Uma app que procura identificar e acompanhar doentes que sofrem de sequelas associadas à meningite foi o projeto que venceu o Chat Dive Hackathon, promovido pelo PACT e pela DECSIS.

Esta iniciativa decorreu em Évora, numa maratona de 20 horas de trabalho, nos dias 6 e 7 deste mês, tendo os participantes dos quatro grupos que chegaram à final (dois a três elementos) apresentado o pitch no dia 12, numa sessão em que também foram entregues os respetivos prémios.

Segundo o PACT, “além da app sobre a meningite, distinguida com o primeiro lugar e que recebeu um voucher tecnológico de 1000 euros; foram entregues outros dois prémios”.

Especificou que “a app distinguida com o segundo lugar teve como objetivo dar resposta ao aumento da quantidade de alentejanos que procuram tratar a dependência alcoólica, enquanto no terceiro lugar ficou uma app que procura contribuir para reduzir a taxa de mortalidade prematura no Alentejo, tendo cada um dos projetos recebido um voucher tecnológico de 600 euros e de 300 euros, respetivamente”.

A mesma fonte explicou ainda que “o Chat Dive Hackathon foi um evento pioneiro no Alentejo no que diz respeito a competições na área da tecnologia e inovação”, acrescentando que “os projetos apresentados consistiam em apps que procuram dar resposta a um problema concreto da Saúde Digital e fazem uso da integração do ChatGPT”.

Os jovens que aceitaram este desafio contaram com “o apoio técnico de três mentores nas áreas de Saúde Digital, Informática e Inteligência Artificial (IA), nomeadamente Carmen Garcia, Pedro Grilo e Nuno Carriço”.

Quanto ao júri, foi composto por Paulo Quaresma, vice-reitor na Universidade de Évora (UÉ); Artur Romão, Development and Innovation Director na DECSIS; José Saias, professor no Departamento de Informática na UÉ; João Moreira Pires, Incubators & Accelerator’s Booster na Startup Portugal; e Fernando Domingues, Head Portugal da Associação Internacional de IA.

Soumodip Sarkar, presidente executivo do PACT, disse ao Diário do Sul que “o Chat Dive Hackathon fez parte de um conjunto de iniciativas que temos promovido no âmbito da responsabilidade social”, realçando que “não teve financiamento de qualquer projeto, foi o PACT que assumiu toda a gestão e custos, em parceria com a DECSIS”.

Destacou ainda que “estamos a tentar incentivar os jovens da região do Alentejo para pensarem no futuro, que passa muito pela vertente digital”.

O mesmo responsável evidenciou que “o desafio na área da saúde foi a DECSIS que lançou”, reiterando que “criar, por via do ChatGPT, uma app em 20 horas não permite o desenvolvimento de um grande produto, mas ajuda a fomentar o espírito empreendedor e a tentar identificar talentos interessantes na UÉ e não só, pois também tivemos alunos do secundário”.

Soumodip Sarkar mostrou-se “muito satisfeito com este desafio, em que estamos a tentar elevar o Alentejo a um nível internacional”, considerando que “este tipo de soluções é que fomenta o espírito de empreendedorismo ligado à tecnologia”.

Por sua vez, Artur Romão assumiu que “a DECSIS aceitou de imediato este desafio do PACT porque achámos que poderia ter impacto nos jovens que participaram, mas também nos jovens que estão a assistir”.

O Development and Innovation Director na DECSIS referiu ainda que, “para nós, como empresa tecnológica, o desafio era bastante interessante e os resultados ficaram em linha com aquilo que esperávamos, até um pouco acima”, admitindo que “foi difícil a escolha dos vencedores, sobretudo entre dois projetos”.

Focou também que, “pelo menos que saibamos, foi a primeira vez que um evento destes foi feito no Alentejo, mas espero que haja outros no futuro”.

Texto: Redação DS / Marina Pardal
Fotos: DS

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