No mês de outubro, o Dia Mundial do Sorriso (6) e o Dia Mundial da Alimentação (16) estiveram em destaque no programa da Rádio Telefonia do Alentejo feito em parceria com a Unidade de Saúde Pública (USP) do Alentejo Central.

A sessão contou com a participação de Augusto Santana Brito, médico especialista em Saúde Pública, e de Rita Leão, enfermeira especialista em Enfermagem de Saúde Comunitária.

O Dia Mundial do Sorriso celebra-se na primeira sexta-feira do mês de outubro, tendo então acontecido este ano no dia 6. A respeito desta expressão facial, “uma das mais transversais a todas as culturas da Humanidade”, Augusto Santana Brito salientou que “quando sorrimos estamos a comunicar aos outros que somos uma pessoa que está bem e que vale a pena conhecer”.

Acrescentou ainda que “há evidências de que o sorriso pode beneficiar a perceção que os outros têm de si, seja no local de trabalho ou num contexto social”.

O mesmo médico adiantou que “o sorriso envolve a contração de vários músculos faciais”, explicando que “os principais músculos da boca envolvidos no sorriso são os zigomáticos, que, por sua vez, estão ligados aos nervos faciais”.

Referiu também que, “quando sorrimos, estes nervos enviam sinais ao cérebro e libertam neurotransmissores como a dopamina, endorfinas e serotonina na corrente sanguínea”, constatando que “estes químicos ajudam a acalmar o sistema nervoso central e reduzem o batimento cardíaco e a pressão arterial”.

Relativamente aos benefícios para a saúde, Augusto Santana Brito enumerou que “são inúmeras as vantagens de sorrir”, exemplificando que “sorrir aumenta a confiança; reduz o stress e ajuda a memória; melhora o nosso estado de humor; e contribui para estreitar relações; além do sorriso ajudar a reduzir as distâncias”.

Neste programa, o Dia Mundial do Sorriso juntou-se ao Dia Mundial da Alimentação, celebrado anualmente a 16 de outubro, “uma data criada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em 1945, para refletir para a importância da alimentação, com base em quatro pilares: melhor nutrição, melhor produção, melhor ambiente e melhor qualidade de vida”, adiantou Rita Leão.

A mesma enfermeira destacou que “’Água é vida, água é alimento. Não deixar ninguém para trás’ foi o tema escolhido para celebrar esta efeméride em 2023, dando ênfase à importância da água como base da vida”.

A este nível, recordou que “a agricultura consome 72 por cento da água fresca disponível, 16 por cento é utilizada no ciclo urbano e 12 por cento é usada pela indústria e agricultura”.

Segundo Rita Leão, “o acesso à água para produção de alimentos e consumo público está ameaçado pela rápida urbanização, desenvolvimento económico e alterações climáticas”, alertando que “temos de encontrar formas de produzir alimentos com menor consumo hídrico, o que implica alterações na produção, mas igualmente opções de consumo, nomeadamente comer alimentos adaptados ao clima ou reduzir o desperdício ao longo da cadeia alimentar”.

Um dos pontos realçados no programa foi que, “até 2030, a FAO pretende acabar com a fome no mundo, para nos tornarmos na ‘Geração Fome Zero’”, lembrou esta enfermeira, comentando que “num mundo onde o alimento produzido é suficiente para todos, mais de 820 milhões de pessoas sofrem de desnutrição crónica, mas simultaneamente 1,3 biliões de pessoas apresentam excesso de peso”.

Nesse sentido, avançou que “todos temos um papel a desempenhar para alcançar a ‘Geração Fome Zero’”, especificando que “diminuir o desperdício alimentar, comer melhor e adotar um estilo de vida sustentável são a chave para construir um mundo livre de fome até 2030”.

Em jeito de resumo, Rita Leão indicou alguns conselhos da FAO a este respeito: “doe alimentos; compre apenas o essencial; armazene os produtos alimentares mais antigos na frente do armário/frigorífico e os novos no fundo; poupe água; informe-se sobre a proveniência da comida; apoie produtores locais de alimentos; escolha frutas e legumes ‘feios’; seja um consumidor consciente; compre produtos a empresas que seguem práticas sustentáveis e não prejudicam o meio ambiente; aprenda a interpretar os rótulos dos alimentos; opte por comida orgânica; ou preserve as populações de peixes”.

Texto: Redação DS / Marina Pardal
Foto: DS

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Veja também

Évora Medical School: projeto pioneiro pretende formar mais de 50 médicos por ano no Alentejo Central

A Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC) acolheu, dia 16 de fevereiro, a reuni…