestão da Conciliação entre a Vida Profissional, Familiar e Pessoal. A cerimónia decorreu na passada quarta-feira, no Colégio do Espírito Santo da academia alentejana.

Em nota de imprensa, é recordado que “a UÉ obteve em 2023 a certificação deste sistema pela Associação Portuguesa de Certificação (APCER), através da Norma Portuguesa 4552:2022”.

A mesma fonte explicou que tal resultou “de um conjunto de medidas que a UÉ se encontra a implementar com vista a promover a conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal dos seus trabalhadores”.

A academia destacou também que “na sequência deste compromisso foi criado o CONCILIA.UE, com o objetivo de desenvolver uma cultura que favoreça o bem-estar organizacional e o nível de satisfação dos/as trabalhadores/as”.

A par disso, pretende “investir nas competências técnicas e comportamentais de modo a promover a autonomia, a satisfação e o desenvolvimento pessoal e profissional, procurando ainda atrair talento para a instituição e aumentar as taxas de retenção dos/as trabalhadores/as”.

Segundo a UÉ, “apesar do projeto já ter terminado, comprometida com estes princípios, procura ir mais além daquilo a que se encontra obrigada no domínio das boas práticas laborais, serviços e benefícios, apoio profissional e desenvolvimento pessoal e assume a responsabilidade de proceder ao planeamento e controlo operacional, avaliar a significância das partes interessadas e o seu grau de envolvimento, avaliar a significância dos aspetos da conciliação e gerar programas de conciliação que atinjam os resultados visados”.

Á margem da sessão, Hermínia Vasconcelos Vilar, reitora da UÉ, adiantou aos jornalistas que este momento “significa, sobretudo, o reconhecimento através da acreditação de um sistema de gestão chamado CONCILIA.UE, que no fundo procura, entre várias vertentes, estabelecer uma conciliação entre as diferentes esferas da nossa vida, nomeadamente a profissional e a familiar”.

Na sua perspetiva, “é algo que vai ao encontro das preocupações mais recentes de conciliar uma vida pessoal, de assistência à família e de usufruto do espaço e das amizades sem pôr em causa a vida profissional”, considerando que “é um equilíbrio difícil”.

Não obstante, a reitora focou que, “embora seja necessário investir no trabalho e que este seja um espaço de realização individual, é importante que essa realização pessoal também passe, cada vez mais, pelo usufruto do que são as diferentes vertentes da vida, entre elas a amizade, a família, o divertimento, a cultura e até o usufruto do silêncio”.

Sustentou ainda que, “infelizmente, cada vez mais precisamos de criar sistemas de gestão para que isso seja uma realidade porque a voragem da vida profissional e do próprio mundo assim nos obrigou”.

Para Hermínia Vasconcelos Vilar, “se cada trabalhador, seja ele docente, não docente ou investigador, se sentir acolhido e equilibrado no seu local de trabalho de certeza que a sua produtividade será maior”, realçando que “é isso que nós almejamos, é o início de um caminho que nós queremos percorrer de forma a conseguir criar melhores equilíbrios e melhores situações de trabalho para todos aqueles que fazem parte da UÉ”.

Relativamente às medidas implementadas, evidenciou algumas, como “a possibilidade de usufruir da compensação das horas feitas a mais, participar em ações ligadas à atividade física, criar espaços de convívio entre os trabalhadores (como é o caso da festa de Natal), ter a possibilidade de usufruir do dia de anos sem necessidade de compensação ou a possibilidade de ter um horário flexível, nomeadamente para quem tenha filhos em idade menor, o que está previsto na lei”.

Texto: Redação DS / Marina Pardal
Fotos: DS

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