O Núcleo de Évora da Liga dos Combatentes assinalou, na passada quinta-feira, o Dia de Finados, com a realização de uma missa na Igreja da Graça. As celebrações alusivas a esta data incluíram ainda uma romagem ao cemitério dos Remédios, em Évora, bem aos cemitérios de Alcáçovas e Redondo.

Esta é uma cerimónia realizada habitualmente pela Liga dos Combatentes, sendo desenvolvida pelos diferentes núcleos a nível local. Em Évora, a iniciativa contou com a participação de representantes de diversas entidades, sendo ainda de referir a presença de combatentes, antigos e atuais, bem como de familiares.

Em declarações ao Diário do Sul, o presidente do Núcleo de Évora da Liga dos Combatentes, sargento-chefe Joaquim Santos, sublinhou que, “mais do que ser uma tradição, é uma obrigação moral, cívica e ética nós nunca nos esquecermos dos nossos antigos combatentes que lutaram pela paz”, reiterando que “os militares lutam pela paz e não para fazer a guerra, quem faz a guerra são os políticos e, infelizmente, cada vez mais vemos isso nos dias de hoje”.

Na sua perspetiva, “é nossa obrigação, como Liga dos Combatentes, homenagear simbolicamente neste dia esses militares já falecidos, embora para nós eles sejam sempre recordados em permanência”.

De acordo com o mesmo responsável, “começámos o dia com a celebração de uma missa na Igreja da Graça, celebrada pelo coronel de Assistência Religiosa do Exército, padre Jorge Matos”.

Acrescentou que “depois estivemos no Talhão da Liga dos Combatentes no Cemitério dos Remédios, em Évora, onde foi depositada uma coroa de flores junto ao ossário, com honras militares, pelo que agradecemos também à Direção de Formação do Exército pela colaboração”.

Segundo Joaquim Santos, “foram ainda colocadas flores nas campas de antigos combatentes que não eram sócios da Liga, mas que fazemos questão de relembrá-los”.

Frisou que, “apesar de não estarem integrados no talhão, para nós não há distinção, foram todos militares e todos lutaram pela Pátria, como tal merecem o nosso reconhecimento”.

A esse respeito, o presidente do Núcleo de Évora explicou que, “em termos estatutários, os que são sócios têm direito a ir para o talhão, caso o pretendam; não sendo sócios da Liga, não vão para o talhão”.

Adiantou ainda que “o talhão no Cemitério dos Remédios tem 56 sepulturas e depois temos um ossário com 262 urnas”.

O mesmo responsável esclareceu que, “à medida que vão falecendo mais combatentes que são sócios e que desejem ser sepultados no talhão, nós vamos fazendo a trasladação dos restos mortais das campas mais antigas para o ossário, sempre informando a família”.

Joaquim Santos destacou ainda que, “para além da cerimónia em Évora, as celebrações deste núcleo alusivas ao Dia de Finados também ocorreram em Alcáçovas, que no seu cemitério tem um talhão, tutelado pela junta de freguesia, em que os combatentes que lá estão sepultados são todos da Primeira Grande Guerra”, apontando que “também nos deslocámos à vila de Redondo, onde existe um ossário com restos mortais de antigos combatentes”.

Texto: Redação DS / Marina Pardal
Fotos: DS

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