Organizado pela Agência Nacional de Inovação (ANI), o Roadshow PT2030 passou por Évora na passada quarta-feira, numa sessão que teve lugar na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo.

Segundo a nota de imprensa enviada ao Diário do Sul, “a ANI, em conjunto com o Compete 2030 e com os programas regionais, está a realizar várias sessões de esclarecimento sobre ‘o novo modelo de Custos Simplificados (OCS) nas tipologias de I&D do PT 2030’”, sublinhando que “este roadshow tem lugar em várias cidades do país, cobrindo as regiões NUTII”.

Assim sendo, o Alentejo 2030 recebeu esta iniciativa, “no âmbito do Portugal 2030 e dos avisos lançados a 30 de novembro de 2023, cujo primeiro cut-off irá acontecer a 31 de janeiro deste ano”, realçou a mesma fonte.

É ainda referido que, “enquanto organismo responsável pelo acompanhamento das políticas públicas e instrumentos de apoio ao I&D, a ANI considera fundamental a realização destas sessões para explicar a visão, metodologia de financiamento e respetiva forma de aplicação deste novo modelo de custos simplificados aplicável aos projetos de I&D, promovendo a capacitação dos stakeholders e das Autoridades de Gestão de Programas”.

À margem do evento, Tiago Teotónio Pereira, vogal da Comissão Diretiva do Alentejo 2030, explicou aos jornalistas que “o principal objetivo desta sessão foi juntar os parceiros que fazem parte daquilo que nós chamamos ‘Ecossistema da Inovação’ e podermos esclarecer em relação aos avisos que vamos abrir para as linhas de apoio para o I&D empresarial, mas também que colocam o centro na transferência de conhecimento”.

Disse ainda que “nós percebemos que necessitamos que as entidades trabalhem em conjunto, ou seja, empresas e instituições de ensino superior para termos um ecossistema diferenciado”, focando que, por isso, “esta sessão surgiu como um esclarecimento não só à rede de parceiros que temos, como a outros possíveis beneficiários”.

De acordo com Tiago Teotónio Pereira, “temos subido naquilo que é o ‘score’ das políticas de inovação no nosso país e também à escala da União Europeia, mas sabemos que precisamos de subir ainda mais”, considerando que, “por isso, é que não só os avisos são importantes, como também este modelo de acompanhamento”.

Para o mesmo responsável, “precisamos de escolher bem que tipos de apoio é que damos e precisamos de colocar o centro na Estratégia de Especialização Inteligente”, reiterando que “sessões como esta servem, sobretudo, para criar esta rede, mas também para esclarecer que temos parceiros mais bem preparados para os avisos que estamos a lançar”.

Relativamente a números, adiantou que “temos um Alentejo 2030 que já lançou mais de 20 avisos com uma dotação superior a 50 milhões de euros”.

Tiago Teotónio Pereira avançou também que “estes dois avisos, quer para o I&D em copromoção, quer para o I&D empresarial individual, perfazem um valor acima dos dois milhões de euros”, exemplificando que “depois pode ser complementado com a inovação produtiva, que tem um valor acima dos dez milhões; com os recursos altamente qualificados, com cinco milhões; ou com as ações para a internacionalização, com um valor de cerca de dois milhões de euros”.

Reforçou ainda que, “no global, quisemos arrancar com um apoio forte para as empresas”, constatando que “sabemos que o nosso tecido económico é muito caracterizado por micro e pequenas empresas, mas entendemos que também elas devem procurar ter parceiros para se poderem modernizar e é um pouco isso que nós queremos com este tipo de sessões”.

Texto: Redação DS / Marina Pardal
Fotos: DS

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