O Imovirtual, portal imobiliário de referência, divulga, hoje, o seu barómetro relativo à evolução dos preços médios anunciados de arrendamento e venda, em Portugal. Os dados agora partilhados referem-se ao comparativo de janeiro com dezembro do ano passado e com o período homólogo, janeiro de 2023.

Em relação ao valor médio dos imóveis para arrendar, verifica-se um aumento na renda média de +36%, estando 340 euros mais caro, quando comparado com o mesmo período do ano passado. Apesar de em janeiro ter existido um aumento (+8%), esta subida tem sido mais ligeira, com os valores médios a fixarem-se agora em 1 290€.

O mesmo aconteceu com os preços da venda de casas, no qual continuamos a verificar uma estabilização dos valores médios. De forma geral, comprar uma casa continua a ser cerca de 35 000€ mais caro, do que em janeiro do ano passado. No que ao preço médio de venda diz respeito, verifica-se uma subida muito ligeira em janeiro, em relação a dezembro (+2%), fixando-se em 325 000€. Em comparação com o período homólogo de 2023, que registou um valor médio de venda de 290 000€, há um aumento de +12%, com as casas a ficarem quase trinta e cinco mil euros mais caras.

Relativamente à designação do imóvel, verificámos que comprar um apartamento, atualmente, está 11% mais caro do que o mesmo período em 2023. Enquanto uma moradia teve uma subida de 9 %, face ao período homólogo.

Quanto à tipologia, todas têm tido subidas nos seus preços, excepto o T0 que foi o único que estabilizou (1%). Contudo, as casas T1 e T2 são as tipologias que mais subiram o preço (ambas +15%), quando comparado com os valores de 2023.

ARRENDAMENTO – Distritos e Ilhas em destaque:

  • Vila Real (+14%), Bragança (+12%), Portalegre (10%), Castelo Branco (10%), Coimbra (+10%), Santarém (+9%) e Setúbal (9%) são os distritos com maior aumento da renda média em janeiro, face ao mês anterior, com os valores a subirem para 625€, 475€, 550€, 550, 700€, 790€ e 1 200€, respetivamente. 
  • Em contrapartida, Guarda foi o distrito que registou a maior descida da renda média em janeiro (-15%), comparativamente com dezembro, descendo para 425€. Segue-se o distrito de Aveiro (850€), Beja (650€), Faro (1 100€), Viana do Castelo (800€) e Viseu (600€)onde a renda média se manteve exatamente igual de um mês para o outro. 
  • Comparativamente com janeiro do ano passado, existiu uma subida dos valores de arrendamento de forma geral em praticamente todos os distritos, exceto Viseu (600€), no qual o valor se manteve estável no último ano. Évora (+52%) foi o distrito que registou o maior aumento da renda média, que passa de 575€ para 875€; Portalegre (+45%), passa de 380€ para 550€, Setúbal (+36%) passa de 883€ para 1 200€, Santarém (+32%), passa de 600€ para 790€, Castelo Branco (10%), passa de 420€ para 550€, Leiria (+29%), que passa 700€ para 900€, Lisboa (+29%), que passa de 1 400€ para 1 800€, Braga (+27%), que passa de 750€ para 950€ e Faro (+25€), que passa de 878€ para 1 100€.
  • De forma geral, Guarda (420€), Bragança (475€), Portalegre (550€), Viseu (600€)e Vila Real (625€) são os distritos mais baratos para arrendar casa, em janeiro. Lisboa continua a ser o mais caro, (1 800€), seguindo-se Setúbal (1 200€), Porto (1 150€), Faro (1 100€).

VENDA – Distritos e Ilhas em destaque:

  • No continente, de forma geral, todos os distritos mantiveram subidas muito ligeiras, à exceção de Lisboa (+5%, subiu para 450 000€), que foi o distrito com o maior aumento do preço médio de venda em janeiro, face a dezembro. Seguindo-se a Leiria (+4%), com os valores a fixarem-se em 259 000€, e Portalegre (+4%), com os valores a passarem para 80 000€, respetivamente.
  • Em contrapartida, Bragança (-8%) foi o distrito que registou uma maior descida da renda média em janeiro, comparativamente com dezembro, descendo para 110 000€. Segue-se o distrito de Castelo Branco (-7%)que passou para 106 000€ e Beja (-2%), que passou para 105 000€. Évora, Guarda, Vila Real e Viseu (-0%), os preços médios mantiveram-se exatamente iguais aos do mês passado.
  • Quanto à comparação com o ano anterior (janeiro 2022), o distrito que registou um maior aumento no preço das casas, foi Portalegre (+23%), onde os valores sobem de 65 000€ para 80 000€. Seguindo-se Castelo Branco (+20%, de 89 000€ para 106 500€), Leiria (+18%, de 220 000€ para 259 900€), e Santarém (+15%, de 149 500€ para 172 500€, respetivamente).
  • Portalegre (80 000€), Guarda (85 000€), Beja (105 000€), Castelo Branco (106 500€) e Bragança (110 000€) mantiveram-se os distritos mais baratos para comprar casa em janeiro. Os mais caros foram Lisboa (450 000€), Faro (435 000€), Setúbal (335 000€), Porto (315 000€).
  • Em relação às ilhas, Ilha do Faial (+36%, que passou de um valor de 187 000€ para 255 000€) e a Ilha da Graciosa (+14% para 120 000€) foram as que registaram um maior aumento no preço médio de venda, em janeiro, face a dezembro.
  • Em contrapartida, a Ilha das Flores (-6%) foi a que teve uma maior descida dos preços médios, com os valores a descerem para 160 000, respetivamente.
  • Quando comparado com janeiro de 2022, Ilha do Corvo (+69%, que passou de um valor de 80 000€ para 135 000), Ilha do Faial (62%, fixando-se em 255 000€), Ilha da Graciosa (45% para 120 000€) e Ilha de São Jorge (44%, para 150 000€) foram as ilhas com valores mais elevados.
  • Ilha da Graciosa (120 000€) continua a ser a ilha mais barata para comprar casa em janeiro. Enquanto o Funchal (450 000€) manteve-se o mais caro.

Fonte: Nota de Imprensa / Imovirtual

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