A nova exposição promovida pelos Serviços de Biblioteca e Informação Documental (SBID) da UÉ apresenta trabalhos de desenho e escultura de João Honório.

Intitulada “À Espera do Sol e outros trabalhos”, esta mostra foi inaugurada no dia 3 deste mês e fica patente, até 3 de fevereiro do próximo ano, no corredor de acesso à Sala das Bellas Artes, da Biblioteca do Colégio do Espírito Santo, e no Centro do Mundo / Octógano, no mesmo edifício.

Com 75 anos, João Honório, além de artista plástico, é professor aposentado da Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha, tendo feito parte do grupo fundador desta instituição.

Em declarações ao Diário do Sul (DS), Rute Marchante Pardal, do Serviço de Dinamização Cultural dos SBID/UÉ, explicou que “esta exposição surge através de uma professora da UÉ, Ana Luísa Vilela, que conhecia o autor e que lançou o desafio dele apresentar aqui o seu trabalho, que já tinha sido exposto em outras faculdades, mas com a vertente de mostrar outras obras inéditas que estavam a ser trabalhadas pelo autor”.

Acrescentou que a parte referente “Á Espera do Sol” diz respeito “ao trabalho que ele fez durante a pandemia, aludindo ao universo de grandes limitações que vivenciámos nesse período”, considerando que “estamos a falar de um mestre, com muitas técnicas, mas que também tem um trabalho de crítica bastante assertivo”.

Rute Marchante Pardal destacou ainda que “na exposição também podemos ver várias caricaturas, de sátira aos políticos, bem como algumas esculturas”.

Também em conversa com o DS, João Honório recordou que “estivemos todos em clausura durante os tempos da pandemia e como não conseguia estar parado, debrucei-me sobre o desenho e fi-lo com um bocado de ironia”.

O autor realçou que, “inicialmente, só ia trazer o trabalho sobre a covid, mas pediram também outros trabalhos”, adiantando que “apostei em desenhos com temáticas diferentes para que os alunos daqui percebam a importância do desenho, que está na base de tudo e que ensina a ver e a entender as coisas”.

Sublinhou ainda que “tenho muito gosto em trazer os meus trabalhos até à UÉ, até porque também fui professor no ensino superior”.

Na sinopse da exposição, João Honório referiu que “este trabalho foi realizado ao longo de um ano particularmente duro para todos”, reiterando que “foi o trabalho possível nestas circunstâncias difíceis sem outra intenção que não aquela de assinalar esse tempo, esperando que todos facilmente o entendam”.

Evidenciou que “são cores e linhas sobre papel, algumas palavras e notas escondidas, imagens avulsas de um tempo que queremos que venha rapidamente a terminar”.

Para o artista, “o desenho é veículo privilegiado para aprender a ver, educando o olhar, ao penetrar e ao compreender a forma das coisas”, nomeadamente “na captação de uma ideia ou ideias ou como suporte na estrutura das mais diversas manifestações artísticas”.

Considera-o ainda “como ato mental em que a mão corre livremente, com raiva ou leveza, ao sabor das emoções do momento”, mencionando que “é a mão sempre presente indissociável do desenho, nesse gesto único e irrepetível, que eternamente se renova”.

Texto: Redação DS / Marina Pardal
Fotos: DS

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