A escolha para o Prémio Vergílio Ferreira recaiu este ano sobre Maria Irene Ramalho, professora catedrática jubilada da Secção de Estudos Anglo-Americanos do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde foi coordenadora científica dos programas de doutoramento em Estudos Americanos e em Estudos.

O júri, reunido hoje na Universidade de Évora, decidiu, por unanimidade, atribuir o Prémio Vergílio Ferreira a Maria Irene Ramalho “pelo seu contributo para o incremento do diálogo entre a literatura portuguesa e as literaturas Anglo-Saxónicas e em geral pela internacionalização da literatura portuguesa”.

Desde 1999, Maria Irene Ramalho é International Affiliate do Departamento de Literatura Comparada da Universidade de Wisconsin-Madison, onde leciona regularmente como professora visitante. Tem publicado extensamente, em Português e em Inglês, sobre temas de literatura e cultura de expressão inglesa (com especial incidência na poesia dos Estados Unidos), estudos americanos, literatura comparada, teoria poética, estudos culturais e estudos feministas. Entre as suas atuais áreas de maior interesse, destacam-se os estudos sobre o Modernismo e a Modernidade, estudos comparados sobre poesia, poética e filosofia, teorias dos estudos americanos e teorias do feminismo. Faz parte do conselho editorial de várias revistas de literatura e cultura.

Tal como nas edições anteriores, a cerimónia de entrega do galardão está agendada para 01 de março, data em que se assinala o aniversário da morte do escritor Vergílio Ferreira (1916-1996), patrono do prémio e autor de “Aparição”.

Na edição referente a 2024, o júri, presidido pelo professor da Universidade de Évora Antonio Sáez Delgado, integra também os docentes universitários Joana Matos Frias (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa); António Apolinário Lourenço (Faculdade de Coimbra); Elisa Nunes Esteves (Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora) e Ricardo Viel (Crítico Literário).

O Prémio Vergílio Ferreira foi atribuído, pela primeira vez, a Maria Velho da Costa, seguindo-se Maria Judite de Carvalho, Mia Couto, Almeida Faria, Eduardo Lourenço, Óscar Lopes, Vítor Manuel de Aguiar e Silva e Agustina Bessa-Luís. Manuel Gusmão, Fernando Guimarães, Vasco Graça Moura, Mário Cláudio, Mário de Carvalho, Luísa Dacosta, Maria Alzira Seixo, José Gil, Hélia Correia, Ofélia Paiva Monteiro, Lídia Jorge, João de Melo, Teolinda Gersão, Gonçalo M. Tavares, Nélida Piñon, Carlos Reis, Ana Luísa Amaral, Helena Carvalhão Buescu e ao escritor Ondjaki.

Fonte: Nota de Imprensa / Universidade de Évora

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